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O Holocausto e o direito de Israel se defender - 13/03/2026

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o povo judeu foi perseguido e morto pelo regime totalitário nazista de Adolf Hitler. Mais de 6 milhões de judeus foram exterminados em escala industrial por simplesmente terem nascido judeus. A essa vergonhosa tragédia humana chamamos Holocausto, que jamais deve ser esquecido ou repetido.
Por todos os países da Europa ocupados pelos nazistas, os judeus eram caçados, capturados e levados até os campos de concentração onde eram mortos por fuzilamentos, trabalho até a exaustão, fome, doenças e principalmente nas câmaras de gás. Seus corpos eram queimados em fornos, com fumaça e cinzas saindo de centenas de chaminés todos os dias e por um bom tempo durante a guerra. Não havia nada mais criminoso do que isso, feito de maneira deliberada a mando de Hitler. 
Os judeus não tiveram muita defesa. Estavam incorporados às sociedades europeias, sendo homens de negócios, intelectuais, industriais, pessoas prósperas, de classe média, com famílias grandes, mas, para os nazistas, essas pessoas cometeram o crime de serem judeus. Vários rabinos, as lideranças religiosas, demoraram a acreditar que o governo alemão estava matando a população do país em câmaras de gás. Por algum tempo houve incredulidade, afinal historicamente os judeus já tinham sido perseguidos, contudo em algum tempo tudo voltava ao normal. Mas daquela vez era um holocausto que estava acontecendo e as viagens de famílias inteiras de trem até os campos de concentração não tinham passagem de volta. Era a ida para morrer em um verdadeiro inferno.
Depois da Segunda Guerra, com a derrota dos nazistas, foi criado o Estado de Israel que pretendia oferecer um refúgio, após o Holocausto, à população judaica que conseguiu sobreviver. E um governo se estabeleceu, com um regime representativo, liberdade econômica, direitos civis e tolerância religiosa. Israel tornou-se um oásis incrustado em um Oriente Médio em que a regra são governos autoritários e totalitários, seculares ou religiosos.
Hoje, transcorridos oitenta anos desde o fim da guerra, os judeus têm suas próprias forças armadas, representadas pelo Exército e Força Aérea de Israel, consideradas as mais bem equipadas e preparadas de todos os países do sistema internacional. É este braço armado, junto com uma sólida aliança com os Estados Unidos, que não permite, nem permitirá, a ocorrência de um novo Holocausto. 
Os governantes radicais do Irã, assim como os grupos terroristas que são por eles patrocinados, desejam a extinção de Israel, o que na prática significaria uma nova mortandade do povo judeu. É por isso que os persas querem desenvolver armas nucleares e encorajam e financiam organizações terroristas como o Hamas para matar judeus indiscriminadamente. 
Israel, diante dos duros ensinamentos do Holocausto, não espera para ver o que acontece. Ao mínimo sinal de ameaça, seu governo decide agir antes que os inimigos do povo judeu se levantem. Assim é que, desde que se estabeleceram como potência militar, Israel tem conseguido proteger o seu povo. Se não entendermos a experiência do Holocausto, jamais entenderemos o que Israel e os Estados Unidos estão neste momento fazendo com o Irã.

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