COLUNISTAS
Bate-papo na lotérica - 17/04/26
Feriados longos encurtaram os assuntos, mas propiciam bons momentos para bater papo com amigos. Foi assim com o Dr. Rogério Grigol, em certa casa lotérica. Como estávamos em espaço de apostas da Caixa, o tema não poderia ser outro senão o sortilégio. Impressionado fiquei com a história de um apostador que ganhou milhões na Mega-Sena, mas em pouco tempo consumiu tudo. Lembrei ao amigo que tudo o que chega fácil, sem esforço e dedicação, facilmente vai embora. É certo que nada cai do céu.
Diante dessa narrativa, lembrei de uma passagem muito interessante, inserida no livro “Ensinamentos da Verdade para Jovens”, que divido com os amigos: “Quando empinamos papagaio (pipa), ele sobe impulsionado pelo vento. Mas se não fosse a ação da linha, que o impede de subir desgovernado, ele seria levado, à mercê do vento e acabaria se rasgando. Quem se deixa levar pela euforia excessiva, diante de um êxito financeiro, é como o papagaio que está bem alto e que de repente pode receber um golpe muito forte e ficar estraçalhado.
Às vezes, justamente por existir algum obstáculo para a ascensão rápida demais (assim como no papagaio existe a linha que o puxa para baixo) é que o homem consegue ascender de forma verdadeiramente correta e segura. Quando pressionado por muitos deveres, obrigações e tarefas é que o ser humano consegue extrair a verdadeira força que carrega dentro de si.
Grandes poetas como Homero e Milton eram cegos. Dante Alighieri também, na velhice, tornou-se praticamente cego. Quando algo é tirado de nós, alguma outra força, até então adormecida, repentinamente desperta e vibra. Assim, na situação de cegueira, a pessoa não dispersa a atenção com coisas e fatos banais do mundo exterior; por isso, a espantosa força que estava oculta no seu interior desperta e entra em ação”.
O essencial é não ficarmos iludidos com bajulações e dinheiro fácil. É como dizia Emerson: A vida não é como a argila. Ela é como o aço que deve ser forjado.
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FORA DA DISPUTA - A velha e sempre presente sentença “tempo vale ouro” é muito apreciada pelos políticos brasileiros em tempos de eleições, principalmente quando siglas se unem, proporcionando mais espaço no rádio e televisão. Foi o que aconteceu com o Edegar Pretto, “democraticamente” demovido de sua candidatura ao governo estadual, em favor da pedetista Juliana Brizola, por vontade do eterno dono da sigla. Edegar Pretto teve participação expressiva na última eleição, quase somando votos para o segundo turno. Agora, se viu obrigado a abortar seu projeto em favor da reeleição do homem que governa o Brasil há 20 anos.
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FUTEBOL - Quem achou que o Gre-Nal foi muito ruim, certamente não acompanhou Palmeiras x Corinthians, no mesmo dia. O jogo foi sofrível, muito semelhante a uma luta livre, enfeitada com bate-boca e expulsões. Aliás, a série A do Brasileirão está mais para uma competição sul americana, em face da quantidade de atletas estrangeiros presentes em nossos clubes. Um exemplo: no último Gre-Nal, tanto Inter como Grêmio, entraram em campo com sete estrangeiros, contabilizados os treinadores. É mais de 50%. Este fato tem levado nossos clubes a gastar milhões por atletas de outros países, inflacionando o mercado e gerando dívidas astronômicas. E nós aqui, aplaudindo. Mas, é vida que continua. Um abraço para José Dilceu Dametto e para Jozemara, pilota da elegante Morena Vaidosa. É gente que lê a Folha.


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