RS intensifica combate à violência contra a mulher e prende 164 agressores em operação estadual


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Foto: Divulgação 09/03/2026

Nos dois primeiros meses de 2026, as forças de segurança do Rio Grande do Sul intensificaram as ações de enfrentamento à violência contra a mulher. Iniciativas como a Operação Mulher Segura 2026 e o trabalho contínuo da Patrulha Maria da Penha resultaram na prisão de agressores em diversas regiões do Estado, além do fortalecimento das ações de proteção às vítimas e da conscientização da sociedade.

De acordo com a secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana da Costa, o combate à violência doméstica exige atuação permanente e integrada entre diferentes órgãos.
“A Secretaria da Segurança Pública tem atuado firmemente no combate à violência contra a mulher. Temos promovido a integração entre Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto-Geral de Perícias e Corpo de Bombeiros Militar para desenvolver ações tanto de repressão quanto de prevenção, além de campanhas educativas e informativas”, destacou.

OPERAÇÃO MULHER SEGURA PRENDE 164 AGRESSORES

Iniciada em 19 de fevereiro, a Operação Mulher Segura 2026 resultou na prisão de 164 agressores no Rio Grande do Sul. A iniciativa tem coordenação nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública e, no Estado, foi conduzida pela Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), vinculada ao Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil.

Durante 15 dias de operação, policiais civis e militares acompanharam 4.011 Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) e atenderam 4.548 vítimas em todo o território gaúcho.

Segundo a delegada Waleska Alvarenga, diretora da Dipam, a Polícia Civil mantém atuação permanente no enfrentamento desse tipo de crime.

“A violência doméstica é crime e não será tolerada. Se você está em situação de risco ou conhece alguém que esteja, denuncie. Sua denúncia pode salvar vidas”, afirmou.

As ações ocorreram em 102 municípios, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, verificação de denúncias e atividades de conscientização junto às redes de apoio às mulheres.

AUMENTO NAS VISITAS E NAS PRISÕES

Nos primeiros dois meses de 2026, a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar também registrou crescimento significativo nas atividades de fiscalização e proteção às vítimas.

O número de visitas realizadas às mulheres com medidas protetivas aumentou 28%, passando de 11.366 para 14.543, em comparação ao mesmo período do ano passado. Já as prisões por descumprimento de medidas protetivas cresceram 83%, saltando de 41 para 75 casos.

Segundo o coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha, tenente-coronel Cristiano Moraes, ainda é fundamental incentivar que as vítimas denunciem as agressões.

“Das 80 vítimas de feminicídio registradas no Estado em 2025, cerca de 95% não possuíam medida protetiva de urgência. A sociedade precisa incentivar as mulheres a não se calarem. Pequenas agressões e violência psicológica já são sinais importantes”, alertou.

PROGRAMA EXPANDE ATUAÇÃO NO ESTADO

A Patrulha Maria da Penha atua há mais de uma década no Rio Grande do Sul e tem ampliado sua presença em diferentes regiões. Ao longo de 13 anos de atuação, o programa já realizou 463.910 visitas para fiscalização de medidas protetivas e orientação às vítimas.

Desde 2012, 229.256 mulheres foram atendidas pelo programa. Atualmente, a Patrulha está presente em 117 municípios, com 62 equipes ativas e mais de três mil policiais militares capacitados para atuar no enfrentamento à violência doméstica e familiar.

Para 2026, ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, estão previstas novas campanhas estaduais voltadas à informação, prevenção e incentivo às denúncias, incluindo palestras em escolas, blitz educativas e ações integradas entre as forças de segurança.

Canais de denúncia

Brigada Militar: 190
Polícia Civil (emergências): 197
Disque-denúncia da Segurança Pública: 181
Polícia Civil (WhatsApp/Telegram): (55) 98454-1004
Delegacia Online da Mulher: https://www.delegaciaonline.rs.gov.br

Denúncia digital: www.ssp.rs.gov.br/denuncia-digital

 

Nos dois primeiros meses de 2026, as forças de segurança do Rio Grande do Sul intensificaram as ações de enfrentamento à violência contra a mulher. Iniciativas como a Operação Mulher Segura 2026 e o trabalho contínuo da Patrulha Maria da Penha resultaram na prisão de agressores em diversas regiões do Estado, além do fortalecimento das ações de proteção às vítimas e da conscientização da sociedade.

De acordo com a secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana da Costa, o combate à violência doméstica exige atuação permanente e integrada entre diferentes órgãos.
“A Secretaria da Segurança Pública tem atuado firmemente no combate à violência contra a mulher. Temos promovido a integração entre Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto-Geral de Perícias e Corpo de Bombeiros Militar para desenvolver ações tanto de repressão quanto de prevenção, além de campanhas educativas e informativas”, destacou.

OPERAÇÃO MULHER SEGURA PRENDE 164 AGRESSORES

Iniciada em 19 de fevereiro, a Operação Mulher Segura 2026 resultou na prisão de 164 agressores no Rio Grande do Sul. A iniciativa tem coordenação nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública e, no Estado, foi conduzida pela Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), vinculada ao Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil.

Durante 15 dias de operação, policiais civis e militares acompanharam 4.011 Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) e atenderam 4.548 vítimas em todo o território gaúcho.

Segundo a delegada Waleska Alvarenga, diretora da Dipam, a Polícia Civil mantém atuação permanente no enfrentamento desse tipo de crime.

“A violência doméstica é crime e não será tolerada. Se você está em situação de risco ou conhece alguém que esteja, denuncie. Sua denúncia pode salvar vidas”, afirmou.

As ações ocorreram em 102 municípios, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, verificação de denúncias e atividades de conscientização junto às redes de apoio às mulheres.

AUMENTO NAS VISITAS E NAS PRISÕES

Nos primeiros dois meses de 2026, a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar também registrou crescimento significativo nas atividades de fiscalização e proteção às vítimas.

O número de visitas realizadas às mulheres com medidas protetivas aumentou 28%, passando de 11.366 para 14.543, em comparação ao mesmo período do ano passado. Já as prisões por descumprimento de medidas protetivas cresceram 83%, saltando de 41 para 75 casos.

Segundo o coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha, tenente-coronel Cristiano Moraes, ainda é fundamental incentivar que as vítimas denunciem as agressões.

“Das 80 vítimas de feminicídio registradas no Estado em 2025, cerca de 95% não possuíam medida protetiva de urgência. A sociedade precisa incentivar as mulheres a não se calarem. Pequenas agressões e violência psicológica já são sinais importantes”, alertou.

PROGRAMA EXPANDE ATUAÇÃO NO ESTADO

A Patrulha Maria da Penha atua há mais de uma década no Rio Grande do Sul e tem ampliado sua presença em diferentes regiões. Ao longo de 13 anos de atuação, o programa já realizou 463.910 visitas para fiscalização de medidas protetivas e orientação às vítimas.

Desde 2012, 229.256 mulheres foram atendidas pelo programa. Atualmente, a Patrulha está presente em 117 municípios, com 62 equipes ativas e mais de três mil policiais militares capacitados para atuar no enfrentamento à violência doméstica e familiar.

Para 2026, ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, estão previstas novas campanhas estaduais voltadas à informação, prevenção e incentivo às denúncias, incluindo palestras em escolas, blitz educativas e ações integradas entre as forças de segurança.

Canais de denúncia

Brigada Militar: 190
Polícia Civil (emergências): 197
Disque-denúncia da Segurança Pública: 181
Polícia Civil (WhatsApp/Telegram): (55) 98454-1004
Delegacia Online da Mulher: https://www.delegaciaonline.rs.gov.br

Denúncia digital: www.ssp.rs.gov.br/denuncia-digital

 

Fonte: Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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