Denúncias sobre Hospital São Paulo repercutem na Câmara e Prefeitura determina sindicância


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Foto: Divulgação 14/07/2026 Ariovaldo Carlos da Silva apresenta documento sobre suposto contrato de R$ 15 mil mensais; prefeitura revoga cedência de servidor e abre apuração

Um pronunciamento do vereador Ariovaldo Carlos da Silva (PT) provocou forte repercussão política em Lagoa Vermelha após a sessão da Câmara Municipal realizada na noite de segunda-feira, 13 de julho. Da tribuna, o parlamentar apresentou uma série de questionamentos envolvendo o Hospital São Paulo, a Fundação Araucária e a atuação de um servidor municipal cedido à instituição.

O principal ponto da manifestação foi a apresentação de um documento que, segundo Ariovaldo, seria um contrato prevendo o pagamento de R$ 15 mil mensais ao servidor pela prestação de assessoria à Fundação Araucária.

Nesta terça-feira, 14 de julho, após tomar conhecimento das informações e documentos apresentados na Câmara, a Prefeitura de Lagoa Vermelha divulgou nota oficial informando a revogação imediata da portaria de cedência do servidor e a abertura de sindicância para apurar os fatos.

 

VEREADOR RELATA DIFICULDADES NO HOSPITAL

Ariovaldo iniciou seu pronunciamento classificando a manifestação como uma das mais importantes e graves de sua atuação parlamentar.

“Essa é uma das minhas falas aqui mais importantes, mais nervosas e mais graves. Muito grave”, declarou.

O vereador relatou que esteve no Hospital São Paulo por volta das 23h, após ser procurado por moradores que necessitavam de auxílio. Na ocasião, destacou o trabalho realizado pelos funcionários e médicos, mas afirmou ter constatado dificuldades estruturais.

“Faltam insumos, faltam até medicamentos, falta pessoal e os direitos, como o FGTS dos funcionários, não estão sendo recolhidos”, afirmou.

O parlamentar também mencionou dificuldades relacionadas ao pagamento integral dos honorários médicos e fez questão de reconhecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais da instituição.

“Todo o meu respeito a vocês, funcionários do Hospital São Paulo e médicos. E é por isso que nós estamos fazendo isso, buscando a verdade, somente isso, sem juízo de valor, mas buscando a verdade plena”, ressaltou.

 

DOCUMENTO SOBRE SUPOSTO CONTRATO DE R$ 15 MIL É APRESENTADO

O momento de maior repercussão ocorreu quando Ariovaldo apresentou, durante a sessão, um documento que, conforme afirmou, seria um contrato envolvendo um servidor municipal cedido à Fundação Araucária.

“Chegou até nós um contrato assinado pelo então servidor, onde o mesmo receberia desta fundação um valor de R$ 15 mil mensais para prestar um tipo de assessoria”, declarou.

O vereador questionou a eventual regularidade da situação diante do fato de o servidor estar cedido pelo Município e receber sua remuneração do Poder Público.

“Como, se ele é cedido pela Prefeitura, ganha o seu salário da Prefeitura, ganha mais R$ 15 mil desta Fundação?”, questionou.

Ariovaldo ressaltou diversas vezes que não estava antecipando qualquer condenação e que as informações apresentadas precisam ser investigadas.

“Tudo que eu vou falar hoje cabe investigação, mas eu não estou sentenciando. Não estou dizendo que o que eu vou apresentar é correto ou não. São apenas evidências”, destacou.

O parlamentar também questionou a autenticidade do documento apresentado.

“Esse contrato é verdadeiro ou não? Vamos elucidar isso aqui, porque, se for, isso aqui é gravíssimo”, declarou.

Segundo Ariovaldo, o suposto contrato conteria ainda assinaturas de três testemunhas, acompanhadas de nomes e números de CPF.

As informações e o documento apresentados pelo vereador dependem de apuração pelos órgãos competentes. A autenticidade do contrato, sua eventual execução, a existência de pagamentos e a regularidade jurídica dos atos ainda deverão ser verificadas.

 

OUTRAS SITUAÇÕES TAMBÉM FORAM QUESTIONADAS

Durante a manifestação, Ariovaldo apresentou ainda questionamentos sobre uma possível atividade comercial relacionada a uma loja de óculos utilizando espaço nas dependências do Hospital São Paulo.

O parlamentar também fez indagações sobre a atuação e a permanência do servidor cedido à Fundação Araucária.

As situações relatadas pelo vereador igualmente dependem de investigação e comprovação.

 

NOVO PEDIDO DE CPI

Ariovaldo informou que um novo requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi apresentado aos vereadores.

Segundo o parlamentar, o documento levado à tribuna representaria agora um fato determinado para fundamentar a investigação.

“Agora nós temos o contrato para investigar, se é real ou não. Agora nós temos o fato determinado”, afirmou.

O vereador disse que, juntamente com Ranyeri Bozza e Paula Castilhos, vinha buscando informações relacionadas ao Hospital São Paulo e à Fundação Araucária.

“Assinem o requerimento da CPI. Faz-se necessário. A nossa comunidade quer isso”, declarou Ariovaldo aos demais parlamentares.

 

PREFEITURA REVOGA CEDÊNCIA E ABRE SINDICÂNCIA

A Prefeitura de Lagoa Vermelha divulgou nota oficial nesta terça-feira, 14 de julho, após as informações apresentadas na Câmara de Vereadores.

O Executivo informou que tomou conhecimento das informações e documentos envolvendo um servidor municipal cedido ao Hospital São Paulo e, “diante da relevância dos fatos”, determinou a revogação imediata da portaria de cedência e a abertura de sindicância.

“A medida tem caráter administrativo e visa garantir a necessária isenção na apuração dos fatos, preservando o interesse público e a credibilidade das instituições, sem representar qualquer prejulgamento quanto à responsabilidade do servidor envolvido”, informou a Prefeitura.

A Administração Municipal afirmou ainda que colocará à disposição dos órgãos competentes toda a documentação necessária para o esclarecimento dos fatos e que colaborará integralmente com as investigações que venham a ser conduzidas pelos órgãos de controle e fiscalização.

“A Prefeitura de Lagoa Vermelha reafirma seu respeito ao trabalho da Câmara de Vereadores, do Ministério Público e das demais instituições responsáveis pela apuração, confiando que todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas dentro do devido processo legal”, conclui a nota.

 

CASO DEVERÁ TER NOVOS DESDOBRAMENTOS

O pronunciamento de Ariovaldo Carlos da Silva, a apresentação do suposto contrato de R$ 15 mil mensais e a decisão da Prefeitura de revogar a cedência e instaurar sindicância colocam o caso no centro do debate político e da saúde pública em Lagoa Vermelha.

A autenticidade do documento, a eventual existência de pagamentos, os serviços que teriam sido contratados e a regularidade dos atos deverão ser esclarecidos durante as investigações.

No Legislativo, o novo pedido de CPI volta a colocar a possibilidade de uma investigação parlamentar sobre o Hospital São Paulo e a Fundação Araucária no centro das discussões.

A Folha do Nordeste seguirá acompanhando os desdobramentos do caso e manterá espaço aberto às manifestações das pessoas e instituições citadas, assegurando o contraditório e a apuração responsável dos fatos.

Um pronunciamento do vereador Ariovaldo Carlos da Silva (PT) provocou forte repercussão política em Lagoa Vermelha após a sessão da Câmara Municipal realizada na noite de segunda-feira, 13 de julho. Da tribuna, o parlamentar apresentou uma série de questionamentos envolvendo o Hospital São Paulo, a Fundação Araucária e a atuação de um servidor municipal cedido à instituição.

O principal ponto da manifestação foi a apresentação de um documento que, segundo Ariovaldo, seria um contrato prevendo o pagamento de R$ 15 mil mensais ao servidor pela prestação de assessoria à Fundação Araucária.

Nesta terça-feira, 14 de julho, após tomar conhecimento das informações e documentos apresentados na Câmara, a Prefeitura de Lagoa Vermelha divulgou nota oficial informando a revogação imediata da portaria de cedência do servidor e a abertura de sindicância para apurar os fatos.

 

VEREADOR RELATA DIFICULDADES NO HOSPITAL

Ariovaldo iniciou seu pronunciamento classificando a manifestação como uma das mais importantes e graves de sua atuação parlamentar.

“Essa é uma das minhas falas aqui mais importantes, mais nervosas e mais graves. Muito grave”, declarou.

O vereador relatou que esteve no Hospital São Paulo por volta das 23h, após ser procurado por moradores que necessitavam de auxílio. Na ocasião, destacou o trabalho realizado pelos funcionários e médicos, mas afirmou ter constatado dificuldades estruturais.

“Faltam insumos, faltam até medicamentos, falta pessoal e os direitos, como o FGTS dos funcionários, não estão sendo recolhidos”, afirmou.

O parlamentar também mencionou dificuldades relacionadas ao pagamento integral dos honorários médicos e fez questão de reconhecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais da instituição.

“Todo o meu respeito a vocês, funcionários do Hospital São Paulo e médicos. E é por isso que nós estamos fazendo isso, buscando a verdade, somente isso, sem juízo de valor, mas buscando a verdade plena”, ressaltou.

 

DOCUMENTO SOBRE SUPOSTO CONTRATO DE R$ 15 MIL É APRESENTADO

O momento de maior repercussão ocorreu quando Ariovaldo apresentou, durante a sessão, um documento que, conforme afirmou, seria um contrato envolvendo um servidor municipal cedido à Fundação Araucária.

“Chegou até nós um contrato assinado pelo então servidor, onde o mesmo receberia desta fundação um valor de R$ 15 mil mensais para prestar um tipo de assessoria”, declarou.

O vereador questionou a eventual regularidade da situação diante do fato de o servidor estar cedido pelo Município e receber sua remuneração do Poder Público.

“Como, se ele é cedido pela Prefeitura, ganha o seu salário da Prefeitura, ganha mais R$ 15 mil desta Fundação?”, questionou.

Ariovaldo ressaltou diversas vezes que não estava antecipando qualquer condenação e que as informações apresentadas precisam ser investigadas.

“Tudo que eu vou falar hoje cabe investigação, mas eu não estou sentenciando. Não estou dizendo que o que eu vou apresentar é correto ou não. São apenas evidências”, destacou.

O parlamentar também questionou a autenticidade do documento apresentado.

“Esse contrato é verdadeiro ou não? Vamos elucidar isso aqui, porque, se for, isso aqui é gravíssimo”, declarou.

Segundo Ariovaldo, o suposto contrato conteria ainda assinaturas de três testemunhas, acompanhadas de nomes e números de CPF.

As informações e o documento apresentados pelo vereador dependem de apuração pelos órgãos competentes. A autenticidade do contrato, sua eventual execução, a existência de pagamentos e a regularidade jurídica dos atos ainda deverão ser verificadas.

 

OUTRAS SITUAÇÕES TAMBÉM FORAM QUESTIONADAS

Durante a manifestação, Ariovaldo apresentou ainda questionamentos sobre uma possível atividade comercial relacionada a uma loja de óculos utilizando espaço nas dependências do Hospital São Paulo.

O parlamentar também fez indagações sobre a atuação e a permanência do servidor cedido à Fundação Araucária.

As situações relatadas pelo vereador igualmente dependem de investigação e comprovação.

 

NOVO PEDIDO DE CPI

Ariovaldo informou que um novo requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi apresentado aos vereadores.

Segundo o parlamentar, o documento levado à tribuna representaria agora um fato determinado para fundamentar a investigação.

“Agora nós temos o contrato para investigar, se é real ou não. Agora nós temos o fato determinado”, afirmou.

O vereador disse que, juntamente com Ranyeri Bozza e Paula Castilhos, vinha buscando informações relacionadas ao Hospital São Paulo e à Fundação Araucária.

“Assinem o requerimento da CPI. Faz-se necessário. A nossa comunidade quer isso”, declarou Ariovaldo aos demais parlamentares.

 

PREFEITURA REVOGA CEDÊNCIA E ABRE SINDICÂNCIA

A Prefeitura de Lagoa Vermelha divulgou nota oficial nesta terça-feira, 14 de julho, após as informações apresentadas na Câmara de Vereadores.

O Executivo informou que tomou conhecimento das informações e documentos envolvendo um servidor municipal cedido ao Hospital São Paulo e, “diante da relevância dos fatos”, determinou a revogação imediata da portaria de cedência e a abertura de sindicância.

“A medida tem caráter administrativo e visa garantir a necessária isenção na apuração dos fatos, preservando o interesse público e a credibilidade das instituições, sem representar qualquer prejulgamento quanto à responsabilidade do servidor envolvido”, informou a Prefeitura.

A Administração Municipal afirmou ainda que colocará à disposição dos órgãos competentes toda a documentação necessária para o esclarecimento dos fatos e que colaborará integralmente com as investigações que venham a ser conduzidas pelos órgãos de controle e fiscalização.

“A Prefeitura de Lagoa Vermelha reafirma seu respeito ao trabalho da Câmara de Vereadores, do Ministério Público e das demais instituições responsáveis pela apuração, confiando que todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas dentro do devido processo legal”, conclui a nota.

 

CASO DEVERÁ TER NOVOS DESDOBRAMENTOS

O pronunciamento de Ariovaldo Carlos da Silva, a apresentação do suposto contrato de R$ 15 mil mensais e a decisão da Prefeitura de revogar a cedência e instaurar sindicância colocam o caso no centro do debate político e da saúde pública em Lagoa Vermelha.

A autenticidade do documento, a eventual existência de pagamentos, os serviços que teriam sido contratados e a regularidade dos atos deverão ser esclarecidos durante as investigações.

No Legislativo, o novo pedido de CPI volta a colocar a possibilidade de uma investigação parlamentar sobre o Hospital São Paulo e a Fundação Araucária no centro das discussões.

A Folha do Nordeste seguirá acompanhando os desdobramentos do caso e manterá espaço aberto às manifestações das pessoas e instituições citadas, assegurando o contraditório e a apuração responsável dos fatos.

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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