COLUNISTAS
Trânsito para o petróleo - 22/05/2026
A crise mundial em torno do Estreito de Ormuz, que tantos prejuízos vem causando ao povo do mundo, lembra as aulas de geografia no sempre presente Ginásio Duque de Caxias, ministradas pelo competente Frei Eurico. Fui apaixonado por essa matéria em tempos ginasiais, sabia o nome de todos os países e suas capitais, continentes, rios, estreitos... Na ponta da língua. Velhos boletins comprovam excelentes notas sobre essa matéria.
Antes de analisar a essa questão mundial que gira em torno do Estreito de Ormuz, lembro que outro problema semelhante preocupava o mundo nos anos 50, 60, em face da rivalidade entre EUA e Rússia, na época conhecida como União Soviética, visto que os dois países são separados pelo Estreito de Bering, que mede apenas quatro quilômetros. Felizmente não aconteceu nada, até hoje.
Quanto ao Estreito de Ormuz, centro da atenção mundial atualmente e impasse para o trânsito da navegação internacional, é o grande problema. A começar pelo petróleo, visto que por lá passa mais de 30% do produto para o mundo. Esse estreito, que mede no máximo 100 km de largura, divide geograficamente Irã e Omã, cada um dominando sua costa.
Pelas regras da Convenção das Nações Unidas o trânsito é livre, entretanto, o governo iraniano não obedece a determinação, fato que causa toda essa confusão, que não tem data para terminar. É lamentável, porque a região é considerada muito importante geopoliticamente, tanto para importação como para exportação.
Ninguém imaginava que a ausência do petróleo faria estrago tão grande, pois ele está presente em quase tudo, por ser considerado como o maior recurso natural já descoberto pela humanidade. Vivemos essa realidade todos os dias, Veja: ao acordar, colchão de espuma sintética, escova de dente com cabo plástico, o botão da descarga, o acabamento do box. Ao vestir-se, o poliéster, nylon, sola do sapato, velcro, zíper, cereais colhidos por colheitadeira, diesel, embalagem plástica do leite, asfalto, gasolina, lubrificantes, e muito mais.
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ADEUS AO MIRO - Com o falecimento do comunicador Altamir H. Souza o rádio regional perde uma voz firme, vibrante e simples, mas ao gosto de milhares de ouvintes que captou durante quase 40 anos pelos microfones da Rádio Cacique. Provando que é na simplicidade que podemos aproximar os homens para que se compreendam e se respeitem mutuamente. A ausência do Miro não vai cair no esquecimento tão logo, com seu jeito comum, fala simples e frases feitas, marcou sua passagem pelo rádio. É patrimônio desta terra.
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O CIRCO E SEUS ATORES - Li no jornal que é difícil acreditar que a saída do delegado que pediu a quebra do sigilo do Lulinha, tenha sido uma mera “decisão técnica” da Polícia Federal, dado que as ligações do filho do presidente com o INSS são inquestionáveis. Isso significa uma mudança na coordenação dos inquéritos relacionados às fraudes no Instituto. Quem não gostou da troca foi o relator André Mendonça. É só o começo dos espetáculos a serem apresentados pelo circo das eleições. E nós aqui, “luitando”, como diria o velho Herculano. No fim, um abraço para Helena e Vanessa, competentes funcionárias da Quero Quero, e para Andreza Gomes, pilota da Rosa Poá. É gente boa que lê a Folha.


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