COLUNISTAS

09/01/2026

Calendário do futebol brasileiro segue sem lógica e penaliza quem mais precisa 
Mais um ano começa e, com ele, a sensação de que o calendário do futebol brasileiro continua sendo tratado como um problema menor - quando, na verdade, está na raiz de quase todos os outros. A bagunça está estabelecida novamente, agora agravada pela realização da Copa do Mundo, que comprime ainda mais datas, decisões e planejamento.
A dupla Gre-Nal é o exemplo mais visível desse descompasso. Sem sequer uma semana adequada de treinamentos, Grêmio e Internacional já entram em campo para a estreia no Gauchão. 
Não há pré-temporada consistente, não há espaço para ajustes, não há margem para erro. Tudo começa atropelado. E termina rápido. A final do campeonato estadual está prevista para o dia 8 de março. No melhor dos cenários, se o time chegar à decisão, terá algo em torno de três meses de competição.
Para clubes como Grêmio e Inter, isso representa um acúmulo absurdo de jogos ao longo do ano. Estaduais curtos, mas somados a Brasileirão e Copa do Brasil resultam em elencos estourados, lesões frequentes e rendimento instável. O discurso da reclamação aparece, como sempre. Mas o problema é mais profundo.
Agora, a pergunta que nunca é respondida: e os clubes do interior? Para eles, o estadual é praticamente o ano inteiro. Com sorte, três meses de calendário. Depois disso, o vazio. Nove meses sem competição, sem visibilidade, sem receita. O que se espera que esses clubes façam? Para mim, isso é uma piada de mau gosto - e já passou da hora de ser tratada como tal.
Há anos defendo uma mudança radical: clubes da série A do Campeonato Brasileiro não deveriam disputar competições estaduais. 
Pode parecer radical, mas é a única forma de fortalecer de verdade os campeonatos regionais, torná-los longos, atrativos e economicamente viáveis para quem realmente depende deles. Enquanto isso não acontece, seguimos nesse teatro anual.
 
O Brasil será Campeão do Mundo?
Se a tendência é fazer previsões cada vez mais realistas - e um pouco menos românticas - a pergunta surge naturalmente: o que será da próxima Copa do Mundo? Confesso que, ao menos lá em casa, a maior expectativa não está exatamente dentro de campo. O clima é outro. A ansiedade maior gira em torno do tradicional álbum de figurinhas, aquele ritual que atravessa gerações e que, curiosamente, parece manter viva uma magia que o futebol brasileiro já não consegue sustentar sozinho.
E isso diz muito sobre o momento da nossa seleção. O Brasil chega distante do status de grande favorito. 
Dentro desse cenário, surge novamente a figura de Neymar. A esperança - quase sempre depositada em um único nome - é de que ele consiga se recuperar plenamente e assumir o protagonismo da competição. É possível? Sim. Seria épico? Sem dúvida. 
O problema é a probabilidade. Hoje, apostar nesse desfecho parece algo ainda mais improvável do que acertar a Mega-Sena da Virada. 
A Copa do Mundo será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, em um formato completamente diferente do que estávamos acostumados. Três países sediando o torneio - Canadá, Estados Unidos e México - e um número inédito de 48 seleções participantes. 
 
Gauchão de Futsal poderá apresentar novidades para 2026
  Mesmo em período de recesso oficial da Liga Gaúcha de Futsal, o cenário está longe de ser de descanso completo. Clubes estão de férias dentro de quadra, mas fora dela o trabalho segue intenso, com reuniões informais, projeções de orçamento e muitos debates sobre o que vem pela frente na temporada de 2026. 
O que ainda gera muitas especulações - e opiniões divergentes - é o formato do Gauchão: quem joga, quantos clubes participam e qual será a fórmula de disputa. São temas recorrentes nas conversas de bastidores, nas reuniões entre dirigentes e, claro, nas redes sociais, onde o debate costuma ganhar tons ainda mais acalorados.
Hoje, a série A conta com 18 equipes, um número que há tempos gera questionamentos. Não está descartada a possibilidade de redução desse total para a próxima temporada. Caso haja alguma desistência, abre-se inclusive a chance de convites a clubes que ficaram fora da elite, como o Ibira Futsal. Ainda assim, uma eventual reposição não é unanimidade. Há dirigentes que defendem justamente o caminho oposto: menos clubes e uma fórmula mais equilibrada.
Dentro dessa lógica, uma das ideias que ganha força é a adoção de turno e returno na primeira fase.
Por enquanto, tudo segue no campo das projeções. Nenhuma definição oficial foi tomada, e isso só deve ocorrer após o calendário formal de reuniões da Liga Gaúcha de Futsal. Até lá, o que existe é mobilização, debate e expectativa. 
 
Lagoa Esporte Clube avança na montagem do elenco para 2026
Enquanto isso, em Lagoa Vermelha o trabalho segue em ritmo acelerado quando o assunto é planejamento. O Lagoa Esporte Clube já tem, até o momento, 11 anúncios de atletas oficializados pela diretoria. Ainda assim, o grupo não está fechado, e novos nomes devem ser confirmados nas próximas semanas.
A estratégia adotada mantém uma linha que vem sendo utilizada nos últimos anos: preservar uma base sólida e agregar peças pontuais para qualificar ainda mais o elenco. 
Entre as renovações, aparecem atletas que já se tornaram identificados com o projeto, como Luk, Ronaldo, Matheus, Kike, Samuka, Maninho, Dener e Yuri. 
Ao mesmo tempo, a direção também se movimenta no mercado em busca de novidades. Já foram confirmadas as chegadas de Guto, Douglas “Beiço” e Edi, atletas que passam a integrar o grupo com a missão de aumentar as opções e elevar o nível de competitividade interna. 
Um ponto que chama atenção neste momento é a situação de Xande. O atleta não renovou contrato e, até agora, o seu destino segue indefinido. Trata-se de um nome importante nas últimas temporadas, e sua ausência naturalmente gera reações por parte do torcedor. 

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