Política, violência e ódio em nível local?


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Marcos Roberto Nepomuceno 25/06/2023

Reportagem: @marcosrobertonepomuceno

 

Nos últimos anos, temos observado algumas transformações em direção a uma maior diversidade de pessoas e projetos na disputa política institucional. O país, entretanto, ainda enfrenta uma grave debilidade democrática: a violência política. De acordo com o estudo “Violência política e eleitoral no Brasil”, ainda de 2019, portanto há quatro anos, pelo menos um episódio desta natureza foi registrado a cada três dias no país. Dos casos mapeados, a grande maioria foi direcionada a prefeitos e vereadores. E ao que parece, nos dias atuais, isso continua.

Tal estratégia vem sendo utilizada a cada ciclo eleitoral, por grupos hegemônicos, como um ativo político para manutenção e concentração do poder em espaços de tomada de decisão. As táticas buscam minar a participação política, principalmente de mulheres, da população LGBTQIA+, de pessoas negras e indígenas, grupos estruturalmente excluídos do processo democrático.

Em nível local, acredita que este cenário pode também afetar a nossa política? Em especial, agora, no pleito de 2024? Ou é exagero, não precisando nos preocupar? Foi o que perguntamos a várias lideranças de Lagoa Vermelha e Capão Bonito do Sul e publicamos no jornal FOLHA DO NORDESTE, edição impressa de sexta-feira, 23.06.23.

CULTURA DO BOLSONARISMO E LULISMO

Liderança de Capão Bonito do Sul, secretário da Saúde e Assistência Social, Gelson Corbolin, avalia a política e ações que envolvem o ódio e violência no meio: “Apesar de haver maior diversidade das pessoas participando da política, o que entendo ser muito bom, acredito que ainda exista uma cultura de extremidades em nosso país, ou de esquerda ou de direita, levantado pela política nacional, o que se acirrou muito a partir do ano de 2019. Entendo que se perdeu o respeito pela liberdade de opinião. As pessoas, muitas vezes, têm medo de se manifestar em virtude de represálias e as agressões tem sido constante ainda nos dias de hoje, principalmente nas redes sociais, apesar de ter passado o período eleitoral”.

Acredita Gelson Corbolin “que no pleito municipal, com certeza, existirá essa mesma linha de comportamento, claro que não tão acirrada e agressiva como no pleito federal, mas estamos com essa cultura do Bolsonarismo e do Lulismo, fato que penso que irá perdurar por um certo tempo ainda em nosso meio”.

Reportagem: @marcosrobertonepomuceno

 

Nos últimos anos, temos observado algumas transformações em direção a uma maior diversidade de pessoas e projetos na disputa política institucional. O país, entretanto, ainda enfrenta uma grave debilidade democrática: a violência política. De acordo com o estudo “Violência política e eleitoral no Brasil”, ainda de 2019, portanto há quatro anos, pelo menos um episódio desta natureza foi registrado a cada três dias no país. Dos casos mapeados, a grande maioria foi direcionada a prefeitos e vereadores. E ao que parece, nos dias atuais, isso continua.

Tal estratégia vem sendo utilizada a cada ciclo eleitoral, por grupos hegemônicos, como um ativo político para manutenção e concentração do poder em espaços de tomada de decisão. As táticas buscam minar a participação política, principalmente de mulheres, da população LGBTQIA+, de pessoas negras e indígenas, grupos estruturalmente excluídos do processo democrático.

Em nível local, acredita que este cenário pode também afetar a nossa política? Em especial, agora, no pleito de 2024? Ou é exagero, não precisando nos preocupar? Foi o que perguntamos a várias lideranças de Lagoa Vermelha e Capão Bonito do Sul e publicamos no jornal FOLHA DO NORDESTE, edição impressa de sexta-feira, 23.06.23.

CULTURA DO BOLSONARISMO E LULISMO

Liderança de Capão Bonito do Sul, secretário da Saúde e Assistência Social, Gelson Corbolin, avalia a política e ações que envolvem o ódio e violência no meio: “Apesar de haver maior diversidade das pessoas participando da política, o que entendo ser muito bom, acredito que ainda exista uma cultura de extremidades em nosso país, ou de esquerda ou de direita, levantado pela política nacional, o que se acirrou muito a partir do ano de 2019. Entendo que se perdeu o respeito pela liberdade de opinião. As pessoas, muitas vezes, têm medo de se manifestar em virtude de represálias e as agressões tem sido constante ainda nos dias de hoje, principalmente nas redes sociais, apesar de ter passado o período eleitoral”.

Acredita Gelson Corbolin “que no pleito municipal, com certeza, existirá essa mesma linha de comportamento, claro que não tão acirrada e agressiva como no pleito federal, mas estamos com essa cultura do Bolsonarismo e do Lulismo, fato que penso que irá perdurar por um certo tempo ainda em nosso meio”.

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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