A inauguração do Marco Histórico em homenagem aos combatentes da Revolução Federalista de 1893, realizada neste domingo, dia 25 de janeiro, em Lagoa Vermelha, foi marcada por relatos históricos, reflexões e manifestações que destacaram a importância do local para a memória do município. O ato ocorreu na Bica de São João Maria, na rua do Tanque, esquina com a rua Buarque de Macedo, reunindo representantes de entidades, autoridades, lideranças culturais e comunidade.
Um dos momentos centrais da solenidade foi a manifestação do professor e escritor Dr. Cláudio Damin, que apresentou um resgate detalhado do contexto histórico da Revolução Federalista na então Vila de São Paulo da Lagoa Vermelha. Segundo ele, em novembro de 1894, durante o segundo ano do conflito — conhecido como Guerra da Degola — a vila contava com cerca de cem edificações e aproximadamente mil habitantes, tornando-se ponto estratégico e alvo de uma coluna maragata composta por cerca de 900 combatentes.
Dr. Cláudio Damin explicou que, diante da iminente invasão, o intendente Heliodoro de Moraes Branco organizou a defesa da vila com a construção de trincheiras e barricadas em diversos pontos, incluindo a chamada Trincheira da Bica, onde hoje está localizado o marco histórico. O local também fazia parte de um antigo acesso à Estância Velha e à região de Barracão, na divisa com Santa Catarina, reforçando sua relevância estratégica.
Outro ponto destacado foi a existência do chamado “cemitério de emergência”, localizado na mata próxima à Bica. Conforme os registros históricos apresentados, muitos combatentes mortos durante os confrontos não puderam ser sepultados no cemitério oficial, que estava sob controle dos maragatos, sendo enterrados em áreas alternativas. A referência ao cemitério consta no mapa histórico elaborado pelo saudoso historiador Demétrio Dias de Moraes, reproduzido na placa instalada junto ao marco.
A solenidade também contou com manifestações do presidente da Associação de Poetas e Escritores de Lagoa Vermelha (APELV), José Andrade, que destacou o papel dos escritores como “garimpeiros da história”, responsáveis por resgatar, registrar e eternizar fragmentos do passado local. Andrade ressaltou que a associação atua de forma coletiva, com o objetivo comum de preservar a memória histórica do município.
O vice-presidente da APELV, Ivens Abreu, agradeceu às entidades, pesquisadores e colaboradores envolvidos, reforçando que o trabalho de pesquisa histórica é construído de forma conjunta. Ele destacou ainda a importância de levar esse conhecimento às escolas e à comunidade, ampliando o alcance do resgate histórico iniciado com o Marco da Revolução Federalista.
Estiveram presentes representantes do Lions Clubes, Rotary Club, Corpo de Bombeiros, Piquete 35, além do vereador Cleon Piva, representando a Câmara de Vereadores de Lagoa Vermelha. A imprensa local acompanhou o ato, com cobertura da NG Revista e do Jornal Folha do Nordeste.
O Marco Histórico passa a ser um símbolo permanente da memória da Revolução Federalista em Lagoa Vermelha, valorizando um espaço que, embora muitas vezes esquecido, teve papel fundamental na formação histórica do município.
A inauguração do Marco Histórico em homenagem aos combatentes da Revolução Federalista de 1893, realizada neste domingo, dia 25 de janeiro, em Lagoa Vermelha, foi marcada por relatos históricos, reflexões e manifestações que destacaram a importância do local para a memória do município. O ato ocorreu na Bica de São João Maria, na rua do Tanque, esquina com a rua Buarque de Macedo, reunindo representantes de entidades, autoridades, lideranças culturais e comunidade.
Um dos momentos centrais da solenidade foi a manifestação do professor e escritor Dr. Cláudio Damin, que apresentou um resgate detalhado do contexto histórico da Revolução Federalista na então Vila de São Paulo da Lagoa Vermelha. Segundo ele, em novembro de 1894, durante o segundo ano do conflito — conhecido como Guerra da Degola — a vila contava com cerca de cem edificações e aproximadamente mil habitantes, tornando-se ponto estratégico e alvo de uma coluna maragata composta por cerca de 900 combatentes.
Dr. Cláudio Damin explicou que, diante da iminente invasão, o intendente Heliodoro de Moraes Branco organizou a defesa da vila com a construção de trincheiras e barricadas em diversos pontos, incluindo a chamada Trincheira da Bica, onde hoje está localizado o marco histórico. O local também fazia parte de um antigo acesso à Estância Velha e à região de Barracão, na divisa com Santa Catarina, reforçando sua relevância estratégica.
Outro ponto destacado foi a existência do chamado “cemitério de emergência”, localizado na mata próxima à Bica. Conforme os registros históricos apresentados, muitos combatentes mortos durante os confrontos não puderam ser sepultados no cemitério oficial, que estava sob controle dos maragatos, sendo enterrados em áreas alternativas. A referência ao cemitério consta no mapa histórico elaborado pelo saudoso historiador Demétrio Dias de Moraes, reproduzido na placa instalada junto ao marco.
A solenidade também contou com manifestações do presidente da Associação de Poetas e Escritores de Lagoa Vermelha (APELV), José Andrade, que destacou o papel dos escritores como “garimpeiros da história”, responsáveis por resgatar, registrar e eternizar fragmentos do passado local. Andrade ressaltou que a associação atua de forma coletiva, com o objetivo comum de preservar a memória histórica do município.
O vice-presidente da APELV, Ivens Abreu, agradeceu às entidades, pesquisadores e colaboradores envolvidos, reforçando que o trabalho de pesquisa histórica é construído de forma conjunta. Ele destacou ainda a importância de levar esse conhecimento às escolas e à comunidade, ampliando o alcance do resgate histórico iniciado com o Marco da Revolução Federalista.
Estiveram presentes representantes do Lions Clubes, Rotary Club, Corpo de Bombeiros, Piquete 35, além do vereador Cleon Piva, representando a Câmara de Vereadores de Lagoa Vermelha. A imprensa local acompanhou o ato, com cobertura da NG Revista e do Jornal Folha do Nordeste.
O Marco Histórico passa a ser um símbolo permanente da memória da Revolução Federalista em Lagoa Vermelha, valorizando um espaço que, embora muitas vezes esquecido, teve papel fundamental na formação histórica do município.