Associação de Supermercados do RS é contra redução da jornada de trabalho

18/04/2026














Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) intensifica sua atuação contra propostas de redução da jornada de trabalho que, na avaliação do setor produtivo, podem gerar impactos negativos diretos na economia e no custo de vida da população. A entidade integra um movimento conjunto com o chamado Bloco Empresarial, formado por oito organizações representativas, que já vêm se manifestando publicamente sobre o tema.



Como parte desta mobilização, está em desenvolvimento uma campanha em vídeo voltada à conscientização da sociedade. A proposta é apresentar, de forma acessível, como mudanças na jornada podem resultar em aumento de custos operacionais e, consequentemente, elevação dos preços ao consumidor. O conceito do material será baseado em um diálogo informal entre dois trabalhadores, evidenciando que, embora a medida possa parecer positiva à primeira vista, seus efeitos práticos tendem a ser prejudiciais.



Manifesto destaca impacto sobre renda e competitividade



A atuação das entidades também está expressa no manifesto conjunto intitulado “Liberdade na Jornada com Renda”, divulgado em março. O documento defende que o debate sobre jornada de trabalho, renda e qualidade de vida é legítimo, mas alerta para a necessidade de evitar soluções que possam comprometer a sustentabilidade econômica do país.



Entre os principais pontos destacados está a preocupação com os encargos sobre a folha de pagamento, considerados elevados e responsáveis por pressionar custos, reduzir a competitividade das empresas e limitar o aumento real da renda dos trabalhadores.



O texto propõe uma abordagem alternativa: reduzir o peso desses encargos e incorporar parte deles diretamente aos salários, permitindo ganho real de renda e maior liberdade de negociação da jornada entre empregadores e empregados.



Risco de inflação e impacto no consumo



Segundo as entidades, medidas que elevem os custos do trabalho sem contrapartidas estruturais tendem a gerar efeitos em cadeia, como inflação, redução de investimentos e perda de empregos formais. O manifesto também ressalta que trabalho e produção são interdependentes e fundamentais para a manutenção da atividade econômica e do consumo.



Outro ponto enfatizado é a necessidade de melhor eficiência do setor público, com revisão de gastos e reformas que permitam aliviar a carga sobre quem produz, trabalha e consome.



Atuação contínua do setor



A AGAS reforça que seguirá atuando de forma firme, ao lado das demais entidades, na defesa de um ambiente de negócios equilibrado, que favoreça a geração de empregos, o crescimento sustentável e o acesso da população a produtos com preços justos.



A expectativa é de que a campanha em desenvolvimento amplie o entendimento da sociedade sobre os impactos das propostas em discussão, contribuindo para um debate mais amplo e fundamentado.



 


 




 



 

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