COLUNISTAS
Eleições, tarefa para 2026 II - 13/03/2026
Entramos no ano eleitoral. Em outubro o Brasil escolherá um novo presidente e um novo Vice; os Estados elegerão novos governadores, senadores, deputado estaduais e federais. A movimentação dos políticos já é intensa, novos candidatos disputarão com muitos que já são detentores de cargos, na busca do aval dos eleitores.
Eleições sempre despertam grande interesse, porque todo cidadão, ainda que não filiado em uma agremiação, tem sua tendência política-ideológica e entende o que é melhor para seu país e seu Estado. É natural que ao chegar o período essas tendências se manifestem com maior intensidade.
Antes de chegar ao momento decisivo da participação do eleitor, desenvolve-se um longo processo que passa pela escolha dos candidatos. É nessa fase que o cidadão avalia e forma sua convicção sobre a opção que fará nas urnas. É momento único do eleitor, porque o voto que depositará na urna é ato de cidadania e de democracia.
É nesta fase, ainda, que o eleitor espera que os partidos políticos sejam felizes e ofereçam as melhores opções de candidaturas. Por vezes atribui-se ao eleitor a incapacidade de escolher bem governantes e legisladores, porém, em tempos de grande comunicação e entendimento, não é mais possível ouvir-se “o povo não sabe votar”. Evoluímos.
De sorte que a definição de um bom governo ou de uma boa casa legislativa começa no início do processo eleitoral, ou seja, quando os partidos escolhem seus candidatos. É exatamente isso que se espera nessa largada do processo eleitoral, candidatos que estejam à altura do eleitorado. Portanto amigos, escolher bons candidatos é tarefa para 2026.
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TIRANDO O CHAPÉU PARA JUSTIÇA - Ao entrar no antigo Fórum, dia desses, lembrei de um fato acontecido em 2003. Estacionado em frente ao prédio, lia peças de um processo enquanto aguardava o filho Marcelo, envolvido na farmácia, e ao levantar os olhos da leitura avistei um cidadão bem vestido, com pilchas de gaúcho, beirando setenta anos. Ao passar diante da Casa da Justiça, o homem retirou o chapéu negro que lhe sombreava o rosto, e levou-o ao peito. Fiquei boquiaberto. Um homem que tem respeito pela Justiça, imaginei. Não me contive, fui ter com o passante. Não apresentava nenhum vestígio de loucura. Foi um gesto respeitoso como há muito tempo não era visto, desses que contando poucos acreditam. Um fato daqueles tempos, que testemunhei nesta cidade chamada Lagoa Vermelha.
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ESCRITORES - Gente, Lagoa Vermelha é um ninho de poetas e escritores anônimos, em face de ausência de apoio e incentivo cultural. Um problema nacional. Mesmo assim, muitos arriscam em mostrar talento, o que é visto com frequência, através de lançamento de livros. É o caso do meu amigo João Henrique Cunha, com seu novo livro de poesias, Amanuciando Versos, onde desfila sua veia poética, revelando apego ao solo e aos costumes crioulos. Ao João, nossas felicitações pelo belo trabalho. Ao ensejo, lembro o sábio Demétrio Dias de Morais, ao dizer que, “ O homem simples do povo, aquele que tem o imaginário poético, por excelência, pode fazer a sua poesia à sua moda e à sua livre e soberana intuição”. No fim, um abraço aos amigos da Apelv - Associação de poetas e escritores de Lagoa Vermelha. É gente que lê a Folha.


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