COLUNISTAS
PaÃs do futebol - 22/05/2026
A Copa do Mundo inicia apenas em 11 de junho, data da Cerimônia de Abertura no México, mas o Brasil já vai entrando no “modo futebol”. Não por acaso um dos principais temas da semana foi a convocação da Seleção Brasileira, com a confirmação da participação de Neymar. A expectativa era grande, e sua escalação foi inclusive transformada em política, com o pessoal da esquerda criticando. Tudo, nestas terras, parece ser tragado para o turbilhão da polarização ideológica.
O campeonato se estenderá até 19 de julho. E como ocorre a cada quatro anos por aqui, a atenção dos brasileiros estará voltada para a Copa. É como se suspendêssemos a vida normal, e em alguma medida ela é mesmo influenciada pelos jogos, pelo desempenho do Brasil, de seus jogadores e, agora também, do técnico estrangeiro, um dos melhores do mundo. O futebol transforma-se em anestesia para que se possa jogar debaixo do tapete os graves problemas nacionais. Não parecerá nada mais urgente do que acompanhar os jogos do nosso time, afinal somos o País do Futebol.
Nas casas de apostas, Argentina, Espanha e França são colocadas como favoritas para se tornarem campeãs do mundo. O Brasil, há muito tempo, já não é visto como favorito e os brasileiros se decepcionam continuamente com seus jogadores. O futebol dos brasileiros é decadente, com muitos patrocínios, oba- oba e muito pouco trabalho no campo.
O brasileiro sabe que não seremos campeões, que isso é algo improvável. Mas não há como não torcer pela Seleção e assistir às partidas. O clima verde-amarelo de Copa contagia, anima e ao mesmo tempo faz com que as grandes mazelas sejam deixadas de lado. Este é o contraditório “país do futebol”.


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