COLUNISTAS
22/05/2026
SERVIÇO SUSPENSO
Na terça-feira dessa semana, 6ª Coordenadoria Regional de Saúde, de Passo Fundo, determinou a suspenção temporária do serviço de Endoscopia e Colonoscopia no Hospital São Paulo de Lagoa Vermelha. Exige algumas adequações no local em que é prestado esse serviço.
BUSCA-SE EXPLICAÇÃO
Questões que envolvem Hospital São Paulo de Lagoa Vermelha vieram à tona na sessão de segunda-feira da Câmara de Vereadores.
- Sucessivamente, ouvimos preocupações da população com relação ao Hospital São Paulo. No que se refere ao atendimento, questões relacionadas ao custeio e aos recursos. Minha preocupação, como vereadora, é como contribuir para que isso seja mais transparente. Reforça a confiança da comunidade com referência à instituição. Afinal de contas, o que aconteceu no hospital (alusão ao que se verificou com a administração daquela casa de saúde. Ora um, ora outro)? Alguém sabe? - questionou vereadora Paula Castilhos.
CAIXA PRETA
Vereadora Paula Castilhos propõe que seja acionado Ministério Público.
- Afinal de contas, como estão as contas do hospital? Alguém sabe? Há uma insegurança geral tanto com a questão dos recursos do hospital quanto ao próprio atendimento. Não quero acusar ninguém de nada, mas a população não confia, não se sente segura com os recursos públicos que entram, com as emendas, com os recursos do governo. Como estão sendo administrados? Há alguns anos, foi formada uma comissão com a participação dos municípios que destinam recursos para o hospital. Ainda existe? Só Lagoa Vermelha repassa mais de 500 mil reais por mês para o hospital. Esses dias entregamos 600 mil reais para o hospital. E recebi informação - não sei se é boato ou não - de que tem salário atrasado de médico desde novembro. A gente não tem acesso a essas informações. O intuito do requerimento que apresento à Câmara de Vereadores é que o Ministério Público nos auxilie e esclareça tudo isso - justificou.
REDUÇÃO DA ORNAMENTAÇÃO NATALINA
Secretário municipal da Educação, Cultura e Desporto de Lagoa Vermelha, Carlos Henrique Bombassaro Júnior, sobre a propalada redução do número de canteiros a serem ornamentados para as festas de final de ano.
- Como que acontece? Eu, secretário Carlos, gosto de me programar. Já tive uma programação para o ano passado. Sempre foi assim, bem organizado, bem planejado. Tem uma programação para esse ano. A gente sentou com a Rejane e definiu alguns pontos, juntamente com o nosso prefeito. A gente começa uma organização do nosso ano e o Natal está nessa organização. A gente começa com um orçamento para cinco ou seis praças e aí vai definindo, vai alinhando pontos.
DE REPENTE...
Carlos Henrique abriu uma possibilidade
- O que dá para fazer a mais, a gente vai fazer. No ano passado, conseguimos fazer 11 praças. Então, a gente começa com essas cinco e vai organizando o nosso ano natalino. Porque a gente tem a praça de Natal, o show de Natal e outras atividades. Até algumas funcionárias falaram que a gente enfeitaria cinco praças. Sim, nesse primeiro momento, temos um orçamento para essas cinco ou seis praças. Começamos por aí e vamos caminhando junto com o Centro de Artes sob a organização da Rejane. Vamos conversando. Quem sabe, consigamos enfeitar mais duas ou três. É bom salientar que temos que produzir material, tem toda a parte elétrica, é preciso toda a parte de Led, precisamos da confecção dos materiais.
PÉS NO CHÃO
- Não adianta eu vir aqui e dizer para toda a população que vamos enfeitar esse ano 15 praças. Temos que começar com os pés no chão. Eu sempre trabalhei assim e vou continuar trabalhando assim. Hoje temos toda a organização para enfeitar de cinco a seis praças. Vamos começar assim, já estamos trabalhando assim. A gente conversa muito com o Rodrigo, que é o secretário da Fazenda. Vamos organizando o nosso orçamento - assinalou Carlos Henrique.
NÚMEROS DA VARA CRIMINAL
Ao transcurso da semana, conversamos com o juiz de Direito, Gleisson Sartori, que responde pela Vara Criminal de Lagoa Vermelha. Assumiu em fevereiro deste ano.
- Até a semana passada, pelo meu cálculo, eu tinha feito 206 audiências - disse.
- Como é que são essas audiências? - perguntamos.
- Elas são audiências de instrução, que a gente chama. Basicamente são audiências de instrução, é o grosso desse número que informei. A gente ouve testemunhas, interroga o réu. Via de regra é isso que se faz na audiência de instrução para que depois se possa julgar. A gente ouve as testemunhas da acusação e da defesa, se a defesa as arrolou. E ao final interroga o réu. Ele pode ficar em silêncio também se quiser. É um direito que é assegurado pela Constituição. Depois vai para a fase de memoriais, que a gente chama, que é onde o Ministério Público fala sobre o apanhado geral do processo, a defesa fala e depois a gente faz o julgamento - respondeu.
A QUASE TOTALIDADE
Juiz Gleisson complementa.
- Essa é a audiência em 90% dos casos que foram realizados. A gente tem ainda as chamadas audiências de acolhimento. Essas são audiências bem interessantes. Eu fiz 45 delas, por enquanto. São audiências em que são chamadas as vítimas de violência doméstica. Via de regra com aplicação da Lei Maria da Penha. É para verificar como elas se sentem e dar um acolhimento justamente para sentirem também que o Poder Judiciário está aí para auxiliar ela. E para verificar, o que se chama de audiência de acolhimento e verificação, se as medidas protetivas foram efetivas para que cessasse aquela situação de violência. E se não for, a gente reavalia. Se ela solicita para revogar, a gente revoga. Então, essa audiência serve justamente pra isso.
OAB ATUANTE
Juiz Gleisson fez questão de reconhecer a atuação da OAB local.
- A gente tem um apoio aqui, que eu desde já agradeço, da OAB. Nós temos aqui a OAB, por meio da Comissão da Mulher, que presta um auxílio jurídico pré-audiência, que é através do projeto Mais Marias. Um projeto muito interessante que tem na comarca. A OAB aqui é muito atuante. Eu quero parabenizar novamente as mulheres advogadas aqui da comarca, especialmente. Elas acolhem essa vítima, ouvem ela, veem do que ela necessita e trazem esse primeiro amparo jurídico até para explicar o que vai ocorrer na audiência. É para elas se sentirem que não é algo que elas estão ali para serem julgadas. Na verdade, elas são sempre ouvidas e protegidas. Então, basicamente, são audiências de instrução e acolhimento.
JÚRIS
Juiz Gleisson informa também os júris.
- Júris foram realizados seis. Ao longo deste ano, vamos fazer mais 20 júris, em princípio. Claro que se surge algum processo em que o réu está preso, esse júri tem prioridade legal. Então, a gente tem que achar uma data no meio para designar. Neste caso, a gente acomoda a pauta. Mas, em princípio, tenho 20 júris designados ainda para o ano de 2026 e mais alguns já para o ano de 2027. Eu deixei designados. Se não for eu a fazer esses júris, certamente um colega vai fazer.


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