COLUNISTAS
Endividamento agrÃcola tem solução - 29/05/2026
Pois, meus amigos. Este filme eu já vi. Situações climáticas adversas, enchentes, secas, juros escorchantes, agiotagem oficializada do setor bancário sobre a agricultura e os agricultores. Quebra-quebra de cooperativas, sentenças judiciais levando a leilão terras de médios e pequenos produtores rurais.
Vi máquinas abandonadas em granjas. Vi negociações dentro de bancos, tomando propriedades rurais de uns e passando para outros com melhor cadastro e garantias. Vi gente de minha terra tirar a própria vida em função das contas impagáveis.
Vi agiotas na frente dos bancos com calculadoras na mão fazendo conta do quanto estavam ganhando por hora com o dinheiro a juro emprestado para este ou aquele produtor rural.
Um final feliz para o drama só com a securitização implementada por Fernando Henrique Cardoso, com prazo de 20 anos para pagar e juros de 3% ao ano, podendo ser paga a parcela em dinheiro ou em produto, como prêmio de adimplemento. Se pagasse em dia tinha desconto de 20% sobre o valor da parcela. Foi a única coisa boa e concreta que se fez para o setor agrícola nos últimos 50 anos.
Passado este período de euforia e calmaria no setor, eis que estamos novamente com outro brutal endividamento, em função de frustrações de safras, secas seguidas e enchentes, afora os juros altos nos financiamentos. O tema vem sendo debatido à exaustão, em Brasília.
Finalmente se construiu um PL-5122 na Comissão de Economia e Finanças do Senado Federal, forçando o governo e vir para um acordo com a agricultura, superadas algumas fortes divergências, parece que teremos uma boa solução para o endividamento com a criação de um fundo garantidor, prazo alongado, juros menores, carência e outras condições a serem negociadas caso a caso, junto aos bancos. Entendo que se não é o melhor foi o melhor que conseguimos. Então, aguardar a regulamentação, ver como vem o plano safra e vida que segue.
O mundo não pode ficar sem comida e quem produz comida são os agricultores, pequenos, médios e grandes, sem distinção, cada um na sua e no seu tamanho. Dando tudo certo com este plano o endividamento tem solução.
Vamos aguardar e torcer para que dê tudo certo.
PIRES VAZIO DE BRASÍLIA? Ao que parece, sim. Os prefeitos após a Marcha de Brasília voltaram para seus municípios de mãos vazias. Nem promessas receberam.
VIROU COMÍCIO NUM LUGAR ERRADO? O encontro de mais de 3.500 prefeitos, vices e secretários, ocorrido semana passada na Capital Federal se transformou numa manifestação ruidosa e extemporânea contra o presidente da República.
MUITAS VAIAS E GRITOS foram ouvidos e retransmitidos ao Brasil inteiro, demonstrando a inoperância na organização do evento que deveria servir para debates e reivindicações, mas virou comício.
DESESPERANÇA E PREOCUPAÇÃO COM AS RECEITAS. A partir de 2027 quando entra em vigor a Reforma Tributária afetando, em muito, o retorno do ICMS aos municípios. Não vi nem ouvi nenhum debate sobre esta questão.
O FPM DE HOJE É A MAIOR RECEITA dos municípios e com a Reforma, aumenta a preocupação quanto a isso. O medo dos prefeitos é que baixe muito a receita e os serviços prestados a comunidade precisem ser paralisados por falta de "grana".
OS GRITOS CONTRA O LULA PODEM SE PERDER NO DESERTO. E, quando falta dinheiro e pão, todos gritam, todos brigam e ninguém tem razão. Bolsonaro ou Lula vão receber novamente os prefeitos em 2027 e aí veremos qual será o tom das manifestações.
UMA COISA É CERTA. Os prefeitos continuarão indo a capital federal de "pires na mão" à espera das emendas dos parlamentares e das migalhas que sobram do banquete com o dinheiro público.
MUDANÇAS NO SECRETARIADO MUNICIPAL. O prefeito Eloir Morona esteve reunido com o secretariado municipal na segunda-feira quando anunciou alterações na equipe, em busca de maiores resultados e eficácia nas ações de cada setor.
ALTERAÇÕES NATURAIS ACONTECERAM. Na Secretaria da Saúde com pedido de licença maternidade da titular, deslocando o vice Alessandro Muliterno para o importante setor Paula Dorneles assume a Secretaria de Desenvolvimento enquanto o Dr. Carlos Magno Oliveira assume a Procuradoria Geral.
NO SEGUNDO ANO DE GOVERNO. Alterações e deslocamentos no secretariado são considerados fundamentais para que as metas sejam alcançadas visando a reeleição do atual prefeito ou de alguém de sua linha ideológica, que dê continuidade ao trabalho.
PREOCUPAÇÃO COM O HOSPITAL SÃO PAULO motiva os vereadores da oposição, Ariovaldo, Ranyeri e Paula a pedirem a instalação de uma CPI para saber a real situação da Casa de Saúde e o porquê de tantos problemas no atendimento à população.
DIFICILMENTE O PEDIDO TERÁ O NÚMERO MÍNIMO DE VEREADORES. Entretanto, o assunto preocupa a todos, ainda mais que o município de Lagoa Vermelha faz pesados aportes de recursos mensais para o Hospital São Paulo. A população quer e merece um serviço de qualidade no hospital local.
COMO EXISTE DINHEIRO PÚBLICO a responsabilidade aumenta e o próprio prefeito tem muito a ver com os serviços prestados à população no Hospital São Paulo. As cobranças são sempre fortes nesta área muito sensível.
PREOCUPAÇÃO COM A SEGURANÇA PÚBLICA foi tema de encontro dos vereadores Bonatto, Piva, Charise e Paula Castilhos, da Comissão de Segurança do Legislativo com a Delegada Alessandra Crestani. Vários tópicos como efetivo, novas viaturas e ações da polícia envolveram o encontro considerado altamente positivo.
ÁGUA MARROM DA CORSAN NA PAUTA DA OPOSIÇÃO. O tema sensível da falta de água e água "turva" da Corsan permanece na pauta dos vereadores da oposição e de grande parte da população que vem sofrendo muito com a falta d'água ou com a falta de qualidade do precioso líquido.
PRIVATIZAÇÃO EM CHEQUE. Pelo menos dois candidatos ao Governo do Estado já sinalizam que vão rever a questão da privatização da Corsan. Falta d’água e qualidade dos serviços de abastecimento e saneamento, podem levar a nova avaliação. A Brizola, pelo menos, garante revisar.


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