A segunda estimativa da Safra de Verão 2025/2026, divulgada pela Emater-RS/Ascar, aponta para uma produção de 32,8 milhões de toneladas de grãos no Rio Grande do Sul. Os dados foram apresentados pelo presidente da instituição, Claudinei Baldissera, nesta terça-feira (10), durante o tradicional Café da Manhã com a Imprensa realizado na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, com a presença do vice-governador Gabriel Souza.
A nova projeção representa uma redução de 7,1% em relação à estimativa inicial, divulgada em agosto de 2025, que apontava produção de 35,3 milhões de toneladas.
Segundo a Emater, a queda está relacionada principalmente à estiagem e à irregularidade das chuvas, especialmente em períodos críticos para o desenvolvimento das lavouras, além de episódios de temperaturas elevadas que afetaram culturas como a soja.
“O levantamento aponta uma revisão para baixo em relação à estimativa inicial apresentada no início da safra. Há regiões com perdas muito acentuadas, em alguns casos superiores a 50%, o que pode até inviabilizar a colheita para alguns produtores”, destacou Baldissera.
PREOCUPAÇÃO COM ENDIVIDAMENTO NO CAMPO
Durante o evento, o vice-governador Gabriel Souza ressaltou que os dados reforçam a necessidade de medidas estruturais para apoiar o setor.
“Os números mostram o impacto da estiagem e as dificuldades enfrentadas pelos produtores. Por isso defendemos uma solução mais ampla para o endividamento no campo, com a securitização das dívidas, para que o produtor volte a ter acesso ao crédito e consiga financiar as próximas lavouras”, afirmou.
Ele também destacou a importância de ampliar os investimentos em irrigação e políticas públicas que reduzam a dependência das condições climáticas.
PRODUÇÃO AINDA SUPERIOR À DO ANO PASSADO
O secretário estadual da Agricultura, Edivilson Brum, lembrou que, mesmo com a redução em relação à projeção inicial, a produção estimada ainda é maior do que a registrada na safra anterior.
Segundo ele, o uso de tecnologias e boas práticas de manejo continuam sendo fundamentais para garantir produtividade e renda no campo.
Já o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, destacou o papel da assistência técnica e das políticas públicas voltadas aos produtores.
Entre as iniciativas citadas estão o Programa Milho 100%, que já beneficiou cerca de 40 mil produtores em 447 municípios, e o Operação Terra Forte, considerado o maior programa de recuperação de solos da história do Estado, que deve alcançar 15 mil famílias rurais.
DESEMPENHO DAS PRINCIPAIS CULTURAS
A cultura da soja apresenta a maior redução na projeção. A produção estimada caiu de 21,4 milhões para 19 milhões de toneladas, queda de 11,3% em relação à estimativa inicial. Além da falta de chuva, também contribuíram fatores como redução da área cultivada, dificuldades de emergência das plantas e limitações de crédito.
No caso do arroz, a produção deve atingir 7,7 milhões de toneladas, volume 3,1% inferior à previsão inicial de 8 milhões de toneladas, principalmente em razão da redução da área cultivada.
O feijão da primeira safra teve estimativa reduzida de 46 mil para 41 mil toneladas, queda de 11,6%. Já o feijão da segunda safra apresentou redução mais significativa, passando de 16,3 mil para 11,6 mil toneladas, queda de 28,6%, influenciada pelo risco climático e pelas condições de mercado.
MILHO APRESENTA CRESCIMENTO
Diferentemente das demais culturas, o milho grão apresentou crescimento na projeção. A estimativa passou de 5,7 milhões para 5,9 milhões de toneladas, aumento de 3%.
O crescimento está relacionado ao aumento da área cultivada, que passou de 785 mil para 803 mil hectares, além do impacto de políticas públicas como os programas Irriga+ RS e Milho 100%, que incentivam a produção no Estado.
Já o milho silagem apresentou redução de 6,9% na produção, com estimativa total de 13 milhões de toneladas, influenciada pela diminuição da área plantada e pela queda na produtividade.

A segunda estimativa da Safra de Verão 2025/2026, divulgada pela Emater-RS/Ascar, aponta para uma produção de 32,8 milhões de toneladas de grãos no Rio Grande do Sul. Os dados foram apresentados pelo presidente da instituição, Claudinei Baldissera, nesta terça-feira (10), durante o tradicional Café da Manhã com a Imprensa realizado na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, com a presença do vice-governador Gabriel Souza.
A nova projeção representa uma redução de 7,1% em relação à estimativa inicial, divulgada em agosto de 2025, que apontava produção de 35,3 milhões de toneladas.
Segundo a Emater, a queda está relacionada principalmente à estiagem e à irregularidade das chuvas, especialmente em períodos críticos para o desenvolvimento das lavouras, além de episódios de temperaturas elevadas que afetaram culturas como a soja.
“O levantamento aponta uma revisão para baixo em relação à estimativa inicial apresentada no início da safra. Há regiões com perdas muito acentuadas, em alguns casos superiores a 50%, o que pode até inviabilizar a colheita para alguns produtores”, destacou Baldissera.
PREOCUPAÇÃO COM ENDIVIDAMENTO NO CAMPO
Durante o evento, o vice-governador Gabriel Souza ressaltou que os dados reforçam a necessidade de medidas estruturais para apoiar o setor.
“Os números mostram o impacto da estiagem e as dificuldades enfrentadas pelos produtores. Por isso defendemos uma solução mais ampla para o endividamento no campo, com a securitização das dívidas, para que o produtor volte a ter acesso ao crédito e consiga financiar as próximas lavouras”, afirmou.
Ele também destacou a importância de ampliar os investimentos em irrigação e políticas públicas que reduzam a dependência das condições climáticas.
PRODUÇÃO AINDA SUPERIOR À DO ANO PASSADO
O secretário estadual da Agricultura, Edivilson Brum, lembrou que, mesmo com a redução em relação à projeção inicial, a produção estimada ainda é maior do que a registrada na safra anterior.
Segundo ele, o uso de tecnologias e boas práticas de manejo continuam sendo fundamentais para garantir produtividade e renda no campo.
Já o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, destacou o papel da assistência técnica e das políticas públicas voltadas aos produtores.
Entre as iniciativas citadas estão o Programa Milho 100%, que já beneficiou cerca de 40 mil produtores em 447 municípios, e o Operação Terra Forte, considerado o maior programa de recuperação de solos da história do Estado, que deve alcançar 15 mil famílias rurais.
DESEMPENHO DAS PRINCIPAIS CULTURAS
A cultura da soja apresenta a maior redução na projeção. A produção estimada caiu de 21,4 milhões para 19 milhões de toneladas, queda de 11,3% em relação à estimativa inicial. Além da falta de chuva, também contribuíram fatores como redução da área cultivada, dificuldades de emergência das plantas e limitações de crédito.
No caso do arroz, a produção deve atingir 7,7 milhões de toneladas, volume 3,1% inferior à previsão inicial de 8 milhões de toneladas, principalmente em razão da redução da área cultivada.
O feijão da primeira safra teve estimativa reduzida de 46 mil para 41 mil toneladas, queda de 11,6%. Já o feijão da segunda safra apresentou redução mais significativa, passando de 16,3 mil para 11,6 mil toneladas, queda de 28,6%, influenciada pelo risco climático e pelas condições de mercado.
MILHO APRESENTA CRESCIMENTO
Diferentemente das demais culturas, o milho grão apresentou crescimento na projeção. A estimativa passou de 5,7 milhões para 5,9 milhões de toneladas, aumento de 3%.
O crescimento está relacionado ao aumento da área cultivada, que passou de 785 mil para 803 mil hectares, além do impacto de políticas públicas como os programas Irriga+ RS e Milho 100%, que incentivam a produção no Estado.
Já o milho silagem apresentou redução de 6,9% na produção, com estimativa total de 13 milhões de toneladas, influenciada pela diminuição da área plantada e pela queda na produtividade.
