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O desespero do PT - 24/04/2026

Está realmente complicado para Lula conquistar um quarto mandato e para o PT seguir no comando do país. Há meses as pesquisas indicam uma deterioração contínua da popularidade do governo. Trata-se de um fenômeno medido a cada pesquisa divulgada e que está criando uma situação verdadeiramente desesperadora para a esquerda, que se encontra unificada em torno da candidatura lulista.
Para se ter uma ideia, as opiniões de tipo ótimo/bom sobre o governo estão em um patamar abaixo dos 30%, enquanto que as de tipo ruim/péssimo já ultrapassam os 40%. Com este percentual de aprovação as chances de Lula ganhar a eleição se reduzem. O petista já não pode ser considerado favorito na disputa presidencial.
Com números tão ruins, o governo parece ter ligado o modo desespero, que significa, no caso do PT, lançar mão de expedientes que aumentam o gasto público e distribuem benefícios a determinadas clientelas eleitorais. Distribuição de gás subsidiado, promessa de renegociação de dívidas das famílias com bancos e financeiras, subsídio ao diesel para reduzir o seu preço e assim por diante. O caminho escolhido, daqui até o período eleitoral, é o de, através de mais gastos, reverter a queda da popularidade. A prioridade é a reeleição e não as contas públicas.
Independentemente de quem vença as eleições presidenciais de outubro, o próximo ano será tenebroso para o Brasil e os brasileiros. Segundo os relatórios técnicos do próprio governo, a crise fiscal está devidamente contratada. E o próximo presidente não terá como evitar um ajuste nas contas públicas, cortando gastos. Terá que fazer o que o PT não fez nos últimos anos. Mesmo que Lula se reeleja, algo forte terá que ser feito em relação ao orçamento. E todos nós pagaremos por isso.
Obviamente que durante a campanha eleitoral Lula dirá que a saúde financeira do país é espetacular, que não há crise no presente ou no futuro, prometendo mais pacotes de bondades à população. Mas a verdade se estabelecerá no próximo ano, porque as contas simplesmente não irão fechar. O passivo econômico dos últimos anos do petismo será enorme. Quem viver, verá.

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