
A candidata ao Governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, e o candidato a vice-governador Edegar Pretto lançaram, na quarta-feira (2), em Porto Alegre, o programa RS Contra o Crime Organizado. A proposta apresentada pela chapa reuniu medidas de segurança pública voltadas ao enfrentamento das facções criminosas no Estado.
Conforme a campanha, o programa foi elaborado a partir da avaliação de que as organizações criminosas ampliaram sua atuação para além do tráfico de drogas, passando a exercer influência sobre comunidades, praticar extorsões e recrutar jovens.
Durante a apresentação, a candidatura citou dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública segundo os quais o Rio Grande do Sul ocupa a terceira posição entre os estados em apreensões de fuzis e possui ao menos 15 facções locais em atividade.
ESTRATÉGIA PREVÊ QUATRO FRENTES DE ATUAÇÃO
Entre as propostas apresentadas esteve a criação da Estratégia Estadual de Enfrentamento às Facções, com a intenção de integrar instituições das áreas de segurança e Justiça dos âmbitos estadual e federal.
O planejamento foi estruturado em quatro pilares: combate às estruturas financeiras das organizações criminosas; ações no sistema prisional; proteção dos territórios e comunidades mais vulneráveis; e combate ao fluxo de armas de maior poder ofensivo.
Na área financeira, a proposta incluiu rastreamento de criptoativos, combate à lavagem de dinheiro e confisco de bens relacionados às atividades criminosas.
Para o sistema prisional, a candidatura defendeu medidas destinadas a dificultar a atuação das organizações criminosas a partir das unidades penitenciárias, além de ações voltadas à reintegração de egressos.
CENTRO INTEGRADO DE INTELIGÊNCIA
O programa também previu a criação do Centro Integrado de Inteligência de Combate ao Crime Organizado, com participação de órgãos como Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Receita Estadual, além da busca por cooperação com forças de países vizinhos.
Outra proposta apresentada foi a chamada Muralha Digital dos Presídios, que contemplaria bloqueio de sinais de celular e mecanismos de proteção contra drones em unidades consideradas estratégicas.
A candidatura anunciou ainda a proposta de criação de um Banco Estadual de Organizações Criminosas e o rastreamento das armas apreendidas no Rio Grande do Sul, acompanhado da divulgação de relatório anual sobre a origem do armamento.
PLANO FOI COORDENADO POR ALBERTO KOPITTKE
A elaboração das propostas para o enfrentamento ao crime organizado foi coordenada por Alberto Kopittke, diretor executivo do Instituto Cidade Segura.
Durante a apresentação, a campanha citou a experiência de Kopittke na construção de estratégias de segurança implementadas em Niterói, no Rio de Janeiro, desde 2018, utilizando o município como referência para a defesa de políticas orientadas por dados, integração das forças de segurança e prevenção social.
“Defendemos uma política baseada em evidências, que seja capaz de apresentar resultados concretos. Vamos enfrentar a violência com inteligência, integração e avaliação permanente, protegendo quem mais precisa”, afirmou Juliana Brizola.
RS MULHER SEGURA
O programa RS Contra o Crime Organizado foi apresentado como complemento a outra proposta da candidatura para a área de segurança, denominada RS Mulher Segura.
Segundo a campanha, a iniciativa foi estruturada para ampliar a prevenção e o enfrentamento à violência contra as mulheres, com integração das áreas de Segurança Pública, Saúde e Assistência Social.
As medidas anunciadas integram o conjunto de propostas eleitorais da chapa e sua eventual implementação dependerá do resultado das eleições e dos procedimentos legais, administrativos e orçamentários necessários.


A candidata ao Governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, e o candidato a vice-governador Edegar Pretto lançaram, na quarta-feira (2), em Porto Alegre, o programa RS Contra o Crime Organizado. A proposta apresentada pela chapa reuniu medidas de segurança pública voltadas ao enfrentamento das facções criminosas no Estado.
Conforme a campanha, o programa foi elaborado a partir da avaliação de que as organizações criminosas ampliaram sua atuação para além do tráfico de drogas, passando a exercer influência sobre comunidades, praticar extorsões e recrutar jovens.
Durante a apresentação, a candidatura citou dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública segundo os quais o Rio Grande do Sul ocupa a terceira posição entre os estados em apreensões de fuzis e possui ao menos 15 facções locais em atividade.
ESTRATÉGIA PREVÊ QUATRO FRENTES DE ATUAÇÃO
Entre as propostas apresentadas esteve a criação da Estratégia Estadual de Enfrentamento às Facções, com a intenção de integrar instituições das áreas de segurança e Justiça dos âmbitos estadual e federal.
O planejamento foi estruturado em quatro pilares: combate às estruturas financeiras das organizações criminosas; ações no sistema prisional; proteção dos territórios e comunidades mais vulneráveis; e combate ao fluxo de armas de maior poder ofensivo.
Na área financeira, a proposta incluiu rastreamento de criptoativos, combate à lavagem de dinheiro e confisco de bens relacionados às atividades criminosas.
Para o sistema prisional, a candidatura defendeu medidas destinadas a dificultar a atuação das organizações criminosas a partir das unidades penitenciárias, além de ações voltadas à reintegração de egressos.
CENTRO INTEGRADO DE INTELIGÊNCIA
O programa também previu a criação do Centro Integrado de Inteligência de Combate ao Crime Organizado, com participação de órgãos como Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Receita Estadual, além da busca por cooperação com forças de países vizinhos.
Outra proposta apresentada foi a chamada Muralha Digital dos Presídios, que contemplaria bloqueio de sinais de celular e mecanismos de proteção contra drones em unidades consideradas estratégicas.
A candidatura anunciou ainda a proposta de criação de um Banco Estadual de Organizações Criminosas e o rastreamento das armas apreendidas no Rio Grande do Sul, acompanhado da divulgação de relatório anual sobre a origem do armamento.
PLANO FOI COORDENADO POR ALBERTO KOPITTKE
A elaboração das propostas para o enfrentamento ao crime organizado foi coordenada por Alberto Kopittke, diretor executivo do Instituto Cidade Segura.
Durante a apresentação, a campanha citou a experiência de Kopittke na construção de estratégias de segurança implementadas em Niterói, no Rio de Janeiro, desde 2018, utilizando o município como referência para a defesa de políticas orientadas por dados, integração das forças de segurança e prevenção social.
“Defendemos uma política baseada em evidências, que seja capaz de apresentar resultados concretos. Vamos enfrentar a violência com inteligência, integração e avaliação permanente, protegendo quem mais precisa”, afirmou Juliana Brizola.
RS MULHER SEGURA
O programa RS Contra o Crime Organizado foi apresentado como complemento a outra proposta da candidatura para a área de segurança, denominada RS Mulher Segura.
Segundo a campanha, a iniciativa foi estruturada para ampliar a prevenção e o enfrentamento à violência contra as mulheres, com integração das áreas de Segurança Pública, Saúde e Assistência Social.
As medidas anunciadas integram o conjunto de propostas eleitorais da chapa e sua eventual implementação dependerá do resultado das eleições e dos procedimentos legais, administrativos e orçamentários necessários.
