Programa SUS Gaúcho reduz filas por consultas especializadas no Rio Grande do Sul


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Foto: Divulgação 13/03/2026

Com recursos destinados pelo SUS Gaúcho, a fila de pacientes no Estado à espera de uma primeira consulta em oftalmologia geral adulto foi reduzida em 61% nos últimos seis meses. Em setembro, mês de lançamento do programa, havia 112.472 pacientes na fila da especialidade no Rio Grande do Sul. Em março de 2026, o número é de 43.854.

A redução é ainda maior em relação a abril de 2025, quando 133.886 pacientes aguardavam a primeira consulta, atingindo 67%. Já em ortopedia de joelho, a segunda maior fila no Estado, houve um recuo de 54% em relação a setembro (de 19.788 para 8.942) e de 57% desde abril do ano passado, quando eram 20.818.

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Como o Programa SUS Gaúcho beneficia a população?
O objetivo do SUS Gaúcho é a redução em até 70% das maiores filas por consultas especializadas eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS). O programa priorizou o aumento da capacidade de atendimento, com a ampliação de ambulatórios, a otimização da regulação das consultas especializadas e o monitoramento contínuo das listas de espera.

A foto mostra uma sala cirúrgica com equipe médica trajando roupas estéreis e aventais azuis ao redor de uma mesa de operação. A pessoa em procedimento está deitada, coberta por campos verdes, com monitorização e equipamentos ao redor. 
Com o SUS Gaúcho, hospital de Guaíba ampliou a realização de cirurgias de joelho - Foto: Luís André/Secom
Os números ressaltam que as metas estão próximas de ser atingidas, com resultados expressivos também em outras especialidades. No caso de otorrinolaringologia adulto e suas subespecialidades, por exemplo, o número de pessoas aguardando consulta caiu de 22.916 para 18.214, com uma redução de cerca de 20% na fila de pacientes.

SUS Gaúcho amplia acesso aos serviços de saúde

“A redução das filas para consultas especializadas no Rio Grande do Sul é resultado direto das ações implementadas pelo SUS Gaúcho, voltado à ampliação do acesso da população aos serviços de saúde e à qualificação da gestão da assistência especializada”, explicou a diretora do Departamento de Regulação Estadual, Suelen Arduin.

Governo Leite já investiu R$ 401 milhões em equipamentos para hospitais do SUS por meio do Avançar Mais na Saúde
“Com o aumento da oferta de consultas, a realização de mutirões assistenciais, monitoramento contínuo das listas de espera e fortalecimento dos processos de regulação por meio do sistema Gercon, foi possível promover avanços importantes na diminuição do tempo de espera para atendimento em diversas especialidades”, complementou Suelen.

Resultados em Parobé

O resultado fica evidente no aumento de serviços nos hospitais. Em Parobé, o Hospital São Francisco de Assis realizou 4.339 novas consultas e 1.351 cirurgias de joelho desde o início do SUS Gaúcho. No total, serão 6.195 novas consultas à população disponibilizadas pelo SUS.

A foto mostra um quarto hospitalar com cama ao fundo, cortinas brancas e parede clara. Uma pessoa sentada ao lado da cama estende a mão para cumprimentar outra pessoa em pé, que veste blazer verde-claro e crachá. Outras duas pessoas estão próximas, em pé, acompanhando a interação.
No mutirão em Parobé, o operador de máquinas Anaurelino Carrício fez a cirurgia de joelho que esperava há cinco anos - Foto: Arthur Vargas/Ascom SES
“Fazer esse volume de atendimentos em pouco tempo foi um grande desafio. Só foi possível porque temos uma equipe trabalhando em total sintonia, profundamente comprometida em garantir que os pacientes regulados pelo SUS Gaúcho recebam o atendimento que precisam”, destacou o diretor do hospital de Parobé, João Schmidt.

Com SUS Gaúcho, Hospital de Parobé realiza 2 mil consultas e 423 cirurgias de joelho em menos de três meses
Também no Hospital Cristo Redentor (HCR), em Marau, houve um salto no número de procedimentos, ampliando de forma significativa o acesso da população à saúde especializada em ortopedia. Com o mutirão de atendimentos, o Grupo do Joelho da instituição já realizou 300 cirurgias e mais de mil consultas. Com isso, pacientes que, em muitos casos, já não conseguiam caminhar devido à dor e à limitação funcional recuperaram autonomia e a mobilidade.

Equipe de hospital em Marau tem realizado mutirões para diminuir a fila das cirurgias de joelho Hospital Cristo redentor
Equipe do hospital em Marau tem realizado mutirões para diminuir a fila das cirurgias de joelho - Foto: Divulgação Hospital Cristo Redentor
“Mais do que resolver um problema de saúde, essas cirurgias representam a devolução da qualidade de vida a pacientes que muitas vezes já tinham perdido a esperança. Ver essas pessoas voltando a caminhar, trabalhar e retomar sua rotina é algo que nos enche de orgulho e dá ainda mais sentido ao nosso trabalho”, acrescentou Schmidt.

Mais pacientes nas consultas

Outro dado que chama atenção é a redução das ausências de pacientes. Em outubro de 2025, o chamado absenteísmo ocorria em 40% das consultas e exames marcados por meio do Gercon, o sistema de gerenciamento de consultas do governo estadual. Ou seja, o paciente tinha a consulta ou exame disponível, mas não comparecia, muitas vezes pela dificuldade de se deslocar para outro município para ser atendido.

A imagem apresenta um consultório oftalmológico moderno, com cadeira de exame acolchoada, lâmpada de fenda, refrator e equipamentos adicionais para avaliação ocular.
Em novembro de 2025, foi inaugurado um novo ambulatório de oftalmologia no Hospital Beneficente São Carlos, em Farroupilha - Foto: Arthur Vargas/Ascom SES
A diminuição das ausências de pacientes às consultas é outro resultado positivo trazido pelo SUS Gaúcho, que destinou R$ 63 milhões até o final de 2026 para o transporte sanitário intermunicipal de pacientes, repassando recursos a 488 municípios. Com isso, as ausências, que chegavam a 100%, estão em patamares bem menores ou foram reduzidas a zero.

Em Campo Bom, por exemplo, em todas as 29 consultas marcadas em outubro de 2025 não houve comparecimento. Em fevereiro, o percentual foi de 56%. Em Estância Velha, o recuo foi de 96% do total naquele mês (26 pacientes) para 28% (13 pacientes) em fevereiro.

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Em Caiçara, nenhum dos seis pacientes com algum procedimento marcado em outubro compareceu. No mês passado e nos meses anteriores, desde o início do programa, todos receberam atendimento. O mesmo resultado ocorreu em Cerro Largo, com 13 pacientes ausentes em outubro e nenhum em fevereiro. Essa redução das ausências às consultas tem se mostrado especialmente em municípios menores.

 

 

Com recursos destinados pelo SUS Gaúcho, a fila de pacientes no Estado à espera de uma primeira consulta em oftalmologia geral adulto foi reduzida em 61% nos últimos seis meses. Em setembro, mês de lançamento do programa, havia 112.472 pacientes na fila da especialidade no Rio Grande do Sul. Em março de 2026, o número é de 43.854.

A redução é ainda maior em relação a abril de 2025, quando 133.886 pacientes aguardavam a primeira consulta, atingindo 67%. Já em ortopedia de joelho, a segunda maior fila no Estado, houve um recuo de 54% em relação a setembro (de 19.788 para 8.942) e de 57% desde abril do ano passado, quando eram 20.818.

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O objetivo do SUS Gaúcho é a redução em até 70% das maiores filas por consultas especializadas eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS). O programa priorizou o aumento da capacidade de atendimento, com a ampliação de ambulatórios, a otimização da regulação das consultas especializadas e o monitoramento contínuo das listas de espera.

A foto mostra uma sala cirúrgica com equipe médica trajando roupas estéreis e aventais azuis ao redor de uma mesa de operação. A pessoa em procedimento está deitada, coberta por campos verdes, com monitorização e equipamentos ao redor. 
Com o SUS Gaúcho, hospital de Guaíba ampliou a realização de cirurgias de joelho - Foto: Luís André/Secom
Os números ressaltam que as metas estão próximas de ser atingidas, com resultados expressivos também em outras especialidades. No caso de otorrinolaringologia adulto e suas subespecialidades, por exemplo, o número de pessoas aguardando consulta caiu de 22.916 para 18.214, com uma redução de cerca de 20% na fila de pacientes.

SUS Gaúcho amplia acesso aos serviços de saúde

“A redução das filas para consultas especializadas no Rio Grande do Sul é resultado direto das ações implementadas pelo SUS Gaúcho, voltado à ampliação do acesso da população aos serviços de saúde e à qualificação da gestão da assistência especializada”, explicou a diretora do Departamento de Regulação Estadual, Suelen Arduin.

Governo Leite já investiu R$ 401 milhões em equipamentos para hospitais do SUS por meio do Avançar Mais na Saúde
“Com o aumento da oferta de consultas, a realização de mutirões assistenciais, monitoramento contínuo das listas de espera e fortalecimento dos processos de regulação por meio do sistema Gercon, foi possível promover avanços importantes na diminuição do tempo de espera para atendimento em diversas especialidades”, complementou Suelen.

Resultados em Parobé

O resultado fica evidente no aumento de serviços nos hospitais. Em Parobé, o Hospital São Francisco de Assis realizou 4.339 novas consultas e 1.351 cirurgias de joelho desde o início do SUS Gaúcho. No total, serão 6.195 novas consultas à população disponibilizadas pelo SUS.

A foto mostra um quarto hospitalar com cama ao fundo, cortinas brancas e parede clara. Uma pessoa sentada ao lado da cama estende a mão para cumprimentar outra pessoa em pé, que veste blazer verde-claro e crachá. Outras duas pessoas estão próximas, em pé, acompanhando a interação.
No mutirão em Parobé, o operador de máquinas Anaurelino Carrício fez a cirurgia de joelho que esperava há cinco anos - Foto: Arthur Vargas/Ascom SES
“Fazer esse volume de atendimentos em pouco tempo foi um grande desafio. Só foi possível porque temos uma equipe trabalhando em total sintonia, profundamente comprometida em garantir que os pacientes regulados pelo SUS Gaúcho recebam o atendimento que precisam”, destacou o diretor do hospital de Parobé, João Schmidt.

Com SUS Gaúcho, Hospital de Parobé realiza 2 mil consultas e 423 cirurgias de joelho em menos de três meses
Também no Hospital Cristo Redentor (HCR), em Marau, houve um salto no número de procedimentos, ampliando de forma significativa o acesso da população à saúde especializada em ortopedia. Com o mutirão de atendimentos, o Grupo do Joelho da instituição já realizou 300 cirurgias e mais de mil consultas. Com isso, pacientes que, em muitos casos, já não conseguiam caminhar devido à dor e à limitação funcional recuperaram autonomia e a mobilidade.

Equipe de hospital em Marau tem realizado mutirões para diminuir a fila das cirurgias de joelho Hospital Cristo redentor
Equipe do hospital em Marau tem realizado mutirões para diminuir a fila das cirurgias de joelho - Foto: Divulgação Hospital Cristo Redentor
“Mais do que resolver um problema de saúde, essas cirurgias representam a devolução da qualidade de vida a pacientes que muitas vezes já tinham perdido a esperança. Ver essas pessoas voltando a caminhar, trabalhar e retomar sua rotina é algo que nos enche de orgulho e dá ainda mais sentido ao nosso trabalho”, acrescentou Schmidt.

Mais pacientes nas consultas

Outro dado que chama atenção é a redução das ausências de pacientes. Em outubro de 2025, o chamado absenteísmo ocorria em 40% das consultas e exames marcados por meio do Gercon, o sistema de gerenciamento de consultas do governo estadual. Ou seja, o paciente tinha a consulta ou exame disponível, mas não comparecia, muitas vezes pela dificuldade de se deslocar para outro município para ser atendido.

A imagem apresenta um consultório oftalmológico moderno, com cadeira de exame acolchoada, lâmpada de fenda, refrator e equipamentos adicionais para avaliação ocular.
Em novembro de 2025, foi inaugurado um novo ambulatório de oftalmologia no Hospital Beneficente São Carlos, em Farroupilha - Foto: Arthur Vargas/Ascom SES
A diminuição das ausências de pacientes às consultas é outro resultado positivo trazido pelo SUS Gaúcho, que destinou R$ 63 milhões até o final de 2026 para o transporte sanitário intermunicipal de pacientes, repassando recursos a 488 municípios. Com isso, as ausências, que chegavam a 100%, estão em patamares bem menores ou foram reduzidas a zero.

Em Campo Bom, por exemplo, em todas as 29 consultas marcadas em outubro de 2025 não houve comparecimento. Em fevereiro, o percentual foi de 56%. Em Estância Velha, o recuo foi de 96% do total naquele mês (26 pacientes) para 28% (13 pacientes) em fevereiro.

Em quase cinco anos, governo Leite investiu R$ 518 milhões em obras nos hospitais do Rio Grande do Sul
Com Programa Assistir, Governo Leite aumentou em 400% o número de ambulatórios do SUS que recebem incentivo financeiro
Em Caiçara, nenhum dos seis pacientes com algum procedimento marcado em outubro compareceu. No mês passado e nos meses anteriores, desde o início do programa, todos receberam atendimento. O mesmo resultado ocorreu em Cerro Largo, com 13 pacientes ausentes em outubro e nenhum em fevereiro. Essa redução das ausências às consultas tem se mostrado especialmente em municípios menores.

 

 

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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