COLUNISTAS
A queda de Maduro 09/01/2026
Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, foi extraído do país em uma operação das forças armadas dos Estados Unidos. Encontra-se atualmente em Nova Iorque, sob custódia da justiça federal americana, devendo ser em breve julgado por crimes como narcotráfico internacional. A ação do presidente Donald Trump faz com que haja um ditador a menos no sistema internacional, mas a sua prisão não é o fim do dito “socialismo do século XXI” inaugurado por Hugo Chávez e continuado por Maduro.
Os Estados Unidos deveriam aproveitar a oportunidade e estabelecer uma política de mudança de regime na Venezuela, democratizando aquele país. Até agora, no entanto, os sinais são contraditórios porque o poder passou para a vice-presidente, que faz parte do grupo ideológico de Maduro. O fato de a cabeça da serpente ter sido cortada não significa que ela morreu. Ao que parece, o regime continua firme, sem que haja uma decisão definitiva do governo Trump sobre o que exatamente fazer com a Venezuela.
Obviamente que a imprensa brasileira, em sua maioria, associa a prisão de Maduro ao puro interesse dos Estados Unidos pelo petróleo venezuelano. Trata-se, vale destacar, do mesmo discurso das televisões estatais da Venezuela, e de sua elite militar que há décadas enriquece com os lucros da empresa estatal de petróleo.
Os venezuelanos merecem ser livres e viver sob um regime de democracia representativa e com uma economia de mercado. Não merecem viver sob uma ditadura populista, um regime com traços totalitários e que oprime seu próprio povo. Um regime autoritário que é, lamentavelmente, historicamente apoiado por Lula, pelo PT e pela esquerda brasileira. Maduro caiu, mas também é preciso que caia o terrível regime do “socialismo do século XXI”, que tanta desgraça produziu para o povo venezuelano.


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