COLUNISTAS

29/05/2026

NÃO DEIXA SAUDADE
Lucas Mota deixou a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico de Lagoa Vermelha. Pelo que se diz, teria pedido desligamento. Fica a dúvida, porém, se já não havia o desejo de exonerá-lo. Na nota, emitida pela administração municipal, consta: “As mudanças têm como objetivo fortalecer o trabalho desenvolvido pelas secretarias e ampliar a integração entre as equipes de governo”. Mais adiante é salientado: “Estamos realizando ajustes importantes dentro da administração (...)”.
Lucas sai e não deixa saudade. É a percepção que existe.
 
CONVIVÊNCIA DIFÍCIL
Para efeito externo, Lucas Mota se mostrava gentil, atencioso. Entretanto, era um homem de difícil convivência com equipe de trabalho. Temos informações de que, no mínimo, três pessoas pediram para sair da pasta por enfrentarem dificuldades de relacionamento.
 
ALGO A MAIS
Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico era para ter uma atuação bem mais abrangente. E não se limitar, quase que exclusivamente, a cursos. E aí é bom que se frise. Cursos são importantes, sim. No entanto, a secretaria poderia produzir bem mais. Faltou o algo a mais. 
 
NO OLHO DO FURACÃO
Assim está, novamente, o Hospital São Paulo de Lagoa Vermelha. Nos últimos dias tem sido bombardeado em razão do atendimento e da falta de transparência. Outra situação que gerou cobranças é com relação à administração do hospital. Tiraram o administrador, colocaram outro. Dali a dois dias, afastaram o novo administrador e reconduziram o anterior. Tudo muito estranho. O que estaria acontecendo? É o que todo mundo pergunta. Ah, tem salário de médico atrasado. Oposição, na Câmara de Vereadores, soltou o verbo. E com veemência.
 
SOBROU PARA O MUNICÍPIO
Sim, Administração Municipal de Lagoa Vermelha passou a ser bombardeada também. Afinal, são injetados recursos públicos do município no hospital. São 500 mil reais mensais. Meio milhão! Seis milhões por ano! Sendo assim, município tem o dever de cobrar transparência.  Mesmo sendo uma instituição particular, município tem que saber o que se passa com o hospital. 
 
NÃO TEM SENTIDO
  Tendo um funcionário lá dentro, o município deveria ter conhecimento do que se passa com o hospital. Repito: injeta bom volume de recursos. Aliás, o funcionário foi colocado lá exatamente para acompanhar toda a parte administrativa. Pelo menos é o que se deduz. Caso contrário, não tem sentido.
 
CARÁTER OPERACIONAL
Prefeito Morona sobre o funcionário do município no hospital. 
- A questão do funcionário não foi o prefeito que colocou. Isso vem da outra gestão. Ele tem um caráter estritamente operacional. Ele não tem acesso a números e não tem acesso a valores. O que nós pedimos agora nessa última conversa que tivemos com o hospital é que fosse dado a ele a possibilidade de fazer esse gerenciamento, ou pelo menos ter conhecimento desse gerenciamento. Os números não são abertos para o funcionário em questão. Ele não sabe. Sabe que entra o recurso, mas não tem acesso. Então, a Fundação já acenou positivamente que pode dar mais espaço. 
 
BUSCA-SE EXPLICAÇÃO
Prefeito Morona pondera.
- Fizemos reunião no gabinete e tenho agora para os próximos dias uma nova conversa que pretendo convocar juntamente com a direção da Fundação Araucária, até para poder entender melhor essa questão dessa reviravolta toda dentro da gestão do hospital. Quais foram os motivos que levaram a toda essa reviravolta.
 
SITUAÇÕES EMBARAÇOSAS
- A própria comunidade tem cobrado o que teria acontecido. O que motivou essa situação envolvendo a administração do Hospital São Paulo? Diego Perineto foi destituído da direção do hospital. Assumiu Ademir Perineto, que era até então superintendente da Fundação Araucária. Dali dois dias, Ademir Perineto foi destituído da direção do hospital, voltando para o cargo Diego Perineto. Quer dizer, situações um tanto que embaraçosas - fizemos referência. 
- Eu preciso dessas informações. Eu tenho que ter essas informações, embora eles não sejam obrigados a repassar, mas eu gostaria de saber. Com certeza, pessoal da Fundação Araucária vai ficar sabendo dessa nossa entrevista. Eu gostaria de ter essas informações. Se forem sigilosas, a gente promete manter sigilo, mas nós precisamos tomar conhecimento. A gente vai sentar com a direção da Fundação Araucária para poder compreender tudo o que está acontecendo para tranquilizarmos a população que levanta hipóteses que a gente imagina que não sejam realidades - manifestou prefeito Morona.
 
QUESTÕES NORMATIVAS
Questionamos prefeito Morona sobre a suspensão do serviço de endoscopia e colonoscopia.
- São questões operacionais da sala. Hoje existem normativas para tudo, a sala tem que ter tantos metros por tantos metros, tem que ter um piso assim, um piso assado. Às vezes, são questões normativas da sala. Já conversamos também com algumas pessoas da Fundação para ver da possibilidade de ser mantido esse serviço em outro local. Existe a possibilidade de ser feito em outro local que atenda a essas normativas - explicou. 
 
ATAQUE FEROZ
Sim, oposição na Câmara de Vereadores, investiu ferozmente contra a Administração Municipal de Lagoa Vermelha. Atacou sem dó nem piedade. Isso foi na sessão de segunda-feira. Um verdadeiro bombardeio. Prefeito Eloir Morona foi o principal alvo. Estaria sendo proposta, inclusive, a instalação de uma CPI. 
 
POVO QUER SABER
Pergunta que não quer calar. Como estão as providências para aquisição dos equipamentos para o serviço de hemodiálise de Lagoa Vermelha? O Estado, pelo que se sabe, dispõe dos recursos. Não se ouviu falar mais nada. Estaria tudo parado? 
 
PREOCUPANTE
Conversamos durante a semana com um profissional da área médica. Perguntamos sobre a compra dos equipamentos para a hemodiálise. Disse não ter conhecimento de algum movimento nesse sentido. 
- Sei lá, se isso ali (estrutura física) não vai se tornar num elefante branco. Outra coisa: qual profissional médico que vai querer vir pra cá com tudo o que está acontecendo no hospital. Um nefrologista, por exemplo. Atraso de salários de médicos etc. Isso gera insegurança - observou.
 
QUESTÃO DAS NOMEAÇÕES
Vereador Ranyeri Bozza tem criticado as contratações emergenciais de professores, defendo a nomeação dos aprovados em concurso público. 
- Existem alguns contratos, mas já pedimos a nomeação. Já foi feito o impacto, já estamos chamando.  A gente vai, gradativamente, nomeando. Vamos pensar assim: uma professora, nomeada, se apresenta gestante, ganha nenê. Eu não posso nomear duas pessoas, porque ela já ocupa uma vaga. Então, vou ter que fazer um contrato, porque é vaga de uma pessoa nomeada. Tenho professores ou funcionários que estão de atestado médico por 3/4 meses. Não posso nomear nesse momento, porque aquela vaga já está preenchida pelo efetivo. Então, tenho que pegar um contrato para suprir aquela demanda de 3 ou 4 meses -, justificou secretário Carlos Henrique Bombassaro Júnior.
 
REBANHO DIZIMADO
Propriedade rural de Fernando Muliterno e Alessandro Capri Muliterno - localizada na Capela Santo Antão, Caseiros -  sofreu mais um ataque.  Num primeiro momento, levantamento apontava 41 ovelhas mortas, 19 feridas que, provavelmente, irão morrer e 8 desaparecidas. Feridas levemente, 18. Prejuízo gigantesco. As fotos que foram exibidas impressionam. Cachorros que provocaram tudo isso? Um grande rebanho foi, praticamente, dizimado. 

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