Às vésperas do 7 de Setembro, autoridades colocam em debate o significado de independência


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Marcos Roberto Nepomuceno 06/09/2026 Hora Cívica realizada neste domingo, 6 de setembro, em Lagoa Vermelha foi marcada menos pelo protocolo e mais por reflexões sobre liberdade, responsabilidade, valores e o futuro das próximas gerações

Às vésperas do Dia da Independência, a penúltima atividade da Semana da Pátria 2026 em Lagoa Vermelha ganhou um conteúdo diferente das solenidades realizadas nos dias anteriores. Neste domingo, 6 de setembro, junto à Prefeitura Municipal, o centro das manifestações deixou de ser apenas a homenagem aos segmentos da comunidade e passou a ser uma pergunta mais ampla: afinal, o que significa ser independente nos dias atuais?

A questão apareceu sob diferentes perspectivas nos pronunciamentos do prefeito Eloir Morona, do vice-prefeito Alessandro Muliterno, do vereador Cleon Piva (PL) e da delegada Alexandra Taube Nunes Ferreira.

Liberdade, segurança, educação, valores familiares, responsabilidade individual e participação comunitária atravessaram as manifestações e transformaram a Hora Cívica em uma espécie de preparação reflexiva para o 7 de Setembro.

MORONA QUESTIONA: O BRASIL É REALMENTE INDEPENDENTE?

O prefeito Eloir Morona levou a discussão diretamente aos adultos presentes.

Em vez de concentrar sua manifestação apenas na trajetória histórica da Independência, lançou questionamentos sobre o significado atual do conceito e sobre o comportamento da própria sociedade.

Morona argumentou que independência não pode ser entendida somente como a inexistência de outro país exercendo domínio sobre o Brasil. Na sua avaliação, também envolve preservar cultura, princípios e referências éticas, morais, familiares e cívicas.

O prefeito lembrou experiências de gerações que tiveram contato, nas escolas, com conteúdos voltados à Educação Moral e Cívica, ao aprendizado dos hinos e ao respeito aos símbolos nacionais.

A partir dessa lembrança, sugeriu uma reflexão sobre a necessidade de recuperar parte desses ensinamentos na formação das novas gerações.

Outro ponto de sua manifestação foi a responsabilidade dos adultos. Para Morona, a discussão sobre o futuro das crianças passa inevitavelmente pelo exemplo oferecido no presente.

Ao relacionar passado, presente e futuro, o prefeito defendeu que as escolhas feitas hoje determinarão a sociedade que será entregue às próximas gerações.

UMA PERGUNTA DA FILHA MUDA O ENFOQUE DE MULITERNO

O vice-prefeito Alessandro Muliterno partiu de uma situação doméstica para construir sua reflexão.

Ele relatou que sua filha, Maria Alice, havia perguntado por que, durante tantos dias, a família estava envolvida em solenidades, hinos e atividades da Semana da Pátria.

A pergunta fez Muliterno buscar uma maneira simples de explicar a uma criança o significado de civismo.

A palavra escolhida como ponto de partida foi “liberdade”.

A partir dela, o vice-prefeito estabeleceu uma ligação entre os três temas trabalhados na programação deste ano: as Missões Jesuíticas, os 185 anos da Polícia Civil e a força da economia de Lagoa Vermelha.

Muliterno relacionou liberdade à segurança, à capacidade de produzir e trabalhar e também às atitudes pessoais necessárias para viver em sociedade.

Acrescentou à reflexão valores como igualdade, humildade e fraternidade.

Para o vice-prefeito, civismo não deve existir apenas durante solenidades oficiais. Ele se manifesta também na forma como cada pessoa trata a família, respeita o próximo, convive com diferenças e contribui para melhorar a própria comunidade.

CLEON PIVA: “A PÁTRIA SOMOS TODOS NÓS”

Representando a Câmara Municipal, o vereador Cleon Piva (PL) também ampliou o conceito de patriotismo.

Em sua manifestação, afirmou que Pátria não se resume a um território ou a uma bandeira. Para ele, ela também é formada pela história, cultura, famílias, trabalho e valores transmitidos de uma geração para outra.

Cleon relacionou patriotismo ao exercício cotidiano da cidadania: cuidar da cidade, respeitar as pessoas, cumprir deveres e trabalhar pelo bem comum.

O vereador direcionou parte de sua mensagem às crianças e aos jovens presentes.

Defendeu que educação, honestidade, trabalho e união são instrumentos capazes de transformar tanto a comunidade local quanto o País.

Na avaliação de Cleon Piva, o sentimento patriótico perde sentido se ficar restrito ao calendário de setembro. Precisa aparecer nas atitudes realizadas durante todo o ano.

POLÍCIA CIVIL EXPLICA O QUE SIGNIFICA ESTAR PRESENTE 24 HORAS

A delegada Alexandra Taube Nunes Ferreira, titular da DPPA de Lagoa Vermelha, trouxe ao encontro uma abordagem mais objetiva sobre o papel da segurança pública.

A Polícia Civil é a instituição homenageada em nível estadual na Semana da Pátria 2026 pela passagem dos seus 185 anos.

Alexandra agradeceu o reconhecimento e explicou parte das atribuições desenvolvidas pela instituição, como investigação de delitos, apuração de autoria e materialidade, prisões e recuperação de bens.

A delegada observou que parte desse trabalho nem sempre é plenamente compreendida pela população.

Também chamou atenção para o símbolo da Polícia Civil. A estrela formada por 24 pontas representa, segundo explicou, a presença e disponibilidade da instituição durante as 24 horas do dia.

O pronunciamento estabeleceu outra conexão com o debate central da manhã: a liberdade defendida nas manifestações também depende da existência de instituições responsáveis por preservar a segurança da sociedade.

HOMENAGENS DÃO LUGAR A UM BALANÇO DA SEMANA

A solenidade deste domingo teve ainda chegada da Centelha da Pátria, conduzida pelo escoteiro Henrique, acompanhado pelo Grupo Escoteiro Lagoa Vermelha, e apresentação musical de Luíza Matos.

Mas, diferentemente dos dias anteriores, quando a programação se concentrou diretamente em determinados segmentos, a atividade funcionou como síntese da semana.

Desde 1º de setembro, receberam destaque a Polícia Civil, instituições bancárias e cooperativas de crédito, comércio, indústria, agronegócio e indústrias alimentícias.

O tema municipal, “Das Raízes ao Futuro: A Força da Economia Lagoense”, permitiu relacionar a programação cívica à realidade econômica e social do município.

Neste domingo, porém, o foco se deslocou do reconhecimento institucional para a responsabilidade das pessoas.

DO PROTOCOLO PARA A REFLEXÃO

A última Hora Cívica antes do 7 de Setembro terminou deixando mais perguntas do que respostas prontas.

Qual a independência que se pretende construir? Que valores serão transmitidos às crianças? De que maneira liberdade, segurança, educação, economia e cidadania se conectam no cotidiano?

Foram questões presentes, direta ou indiretamente, nas manifestações realizadas junto à Prefeitura.

A programação da Semana da Pátria será encerrada nesta segunda-feira, 7 de setembro, com o Desfile Cívico.

Depois de uma semana de homenagens, o encontro deste domingo deixou uma mensagem diferente: celebrar a Independência também significa avaliar a responsabilidade de cada cidadão sobre o presente e sobre o País que será entregue às próximas gerações.

Reportagem | Foto: Marcos Roberto Nepomuceno

 
 
 
 

Às vésperas do Dia da Independência, a penúltima atividade da Semana da Pátria 2026 em Lagoa Vermelha ganhou um conteúdo diferente das solenidades realizadas nos dias anteriores. Neste domingo, 6 de setembro, junto à Prefeitura Municipal, o centro das manifestações deixou de ser apenas a homenagem aos segmentos da comunidade e passou a ser uma pergunta mais ampla: afinal, o que significa ser independente nos dias atuais?

A questão apareceu sob diferentes perspectivas nos pronunciamentos do prefeito Eloir Morona, do vice-prefeito Alessandro Muliterno, do vereador Cleon Piva (PL) e da delegada Alexandra Taube Nunes Ferreira.

Liberdade, segurança, educação, valores familiares, responsabilidade individual e participação comunitária atravessaram as manifestações e transformaram a Hora Cívica em uma espécie de preparação reflexiva para o 7 de Setembro.

MORONA QUESTIONA: O BRASIL É REALMENTE INDEPENDENTE?

O prefeito Eloir Morona levou a discussão diretamente aos adultos presentes.

Em vez de concentrar sua manifestação apenas na trajetória histórica da Independência, lançou questionamentos sobre o significado atual do conceito e sobre o comportamento da própria sociedade.

Morona argumentou que independência não pode ser entendida somente como a inexistência de outro país exercendo domínio sobre o Brasil. Na sua avaliação, também envolve preservar cultura, princípios e referências éticas, morais, familiares e cívicas.

O prefeito lembrou experiências de gerações que tiveram contato, nas escolas, com conteúdos voltados à Educação Moral e Cívica, ao aprendizado dos hinos e ao respeito aos símbolos nacionais.

A partir dessa lembrança, sugeriu uma reflexão sobre a necessidade de recuperar parte desses ensinamentos na formação das novas gerações.

Outro ponto de sua manifestação foi a responsabilidade dos adultos. Para Morona, a discussão sobre o futuro das crianças passa inevitavelmente pelo exemplo oferecido no presente.

Ao relacionar passado, presente e futuro, o prefeito defendeu que as escolhas feitas hoje determinarão a sociedade que será entregue às próximas gerações.

UMA PERGUNTA DA FILHA MUDA O ENFOQUE DE MULITERNO

O vice-prefeito Alessandro Muliterno partiu de uma situação doméstica para construir sua reflexão.

Ele relatou que sua filha, Maria Alice, havia perguntado por que, durante tantos dias, a família estava envolvida em solenidades, hinos e atividades da Semana da Pátria.

A pergunta fez Muliterno buscar uma maneira simples de explicar a uma criança o significado de civismo.

A palavra escolhida como ponto de partida foi “liberdade”.

A partir dela, o vice-prefeito estabeleceu uma ligação entre os três temas trabalhados na programação deste ano: as Missões Jesuíticas, os 185 anos da Polícia Civil e a força da economia de Lagoa Vermelha.

Muliterno relacionou liberdade à segurança, à capacidade de produzir e trabalhar e também às atitudes pessoais necessárias para viver em sociedade.

Acrescentou à reflexão valores como igualdade, humildade e fraternidade.

Para o vice-prefeito, civismo não deve existir apenas durante solenidades oficiais. Ele se manifesta também na forma como cada pessoa trata a família, respeita o próximo, convive com diferenças e contribui para melhorar a própria comunidade.

CLEON PIVA: “A PÁTRIA SOMOS TODOS NÓS”

Representando a Câmara Municipal, o vereador Cleon Piva (PL) também ampliou o conceito de patriotismo.

Em sua manifestação, afirmou que Pátria não se resume a um território ou a uma bandeira. Para ele, ela também é formada pela história, cultura, famílias, trabalho e valores transmitidos de uma geração para outra.

Cleon relacionou patriotismo ao exercício cotidiano da cidadania: cuidar da cidade, respeitar as pessoas, cumprir deveres e trabalhar pelo bem comum.

O vereador direcionou parte de sua mensagem às crianças e aos jovens presentes.

Defendeu que educação, honestidade, trabalho e união são instrumentos capazes de transformar tanto a comunidade local quanto o País.

Na avaliação de Cleon Piva, o sentimento patriótico perde sentido se ficar restrito ao calendário de setembro. Precisa aparecer nas atitudes realizadas durante todo o ano.

POLÍCIA CIVIL EXPLICA O QUE SIGNIFICA ESTAR PRESENTE 24 HORAS

A delegada Alexandra Taube Nunes Ferreira, titular da DPPA de Lagoa Vermelha, trouxe ao encontro uma abordagem mais objetiva sobre o papel da segurança pública.

A Polícia Civil é a instituição homenageada em nível estadual na Semana da Pátria 2026 pela passagem dos seus 185 anos.

Alexandra agradeceu o reconhecimento e explicou parte das atribuições desenvolvidas pela instituição, como investigação de delitos, apuração de autoria e materialidade, prisões e recuperação de bens.

A delegada observou que parte desse trabalho nem sempre é plenamente compreendida pela população.

Também chamou atenção para o símbolo da Polícia Civil. A estrela formada por 24 pontas representa, segundo explicou, a presença e disponibilidade da instituição durante as 24 horas do dia.

O pronunciamento estabeleceu outra conexão com o debate central da manhã: a liberdade defendida nas manifestações também depende da existência de instituições responsáveis por preservar a segurança da sociedade.

HOMENAGENS DÃO LUGAR A UM BALANÇO DA SEMANA

A solenidade deste domingo teve ainda chegada da Centelha da Pátria, conduzida pelo escoteiro Henrique, acompanhado pelo Grupo Escoteiro Lagoa Vermelha, e apresentação musical de Luíza Matos.

Mas, diferentemente dos dias anteriores, quando a programação se concentrou diretamente em determinados segmentos, a atividade funcionou como síntese da semana.

Desde 1º de setembro, receberam destaque a Polícia Civil, instituições bancárias e cooperativas de crédito, comércio, indústria, agronegócio e indústrias alimentícias.

O tema municipal, “Das Raízes ao Futuro: A Força da Economia Lagoense”, permitiu relacionar a programação cívica à realidade econômica e social do município.

Neste domingo, porém, o foco se deslocou do reconhecimento institucional para a responsabilidade das pessoas.

DO PROTOCOLO PARA A REFLEXÃO

A última Hora Cívica antes do 7 de Setembro terminou deixando mais perguntas do que respostas prontas.

Qual a independência que se pretende construir? Que valores serão transmitidos às crianças? De que maneira liberdade, segurança, educação, economia e cidadania se conectam no cotidiano?

Foram questões presentes, direta ou indiretamente, nas manifestações realizadas junto à Prefeitura.

A programação da Semana da Pátria será encerrada nesta segunda-feira, 7 de setembro, com o Desfile Cívico.

Depois de uma semana de homenagens, o encontro deste domingo deixou uma mensagem diferente: celebrar a Independência também significa avaliar a responsabilidade de cada cidadão sobre o presente e sobre o País que será entregue às próximas gerações.

Reportagem | Foto: Marcos Roberto Nepomuceno

 
 
 
 

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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