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Tropas de porcos - 15/05/2026

Acredite, nas primeiras décadas do século 20 um tropeirismo inusitado ocorria na região Nordeste do Estado, tempo em que São José do Ouro, Machadinho, Barracão, Paim Filho, Sananduva, Maximiliano de Almeida, Santo Expedito e Tupanci do Sul, pertenciam para o território de Lagoa Vermelha.
A região caracterizava-se pela predominância das florestas de araucárias, propícias à criação de porcos, que eram adquiridos nas fazendas e entre as famílias dos colonos descendentes de italianos que vinham se estabelecendo na região. Em forma de tropas, centenas de porcos (300 a 500) eram conduzidos por tropeiros a pé, para engorde com pinhão.
Após esse período os animais eram conduzidos até os municípios de Marcelino Ramos e Piratuba (SC), onde havia estações da ferrovia Rio Grande - São Paulo, e eram embarcados nos trens que os conduzia vivos até a fábrica de banha do Paraná e São Paulo. Muitas vezes os porcos eram comercializados no Estado de Santa Catarina.
No Estado catarinense, serviam de matéria-prima para os matadouros e fábricas de banha que vieram a se constituir no embrião das agroindústrias como a Perdigão e a Sadia, hoje MBRF. Só esta última, hoje emprega 5.800 funcionários, sendo 1.400 estrangeiros. As duas juntas empregam cerca de 10 mil pessoas.
Os animais a serem engordados para o abate, seguiam em tropas sendo atraídos por grãos de milho ou até mesmo pinhão que vinham sendo jogados por um peão que seguia na frente dando ritmo à caminhada. Que tempos minha gente! Mas veja, o oeste catarinense se desenvolveu em função dessa lida, que proliferou inúmeros frigoríficos.
No fim, informa fonte que as tropas de porcos motivaram dissertação para mestrado em História de Sueli Maria da Silva, de São José do Ouro, que assim colaborou. ZH, maio de 2007.
 
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ÁGUA POTÁVEL - A pergunta é: a água potável vai acabar? A pergunta procede, visto as constantes reclamações sobre a cor, gosto e odor do precioso líquido em várias regiões. Em Porto Alegre e municípios que formam a região metropolitana, onde vivem aproximadamente 3 milhões de pessoas, o problema assusta. Diante das reclamações, a Corsan declara que faz tratamento adequado e exames com frequência. Por aqui não é diferente, seguidamente surgem reclamações pelos usuários. Diante do fenômeno, todos queremos saber até quando teremos água potável. Sabe-se que no curto prazo não vai acabar, entretanto, a longo prazo pode acontecer, por ausência de tratamento de esgoto e agrotóxicos, principalmente. Em nosso Estado a informação de que não há risco de crise hídrica, desde que sejam preservadas as nascentes e haja investimento pesado em saneamento. Consciência popular pode ajudar.
 
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FILOSOFANDO - Em matéria de frio o mês de maio chegou com tudo, querendo anunciar que não teremos o tradicional veranico. É o que veremos mais adiante. Com dias frios e cinzentos, sobrou tempo para leituras, como essa, que compartilho: “A vida melhora quando você para de complicar. Quando aprende que não precisa vencer todas as discussões. Que não precisa provar nada para ninguém. Que menos consumo gera mais liberdade. Que pessoas certas elevam sua energia mais do que qualquer terapia. A saúde não é apenas a ausência de doença - é leveza mental, é tranquilidade espiritual. É acordar e saber que não precisa carregar o peso do mundo. Quem fala pouco observa mais. Quem ora mais se fortalece. Quem cria menos expectativas sofre menos. A mudança não vem de fora: vem da forma como você decide viver”. No fim, um abraço aos sempre cordiais empresários Ivo e André Bassani. É gente que lê a Folha.

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