COLUNISTAS
03/04/2026
Eduardo Leite fica fora do pleito presidencial
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, oficializou segunda-feira (30/03) a escolha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato do partido à Presidência da República. Esta é a segunda vez que Caiado disputa o cargo. Ele já havia concorrido em 1989, quando ficou em décimo lugar.
Caiado se filiou ao PSD há pouco mais de um mês para se apresentar como possível nome ao Planalto, ao lado dos governadores do Paraná, Ratinho Jr., e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Junto a Kassab, os três firmaram um pacto para delegar ao dirigente a decisão final e apoiar o escolhido.
Ratinho Jr. liderava as pesquisas eleitorais, mas desistiu da candidatura na última semana, alegando motivos de foro pessoal. Com a saída do paranaense, Caiado ganhou força nos bastidores e superou Eduardo Leite, que apresentava desempenho inferior nas sondagens e menor apoio interno.
Segundo Gilberto Kassab, a tarefa de escolher entre os três foi, ao mesmo tempo, "uma escolha difícil" e um "privilégio" por "ter a oportunidade de definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados nos seus Estados". "Que a gente possa agora nessa pré-campanha mostrar que temos o melhor candidato, aquele que tem as melhores respostas para os desafios que o Brasil tem pela frente", completou.
Produtor rural e médico formado pela UniRio, com especialização em ortopedia, Ronaldo Caiado foi deputado federal por cinco mandatos, entre 1991 e 1995 e de 1999 a 2015. Também foi senador por Goiás de 2015 até o fim de 2018, quando foi eleito governador, sendo reeleito em 2022. Passou a maior parte da trajetória filiado ao União Brasil, tendo aderido à sigla em 1993, ainda com o nome de Partido da Frente Liberal (PFL).
Esta é a primeira candidatura do PSD à Presidência da República. Em 2022, o partido chegou a ensaiar o lançamento do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), então presidente da Casa, mas o próprio congressista decidiu não disputar e anunciou a decisão em Plenário. Kassab também tentou apoiar uma eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao cargo, mas ele recusou e declarou apoio ao pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro (RJ)
Governador Eduardo Leite se diz “desencantado”
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), criticou segunda-feira (30/03) a movimentação de seu partido para lançar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), como pré-candidato à Presidência da República. Embora tenha evitado citar nominalmente o colega goiano, Leite afirmou que a decisão da sigla insiste em um modelo de política que alimenta a radicalização no país.
"Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão. Mas isso não significa ausência de convicção".
Em vídeo publicado nas redes sociais, o governador gaúcho defendeu a construção de um "centro liberal e democrático de verdade", pautado pelo diálogo e pela conciliação, em oposição ao que chamou de "conflitos do passado".
Apesar de ter sido preterido na disputa interna, Leite ressaltou que sua trajetória política não se encerra com o anúncio oficial do partido."E isso não termina aqui. A política dinâmica e jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária. Essa jornada continua na sociedade, continua nas ideias, continua naquilo que a gente planta. Se não for agora, vai ser logo ali adiante."
A ascensão de Ronaldo Caiado
A definição do nome de Caiado ganhou força após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), que era considerado o favorito para a indicação. Embora o anúncio formal da legenda estava previsto para à tarde de segunda-feira (30), Ratinho Jr. antecipou publicamente a escolha do partido pelo governador de Goiás.
Ao sacramentar a pré-candidatura de Ronaldo Caiado, o PSD coloca no centro da sucessão de 2026 uma figura histórica da direita brasileira. Herdeiro de uma tradicional dinastia política em Goiás, Caiado consolidou sua liderança no setor ruralista e notabilizou-se pelo embate contra a reforma agrária e pela oposição histórica ao presidente Lula.
Atualmente, o governador chega à disputa nacional amparado por altos índices de aprovação em seu estado, posicionando-se como o principal fiador de uma alternativa conservadora para o Palácio do Planalto. (Congresso em foco)
PSD aumenta bancada gaúcha
Na noite domingo (29/03), o PSD oficializou a filiação de mais três deputados estaduais. São eles: Ernani Polo e Frederico Antunes, vindos do PP, e Aloísio Classmann, que chega do União Brasil. Com o ingresso dos três ao PSD, o partido passa a ter a segunda maior bancada da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, com nove deputados estaduais.
Ernani Polo foi presidente da ALRS em 2020. Deputado estadual no seu quarto mandato consecutivo, Polo foi secretário estadual da Agricultura no governo de José Ivo Sartori e do Desenvolvimento Econômico no segundo governo Leite.
Frederico Antunes foi presidente da Assembleia em 2007 e já está no seu sétimo mandato consecutivo como deputado estadual, sendo o líder do governo Eduardo Leite desde 2019. Já Aloísio Classmann é deputado estadual no oitavo mandato consecutivo.
O ato de filiação de Polo, Antunes e Classmann ocorreu em Porto Alegre. As novas entradas foram abonadas pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que esteve presente no evento, e pelo presidente do PSD-RS, o governador Eduardo Leite, ao lado de deputados, secretários estaduais, prefeitos e outras lideranças da sigla.
“A cada dia, o PSD se consolida como uma das maiores forças políticas do Rio Grande do Sul. Esse é um momento que reflete a confiança de deputados, prefeitos e da sociedade no nosso projeto de futuro para o Estado e o Brasil”, afirmou o governador Eduardo Leite.
Com isso, o partido começa a se estruturar para as eleições de outubro deste ano. Além dos três novos integrantes que se juntam ao PSD, o diretório gaúcho do partido ainda conta com um possível candidato ao Senado: Eduardo Leite.
Anotações
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