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As boas notícias para o ano novo de 2026 16/01/2026

Pois, meus amigos. De notícias ruins e tragédias estamos cheios. Precisamos pinçar alguma coisa boa. Alguma notícia que nos anime a continuar vivendo e lutando neste 2026. Sim, porque já estamos na metade do mês de janeiro. E como dizia o Ademar Bonotto, e "bota em nesse janeiro, se melhorar estraga”. Pois, a coisa está assim mesmo. Fazia bastante tempo que os feriados de Natal e Ano Novo não foram tão chuvosos. E, com a chuva, a esperança. As plantações de milho, especialmente, matando a pau. Granjas preparadas para produzir 200 a 250 sacas de milho por hectare. Algo que não acontecia há bastante tempo. Pelo contrário, a escassez hídrica nas plantações de milho e soja dos últimos tempos, levaram o setor a uma brutal desestabilização e endividamento monstruoso do agronegócio. 
Pois, com as chuvas do Natal e Ano Novo, voltou a esperança de novas safras cheias. Apesar dos preços estarem baixos, todos estão focados em produzir grão para depois negociar com bancos, cooperativas e credores. Primeiro, tratar de colher bem. Depois ver como pagar as contas renegociando tudo em boas condições. 
A outra boa notícia que destaco é o Mercosul. O acordo assinado neste sábado, no Paraguai, vai nos colocar em condições ótimas de negociar com nada menos do que 700 milhões de consumidores. Vitórias e esperanças renovadas neste início de novo ano de 2026, especialmente para homens e mulheres teimosos que vivem no campo produzindo alimento para a gente que vive nas cidades. 
 
 
NA ESTÂNCIA TIVEMOS QUASE TUDO DE UMA CIDADE. Comércio forte, restaurante, Cartório de Registro Civil, parteira e atendimento médico-hospitalar. Coisas que hoje não temos mais. Resta um povo altivo, altaneiro, sofrido que faz questão de dizer que é de Lagoa Vermelha.
 
ESTÂNCIA VELHA FICA. Foi uma luta comunitária para ficar. Tupanci do Sul, quando estava no processo de emancipação, tentou levar a Estância Velha. Resistimos e a Estância Velha ficou.
 
QUASE MUNICÍPIO. Na mesma ocasião das emancipações, a Estância Velha esteve "quase emancipada". Eu mesmo preparei a documentação, tínhamos o credenciamento e na hora "H", do entendimento com Santa Luzia, morremos na praia.
 
FOI O MAIOR ERRO POLÍTICO ADMINISTRATIVO DA ÉPOCA. Santa Luzia e Clemente Argolo, a Estância Velha, juntas fariam um progressista município. Interesses mesquinhos à época derrubaram o sonho.
 
RESTOU A LUTA PELA BR 470. Esta demorou, mas chegou trazendo facilidades e novas esperanças. Vieram empreendimentos ligados ao agro e boas melhorias
 
A ESTRADA VELHA DA ANTIGA BR-470, hoje, serve de acesso secundário a população e usuários daquela faixa em direção a Tupanci. Ocorreu na semana passada o fechamento da referida estrada, com cerca de arame farpado e terra.
 
A MOBILIZAÇÃO COMUNITÁRIA ganhou força e os autores do fechamento da centenária estrada tiveram que recuar. Retiraram terra e cerca junto a estrada e nas imediações do cemitério.
 
VITÓRIA DO BOM SENSO E MENOS GANÂNCIA. Sim porque os novos proprietários do imóvel rural que faz frente a estrada, queriam ampliar a "Granja", não se importando com a história e o passado desta estrada Buarque de Macedo, a BR 470.
 
PARABÉNS A COMUNIDADE que, unida e forte, conseguiu mais esta vitória. A cerca de arame farpado, a terra e as pedras foram retiradas e a BR está aberta para todos. Ao chegarmos numa comunidade precisamos respeitar seu histórico, tradições e o passado.
 
“LÁ TINHA” RODOVIÁRIA. Em algumas coisas estamos andando igual caranguejos. Já tivemos uma vistosa Estação Rodoviária com a Rádio do Sejalmo Falkembach. E, bem no centro, defronte o Bar Viali.
 
OS NOVOS TEMPOS E MODERNISMOS inviabilizaram a Estação Rodoviária do seu Algacir Bigarella, figura respeitada e com larga folha de serviços prestados a comunidade. Nos mandaram para um terminal Rodoviário, na Rodrigues, com precárias condições.
 
E NA SEMANA PASSADA FICAMOS "SEM EIRA NEM BEIRA". Sim, me permitam a expressão. É como estou me sentindo em termos de referência Rodoviária. Perdemos tudo, por decisão do Daer que considerou a empresa, incapaz da prestação do serviço à população.
 
NEM PASSAGEM PODEMOS COMPRAR. Está pior do que bodega do compadre Chico Bino, no Lajeado, com o ônibus do Vilfredo e do Colussi para Santa Luzia ou até a Lagoa. Tinha que o motorista tirar a passagem e cobrar a corrida. Voltamos, regredimos alguns anos no tempo.
 
ALESSANDRO MULITERNO E O SANTINI. O prefeito em exercício e o nosso secretário de Turismo estão empenhados no restabelecimento de um ponto rodoviário na Lagoa Vermelha. Acho que chegamos próximos ao fundo do poço.
 
TEMOS QUE SAIR DESSA PARA UMA MELHOR. Tomara que o Daer encontre um local e alguém com qualificação e disposição para bancar um posto rodoviário com atendimento ao público e venda de passagem.
 
CASO CONTRÁRIO, chamo seu Algacir para vender uma passagem até Nova York, como minha mãe costumava dizer a ele, me puxando pela mão em direção ao ônibus pré-histórico que fazia a linha Santa Luzia.
 
PROCESSO ENSINO APRENDIZADO. No recesso do Poder Legislativo está sendo desenvolvido pelas redes sociais um processo de ensino aprendizado para maior aproximação do povo com o Poder Legislativo.   
 
TURISMO DE EVENTOS GERA RENDA. Em 2025 Lagoa Vermelha realizou vários eventos encontros em praças, ruas, e comunidades, recebendo também empreendedores transformando cada promoção numa oportunidade de desenvolvimento.
 
MEDIANEIRA SOFREU COM VENDAVAL. Para não nos gabarmos de que os vendavais não nos visitaram tivemos o desprazer de registrar a ocorrência de fortes lufadas que arrancaram telhados de casas e derrubaram muros de casas no populoso bairro Medianeira.
 
PREFEITURA E ASSISTÊNCIA SOCIAL. Dentro do possível prestam atendimento às famílias atingidas pelo evento climático. Felizmente, apenas danos materiais. Sem vítimas humanas. Dos males o menor. Felizmente.

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