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O surgimento do primeiro CTG - 01/05/2026
Os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) são entidades sem fins lucrativos que têm por finalidade preservar e divulgar as tradições e o folclore da cultura gaúcha.
Eles se diferenciam dos Departamentos de Tradições Gaúchas (DTGs), havendo ainda os piquetes - grupos com estruturas menores, mas igualmente comprometidos em manter vivas as tradições do Rio Grande do Sul.
O surgimento do primeiro CTG começou a ser idealizado em agosto de 1947, em Porto Alegre, como uma proposta carregada de esperança, onde a liberdade e o amor à terra encontravam espaço. Jovens estudantes, oriundos do meio rural e de diferentes classes sociais, liderados por João Carlos Paixão Cortes, criaram um Departamento de Tradições Gaúchas no Colégio Júlio de Castilhos.
O objetivo era preservar as tradições gaúchas, ao mesmo tempo em que buscavam promover a revitalização da cultura rio-grandense, valorizando-a no contexto da cultura brasileira.
Dentro desse espírito surgiu a Ronda Crioula, que se estende de 7 a 20 de setembro - período que reúne as datas mais significativas para o povo gaúcho.
Entusiasmados com a ideia, os jovens procuraram a Liga de Defesa Nacional e entraram em contato com o major Darcy Vignolli, responsável pela organização das festividades da Semana da Pátria. Na ocasião, expressaram o desejo de integrar os festejos, propondo a retirada de uma centelha do Fogo Simbólico da Pátria para transformá-la na Chama Crioula - símbolo da união do Rio Grande do Sul com a Pátria e do sentimento que aquece o coração dos gaúchos até o dia 20 de setembro, data em que se comemora a Revolução Farroupilha.
Nesse contexto, Paixão Cortes recebeu o convite para montar uma guarda de gaúchos pilchados em homenagem ao herói farroupilha David Canabarro, cujos restos mortais seriam transladados de Santana do Livramento para Porto Alegre.
Para atender ao convite, reuniu um piquete de oito gaúchos bem pilchados que, no dia 5 de setembro de 1947, prestaram a homenagem. Esse grupo ficou conhecido como “Grupo dos Oito” ou “Piquete da Tradição”, tornando-se a primeira semente que daria origem, no ano seguinte, à criação do “35” CTG.
Integravam o grupo Antônio João de Sá Siqueira, Fernando Machado Vieira, João Machado Vieira, Cilso Araújo Campos, Ciro Dias da Costa, Orlando Jorge Degrazzia, Cyro Dutra Ferreira e João Carlos Paixão Cortes, seu líder. Durante o cortejo, os jovens conduziam as bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Sul e do Colégio Júlio de Castilhos.
O nome “35” é uma homenagem ao início da Revolução Farroupilha, em 20 de setembro de 1835, quando os farroupilhas tomaram Porto Alegre do Império.
O 35 CTG é considerado o primeiro Centro de Tradições Gaúchas do Rio Grande do Sul, tendo sido fundado em 24 de abril de 1948.
Diones Franchi


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