COLUNISTAS
10/04/2026
Processo eleitoral entra em nova fase
Com o fim da janela partidária e do prazo de desincompatibilização no início de abril, o calendário eleitoral de 2026 entra em uma nova fase, marcada por prazos para eleitores regularizarem a situação, definição de candidaturas e início oficial de campanha. O cronograma foi aprovado pelo TSE.
Um dos próximos marcos importantes é o fechamento do cadastro eleitoral. Eleitores têm até 6 de maio para solicitar o título de eleitor, transferir o local de votação ou atualizar dados cadastrais. Após essa data o cadastro será fechado e nenhuma alteração poderá ser feita até depois das eleições.
Ainda em maio, no dia 15, pré-candidatos poderão iniciar a arrecadação de recursos por meio de financiamento coletivo, desde que não haja pedido explícito de voto e sejam respeitadas as regras eleitorais. Já no dia 16 de junho, o TSE divulgará o valor total do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, que será utilizado para financiar as campanhas.
Confirmação das candidaturas
De acordo com o Calendário eleitoral de 2026, de 20 de julho a 5 de agosto, partidos e federações realizarão as convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, bem como aos cargos de deputado federal, estadual e distrital nas Eleições de 2026. Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Começo da propaganda eleitoral e horário gratuito
No dia seguinte, 16 de agosto, terá início a propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e televisão relativo ao 1º turno das eleições passa a ser exibido a partir de 28 de agosto e termina no dia 1º de outubro.
O que se diz sobre os rumos da sucessão presidencial
Conforme analistas políticos, a tendência mais plausível, neste momento, é de uma disputa fortemente polarizada entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Se esse cenário se consolidar, não será surpresa que o eleitorado comece, desde já, a operar em lógica de voto útil.
Ou seja, diante da percepção de que são esses os dois nomes com reais chances de chegar ao segundo turno, parte do eleitor pode antecipar sua escolha, buscando resolver a eleição já na primeira rodada. Não seria a primeira vez que o Brasil ensaia, ainda que raramente concretize, esse tipo de movimento.
Tudo isso, porém, depende dos próximos capítulos. Porque, em política, como no teatro, o primeiro ato raramente define o desfecho. E, ao que tudo indica, ainda teremos muitos plot twists pelo caminho.
Os números divulgados até aqui, de intenção de voto, aprovação e rejeição, devem ser lidos com cautela. Eles refletem um ambiente ainda incompleto, com atores parcialmente em campo. A partir deste momento, tendem a sofrer variações mais bruscas, à medida que o confronto se explicita.
A política, afinal, não gosta de vácuos. E, uma vez preenchidos, cobra seu preço.
Em resumo, o que se tem diante dos olhos é a transição clássica do ensaio ao espetáculo, do cálculo ao embate. Ou, se preferirmos uma imagem mais direta, do aquecimento à luta.
E, como sempre ocorre nesses casos, ainda mais em tempos pascais, a pergunta que fica é simples, quase bíblica, quem será provado e quem resistirá? (Congresso em foco)
Projeto criminaliza os “deepfakes”
O Projeto de Lei 212/26 tramitando na Câmara dos Deputados criminaliza a produção e a divulgação de conteúdos em áudio ou vídeo gerados por inteligência artificial (IA), conhecidos como deepfakes, para interferir indevidamente nas eleições.
O autor do projeto, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), argumenta que o avanço tecnológico possibilita a produção massiva de falsificações que podem enganar o eleitor. Segundo ele, as normas atuais são insuficientes para garantir uma resposta rápida contra a contaminação do debate democrático. “A proposta busca compatibilizar dois valores constitucionais relevantes: a liberdade de expressão e a proteção da soberania do voto e da própria democracia”, afirma o parlamentar.
Quem produzir ou veicular conteúdo sintético para difamar candidatos, partidos ou agentes públicos e influenciar a vontade dos eleitores será punido com reclusão de dois a seis anos, além de multa.
A punição aumenta em um terço se a conduta ocorrer entre o registro das candidaturas e o dia da votação. Quem compartilhar o conteúdo de boa-fé, sem conhecimento da falsidade, não será punido.
Também não haverá responsabilidade penal para o uso de inteligência artificial em sátiras, paródias ou pesquisas acadêmicas, desde que o material seja identificado e não tenha a intenção de enganar o eleitor.
Anotações
Treze secretários estaduais do RS deixaram cargos para concorrer nas eleições. Desvinculação das funções de primeiro escalão no Executivo é exigência da legislação eleitoral. Na prefeitura de Porto Alegre, foram três saídas.
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As operações se deram entre 2022 e 2025 e somam dezenas de milhões de reais.
O Banco Master declarou à Receita Federal ao menos R$ 59 milhões em pagamentos para políticos entre 2022 e 2025, segundo documentos obtidos pelo Globo. O escritório do ex-presidente Michel Temer recebeu R$ 10 milhões.
Na lista, há repasses a empresas ligadas a cinco ex-ministros, além de dirigentes partidários. As declarações mostram ainda pagamentos de R$ 80 milhões ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes
Hugo Motta afirmou que o governo desistiu de enviar um projeto em regime de urgência sobre a redução da jornada semanal de trabalho e o tema deve ser votado na próxima semana.
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Para debater
Que influência terão as redes sociais na eleição presidencial deste ano?


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