COLUNISTAS
30 anos de experiências e conhecimentos 16/01/2026
Trinta anos se passaram desde que me envolvi numa das mais complexas jornadas jornalísticas: escrever para o jornal Folha do Nordeste, atendendo honroso convite do jornalista e amigo Aldoir Rodrigues Nepomuceno, uma história que começou em janeiro de 1996. O esforço foi grande, mas valeu a pena. Ao longo dessa parceria sempre tive liberdade de opinar e expressar sobre qualquer assunto sem sintonia de interferência ou desagrado.
Participar da Folha do Nordeste e através dela conversar com a comunidade é um privilégio para poucos. Atuando de forma simples, clara, objetiva e respeitando os pilares do jornalismo e da democracia, é assim que o colunista procura se identificar com os leitores, patrimônio maior do jornal.
Olhando pelo retrovisor do tempo me sinto feliz em registrar as mudanças ocorridas nessas três décadas, sobre cultura, economia, meio ambiente e política. Depois, escrever em um jornal bem-sucedido, responsável e de credibilidade junto à comunidade é uma grande satisfação.
Desde seu surgimento, no distante ano de 1991, vem imprimindo atuação voltada para uma informação imparcial à população e noticiando todos os acontecimentos que envolvem o tecido social da região, sem se afastar da ética e da preocupação com o trabalho sério e de qualidade.
Por outro lado, é um desafio estar aqui, em momento de moderna tecnologia e de elevado grau de exigência dos leitores, na busca de aperfeiçoamento do trabalho que semanalmente colocamos à sua disposição. Lembrando que iniciei esta passagem pela Folha em tempos de fax, passando pela chegada do Plano Real, do agro, revolução digital e tecnológica.
Enfim, 30 anos depois estamos aqui, num momento delicado do país, fator que aumenta a responsabilidade coletiva do jornalismo em informar e denunciar os acontecimentos.
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O ÊXODO VENEZUELANO - Para o Brasil, especialmente Roraima, é um fato muito sério. Segundo o governador daquele Estado, mais de 10 milhões foram gastos com cestas básicas em 2025, e outros programas sociais; a população projetada para 2030, já chegou; hoje, 12% da rede escolar é de venezuelanos, e mais de 1 milhão passaram por Roraima. É muita gente fugindo do tirano Maduro. E por falar em tirano, no Irã protestos contra o governo de Ali Khamanei deixaram 500 mortos e mais de 10 mil presos. O líder iraniano está no poder há 35 anos,e com tanta confusão o déspota pode cair; e na Nicarágua, Daniel Ortega bota as barbas de molho, ao começar a liberar presos políticos. Efeito Trump? Só o tempo dirá.
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O CLIMA - De hoje não é mais como antes, parece ter sofrido uma espécie de metamorfose, uma mudança brusca de comportamento. Nesse ritmo a previsão nas mídias causa preocupação, visto que todo dia é dia de vento, raios, pedras e outros fenômenos que causam prejuízos, inclusive psicológicos. Tá mudando mesmo, e o povo ainda não entendeu, é só observar o desleixo com o lixo. Com tanta porcaria jogada fora os aterros estão transbordando e os rios morrendo. Tire um tempo do seu tempo enquanto há tempo e pense nisso. No fim o abraço da semana, que vai para Washington K. Dalmolin. É gente que lê a Folha.


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