Após ameaça de denúncia, prefeito cobra formalização e esclarece impasse com empresário em Lagoa Vermelha


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Foto: Arquivo FN 23/02/2026

O embate público envolvendo a regularização de uma estrada e o andamento de um projeto de loteamento em Lagoa Vermelha ganhou novos contornos após manifestações do engenheiro civil e empresário Benito Argenta, ex-vereador e ex-presidente do PP, e a resposta do prefeito Eloir Morona.

 

O QUE DIZ BENITO ARGENTA

Em publicações feitas em rede social, Benito Argenta sustenta que a estrada em questão consta há muitos anos no mapa oficial do município e que, por isso, a regularização seria obrigação da Prefeitura, conforme a legislação. Ele afirma que a ausência de providências ao longo do tempo resultou em entraves que hoje impedem o avanço regular do empreendimento.

O empresário relata que, diante de exigências do município, investiu cerca de R$ 1,8 milhão em infraestrutura, alegando que parte das obras executadas seriam de responsabilidade do poder público. Ressalta ainda que, neste momento, não busca autorização para construir, mas apenas regularizar a estrada, condição necessária para negociar terrenos de forma legal.

Argenta também aponta morosidade burocrática e um impasse entre os setores de Planejamento e Jurídico da Prefeitura.

 

“SE CONTINUAREM, VOU DENUNCIAR”

Em tom mais contundente, Benito Argenta afirmou ter conhecimento de situações graves envolvendo a atuação de funcionários públicos e declarou que poderá formalizar denúncias caso o processo continue sem solução. Em sua manifestação, afirmou:

“Tenho conhecimento de coisas graves dentro da Prefeitura. Ainda não quis denunciar, mas se continuarem indo contra mim, eu vou denunciar. Tem funcionários que podem perder o cargo por insubordinação e por improbidade administrativa”.

Segundo ele, haveria casos de regularização de obras em áreas invadidas dentro do perímetro urbano, enquanto outros processos permanecem travados.

 

RELAÇÃO COM O PARTIDO E SENTIMENTO DE DESGASTE

No desabafo, Benito Argenta também destacou sua trajetória histórica dentro do Progressistas, partido ao qual afirma ser filiado desde a juventude. Relembrou que foi vereador, presidente da Câmara, ex-presidente e vice-presidente do partido, além de fundador do Sinduscon de Lagoa Vermelha.

Segundo Argenta, o tratamento recebido gera frustração, especialmente por partir de um partido ao qual dedicou décadas de atuação. Ainda assim, ressaltou que sua cobrança não se baseia em vínculo partidário, mas no direito de qualquer cidadão e contribuinte de ter segurança jurídica e respeito institucional.

 

O QUE RESPONDE O PREFEITO

Ao se manifestar, o prefeito Eloir Morona reconheceu a trajetória de Benito Argenta como empreendedor e afirmou compreender, em parte, a insatisfação diante da demora causada por trâmites burocráticos. No entanto, esclareceu que, em loteamentos particulares, a responsabilidade pela execução completa da infraestrutura é do loteador, cabendo à Prefeitura apenas avaliar e receber a obra, conforme os critérios técnicos.

Morona afirmou que o impasse exige cautela e análise criteriosa, e que o processo estaria em andamento. Sobre as declarações de possível denúncia, foi direto ao afirmar que espera a formalização das acusações pelos canais oficiais, como ouvidoria, protocolo administrativo ou Ministério Público.

 

PRÓXIMOS PASSOS

Com as posições expostas, o caso passa a depender de dois encaminhamentos centrais: a formalização das denúncias anunciadas por Benito Argenta e a conclusão da análise técnica e jurídica por parte da Prefeitura quanto à regularização da via e do empreendimento.

O episódio evidencia o embate entre iniciativa privada e poder público, reacendendo o debate sobre responsabilidades legais, burocracia administrativa e transparência nos processos que envolvem investimentos urbanos em Lagoa Vermelha.

O embate público envolvendo a regularização de uma estrada e o andamento de um projeto de loteamento em Lagoa Vermelha ganhou novos contornos após manifestações do engenheiro civil e empresário Benito Argenta, ex-vereador e ex-presidente do PP, e a resposta do prefeito Eloir Morona.

 

O QUE DIZ BENITO ARGENTA

Em publicações feitas em rede social, Benito Argenta sustenta que a estrada em questão consta há muitos anos no mapa oficial do município e que, por isso, a regularização seria obrigação da Prefeitura, conforme a legislação. Ele afirma que a ausência de providências ao longo do tempo resultou em entraves que hoje impedem o avanço regular do empreendimento.

O empresário relata que, diante de exigências do município, investiu cerca de R$ 1,8 milhão em infraestrutura, alegando que parte das obras executadas seriam de responsabilidade do poder público. Ressalta ainda que, neste momento, não busca autorização para construir, mas apenas regularizar a estrada, condição necessária para negociar terrenos de forma legal.

Argenta também aponta morosidade burocrática e um impasse entre os setores de Planejamento e Jurídico da Prefeitura.

 

“SE CONTINUAREM, VOU DENUNCIAR”

Em tom mais contundente, Benito Argenta afirmou ter conhecimento de situações graves envolvendo a atuação de funcionários públicos e declarou que poderá formalizar denúncias caso o processo continue sem solução. Em sua manifestação, afirmou:

“Tenho conhecimento de coisas graves dentro da Prefeitura. Ainda não quis denunciar, mas se continuarem indo contra mim, eu vou denunciar. Tem funcionários que podem perder o cargo por insubordinação e por improbidade administrativa”.

Segundo ele, haveria casos de regularização de obras em áreas invadidas dentro do perímetro urbano, enquanto outros processos permanecem travados.

 

RELAÇÃO COM O PARTIDO E SENTIMENTO DE DESGASTE

No desabafo, Benito Argenta também destacou sua trajetória histórica dentro do Progressistas, partido ao qual afirma ser filiado desde a juventude. Relembrou que foi vereador, presidente da Câmara, ex-presidente e vice-presidente do partido, além de fundador do Sinduscon de Lagoa Vermelha.

Segundo Argenta, o tratamento recebido gera frustração, especialmente por partir de um partido ao qual dedicou décadas de atuação. Ainda assim, ressaltou que sua cobrança não se baseia em vínculo partidário, mas no direito de qualquer cidadão e contribuinte de ter segurança jurídica e respeito institucional.

 

O QUE RESPONDE O PREFEITO

Ao se manifestar, o prefeito Eloir Morona reconheceu a trajetória de Benito Argenta como empreendedor e afirmou compreender, em parte, a insatisfação diante da demora causada por trâmites burocráticos. No entanto, esclareceu que, em loteamentos particulares, a responsabilidade pela execução completa da infraestrutura é do loteador, cabendo à Prefeitura apenas avaliar e receber a obra, conforme os critérios técnicos.

Morona afirmou que o impasse exige cautela e análise criteriosa, e que o processo estaria em andamento. Sobre as declarações de possível denúncia, foi direto ao afirmar que espera a formalização das acusações pelos canais oficiais, como ouvidoria, protocolo administrativo ou Ministério Público.

 

PRÓXIMOS PASSOS

Com as posições expostas, o caso passa a depender de dois encaminhamentos centrais: a formalização das denúncias anunciadas por Benito Argenta e a conclusão da análise técnica e jurídica por parte da Prefeitura quanto à regularização da via e do empreendimento.

O episódio evidencia o embate entre iniciativa privada e poder público, reacendendo o debate sobre responsabilidades legais, burocracia administrativa e transparência nos processos que envolvem investimentos urbanos em Lagoa Vermelha.

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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