COLUNISTAS

09/01/2026

FECHOU A RODOVIÁRIA
Daer fechou o Terminal Rodoviário de Lagoa Vermelha (Estação Rodoviária). O concessionário não vinha cumprindo com várias exigências (documentação etc.). Aliás, acabou até mesmo terceirizando o serviço. Município está ajudando (fazendo ponte) quanto aos interessados em assumir e também no que se refere ao local. Temos a informação de que há quatro interessados. Tudo vai ser encaminhado ao Daer para que possa definir de que forma o problema será solucionado. Foi o que informou o prefeito em exercício, Alessandro Muliterno. 
 
VOLTA POR CIMA
Clube Lagoense, que completou 76 anos no dia 7 de janeiro, passou por muitas dificuldades nos últimos anos. Uma série de dívidas. Pipocavam de todos os lados. O cenário era assustador.  Houve quem defendesse a venda de parte do patrimônio para saldar os compromissos. Entendia-se que as dívidas eram impagáveis. Foi quando o saudoso Valdir Sgarbossa assumiu a presidência. O desafio era gigantesco. Destemido, fincou o pé: “Não vamos vender nada do patrimônio”.  Com criatividade, descortinou algumas fontes de renda. Negocia daqui, negocia de lá, foi, pouco a pouco, arrumando a casa. E para isso, foi preciso muita engenharia para poder sair do buraco. Trabalho de formiguinha. Quieto, sem alarde. Outros presidentes lhe sucederam e mantiveram a linha de trabalho. Hoje o clube está com suas dívidas saneadas.
 
SÓ MAIS UMA
Falta só mais uma prestação que não chega a 5 mil reais para zerar todo o endividamento que existia do Clube Lagoense. Algo fantástico! Em fevereiro será paga a última parcela de um empréstimo bancário de 180 mil reais feito para pagar um único credor. Um financiamento de 5 anos que ultrapassou os 200 mil reais. Informação transmitida pelo secretário Valdir Scalabrin.
 
MUITAS MÃOS
Todos os que assumiram qualquer cargo na diretoria do Clube Lagoense, durante todo esse período terrível de endividamento, merecem o reconhecimento da comunidade. São abnegados que encararam o “monstro” de frente. E para isso, foi preciso muita coragem. E convenhamos, não é para qualquer um. A recuperação da entidade passou por muitas mãos. 
 
NOS BASTIDORES
Atual presidente do Clube Lagoense é Gilnei Dri de Lima. Foi reeleito. Uma pessoa que trabalhou muito nos bastidores em cima de várias questões. Fundamental sua participação. Um trabalho, praticamente, anônimo. 
 
INVESTIMENTOS
Outro ponto importante na recuperação do Clube Lagoense. Mesmo diante de um “caminhão” de dívidas para saldar, quando o céu começou a desanuviar passaram a ser feitos investimentos. Ora aqui, ora ali. Tudo com os pezinhos no chão.   
 
ALÉM DA EXPECTATIVA
Vice-prefeito Alessandro Muliterno assumiu como prefeito em exercício em razão de um breve período de férias do prefeito Eloir Morona. Em entrevista que realizamos com o mesmo, disse que o primeiro ano da Administração Municipal foi até mesmo além da expectativa. 
 
A QUE MARCOU
De todas as obras e conquistas, perguntamos qual havia sido a mais importante nesse primeiro ano da Administração Municipal. Alessandro Muliterno não pestanejou. Respondeu de bate-pronto.
- A instalação do serviço de hemodiálise, indiscutivelmente. Representa muito para Lagoa Vermelha e comunidade regional.
 
FINALIDADE ESPECÍFICA
Tão logo foi anunciada a “Rua Coberta”, surgiram comentários, especialmente através das redes sociais, que Lagoa Vermelha teria coisas mais importantes para priorizar. Com relação à Cancha Coberta do Parque de Rodeios já foi assim. Estado destinará 2 milhões e meio de reais. Alessandro Muliterno se manifestou.
-  A gente precisa, mais uma vez, e relembro a conquista da cobertura da Cancha do Parque de Rodeios, esclarecer que são valores destinados para o turismo. Não adianta eu chegar e dizer assim: “Ah, mas poderia ser investido na saúde, poderia ser investido em pavimentação”. Não pode, não é permitido. Esse é um valor que vem diretamente para o turismo. 
 
GRATA SURPRESA
Sim, vereadora Paula Castilhos surpreendeu positivamente na Câmara de Vereadores de Lagoa Vermelha. Mesmo sendo marinheira de primeira viagem, mostrou-se ativa, interessada, com iniciativas bem interessantes. Não se limitou a uma atuação no varejo com um “pedidozinho” aqui e ali. Tapar um buraco ou trocar uma lâmpada. Ou então, votos de congratulações ou pesar para A, B ou C. Paula se despiu daquele ranço de ser, pura e simplesmente, oposição. Só em recursos - emendas parlamentares - canalizou 1 milhão, 251 mil reais para o município. Recursos pagos, informou. 
 
OUTRAS AÇÕES
Paula aponta.
- Temos ações concretas que precisam ser citadas. Tanto em âmbito municipal quanto demandas do governo federal. Em nível federal, Lagoa Vermelha foi contemplada como unidade básica de saúde, com 50 casas habitacionais. Fomos contemplados com uma ambulância do SAMU. Fomos contemplados com uma escola de educação infantil para 80 crianças. Instituto Federal está muito bem encaminhado. Conquistas importantes para o município.
 
CRÍTICAS CONSTRUTIVAS
Paula é clara.
  - Desde o momento que me propus para a comunidade em representá-la dentro da Câmara, foi com o intuito de, independentemente de ser da situação ou oposição, contribuir de forma propositiva para a comunidade. Quando tivemos que criticar, fizemos críticas com propostas. Olha, dá para fazer diferente, dissemos. Críticas construtivas. Acredito que a crítica pela crítica, simplesmente por ser oposição, não agrega.
 
GARGALOS
Paula Castilhos comenta.
- Estou em Lagoa Vermelha há 13 anos. E há 13 anos, trabalhando dentro da administração. Passei por diversas administrações. E, justamente, por ter um pouco desse entendimento da administração pública, eu percebia isso.
Há falta de vereadores que realmente entendam de administração e vejam os gargalos que Lagoa Vermelha tem. Então, foi nesse sentido mesmo que eu me propus. Acho que a gente teve um ano bom.
 
LUGAR ESPECIAL
Luiz Fernando Guimarães, Oficial de Justiça da Vara do Trabalho, natural de São Paulo, fala de sua identificação com Lagoa Vermelha.  
- Estou há 18 anos em Lagoa Vermelha. Acho essa terra maravilhosa, a qualidade de vida que se pode levar aqui é ímpar. As pessoas que, às vezes, falam em sair daqui é porque não conhecem outras realidades. Eu morei em cidades grandes. Morei em São Paulo, em Campinas, em Ribeirão Preto. Morei em cidades pequenas em São Paulo.  Sou de uma cidade maior que Passo Fundo, que é Araraquara. Morei em muitos locais.
Digo que em Lagoa Vermelha, temos algo especial. E é por isso que a gente luta tanto pra manter isso, pra melhorar, porque a gente sabe que aqui é um local especial pra se viver. É especial para criar os filhos e para ter uma alta qualidade de vida. 
 
TAMBÉM GOSTOU
- A sua esposa é paulista ou é gaúcha? - perguntamos ao Luiz Fernando.
- Ela é paulista - respondeu 
- E ela gostou também de Lagoa Vermelha? 
- Demais, demais - disse Luiz Fernando.
Arrematou dizendo.
- Eu já brinco que me mudei pra cá, casei, trouxe a esposa, comprei a casa, só falta comprar o jazigo. Mas como eu não tenho muita pressa para partir desta aqui, o jazigo nós deixamos pra frente. 

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