COLUNISTAS

02/01/2026

Uma leitura do ano público e comunitário
O ano de 2025 exigiu mais do que o simples registro dos fatos. Ao longo das edições desta coluna, o olhar esteve voltado à interpretação dos movimentos administrativos, políticos e institucionais que ajudaram a compreender o tempo vivido pela região. Decisões, discursos e gestos públicos revelaram um período de transição, no qual limites foram expostos e escolhas passaram a ter peso ainda maior.
Mais do que personagens isolados, 2025 foi construído por ações coletivas, ainda que representadas por lideranças que, em diferentes momentos, simbolizaram esse processo.
 
Gestão pública: decisões difíceis, continuidade e responsabilidade
Os balanços administrativos apresentados por prefeitas como Marizete Rauta, em Capão Bonito do Sul, e Joelice Canali, em Caseiros, revelaram uma realidade comum aos municípios da região: governar significou administrar restrições sem abrir mão da responsabilidade institucional.
Em Lagoa Vermelha, o prefeito Eloir Morona passou a representar essa fase de continuidade administrativa aliada ao desafio de imprimir identidade própria à gestão, conciliando heranças, novas demandas e expectativas elevadas da população. O tom adotado ao longo do ano foi menos retórico e mais pragmático, refletindo um amadurecimento do discurso público regional.
 
Infraestrutura e planejamento: quando a técnica pesa mais que o discurso
A infraestrutura permaneceu como eixo central do debate público. A conclusão da ERS-461, frequentemente mencionada na coluna, tornou-se símbolo de um esforço que envolveu articulação municipal, regional e estadual, demonstrando que obras estruturantes exigem persistência política e técnica.
Em Lagoa Vermelha, as manifestações do secretário de Obras, Admilson Ferreira da Silva evidenciaram que pavimentações, drenagem e mobilidade urbana não se resolvem com soluções imediatistas. O planejamento passou a ser entendido como escolha política - muitas vezes silenciosa, mas determinante.
 
Ibiraiaras: gestão municipal e protagonismo regional
Durante 2025, Ibiraiaras figurou de forma consistente no contexto regional, com destaque para a atuação do prefeito Joel Cristianetti, citado na coluna em pautas relacionadas à gestão pública, desenvolvimento e fortalecimento institucional.
As iniciativas administrativas refletiram uma condução voltada ao equilíbrio entre planejamento, investimento público e diálogo regional. Ibiraiaras consolidou-se como um município que exerce papel estratégico, seja pela sua organização administrativa, seja pela capacidade de articular ações conjuntas com cidades vizinhas.
 
Saúde, educação e assistência social: onde a cobrança não cessa
A saúde pública seguiu como o setor mais sensível da gestão. Prefeitos e gestores reconheceram avanços, mas também limites do sistema, especialmente na média e alta complexidade. A cobrança direta da população tornou esse campo o principal termômetro da eficiência administrativa.
Na educação e na assistência social, ações contínuas de inclusão, reorganização de equipes e fortalecimento da rede básica mostraram que políticas públicas consistentes não geram manchetes imediatas, mas constroem resultados duradouros.
 
Economia regional e os reflexos do cenário estadual e nacional
O debate econômico ganhou densidade ao longo do ano, especialmente quando decisões externas passaram a impactar diretamente a indústria e o agronegócio regional. O chamado efeito cascata de medidas nacionais e internacionais mostrou que a economia local está cada vez menos isolada.
Nesse contexto, lideranças políticas e empresariais reforçaram a necessidade de representação ativa, planejamento e articulação para garantir competitividade e sustentabilidade ao desenvolvimento regional.
 
O setor moveleiro: tradição, desafios e reinvenção
Ao longo de 2025, o setor moveleiro voltou a ocupar espaço relevante no debate regional, não apenas como atividade econômica tradicional, mas como segmento que enfrenta desafios estruturais importantes. A redução no número de indústrias, a dificuldade de mão de obra qualificada e os custos de produção apareceram como entraves recorrentes.
Ao mesmo tempo, lideranças empresariais destacaram a capacidade de adaptação das empresas locais, seja por meio da inovação, da modernização de processos ou da busca por novos mercados. O setor permaneceu como símbolo de uma economia com identidade regional, mas em constante necessidade de reinvenção.
 
Mercado imobiliário e construção civil: crescimento com planejamento
O mercado imobiliário e a construção civil marcaram presença ao longo do ano, refletindo um cenário de crescimento moderado, porém constante. Novos empreendimentos residenciais e comerciais indicaram confiança no desenvolvimento urbano e na capacidade de expansão das cidades da região.
As análises apontaram, contudo, para a necessidade de planejamento urbano, infraestrutura adequada e políticas públicas que acompanhem esse crescimento, evitando gargalos futuros e promovendo qualidade de vida.
 
Ronaldo Santini e a representação regional no cenário estadual
Em 2025, a atuação do deputado estadual Ronaldo Santini apareceu na coluna como exemplo da importância da representação regional ativa junto ao governo do Estado. Em diferentes momentos, sua presença esteve associada à defesa de pautas ligadas à infraestrutura, ao desenvolvimento econômico e à articulação política em favor dos municípios do interior.
Santini simbolizou o papel do parlamentar que mantém vínculo com a base regional sem perder a capacidade de diálogo em nível estadual, reforçando a percepção de que a interlocução qualificada faz diferença concreta para os municípios.
 
Reforma tributária e o alerta dos municípios
A reforma tributária consolidou-se como uma das maiores preocupações do ano. Prefeitos e entidades municipalistas alertaram para os riscos de perda de arrecadação e para o impacto direto sobre municípios de menor porte.
O tema ganhou dimensão estadual a partir de manifestações do governador Eduardo Leite e do vice-governador Gabriel Souza, que reconheceram a complexidade da transição e a necessidade de ajustes para evitar o enfraquecimento das administrações locais.
 
Política, instituições e o desafio do equilíbrio
O ambiente político de 2025 foi marcado por reposicionamentos e discursos de renovação. Manifestações de lideranças como Felippe Junior Rieth evidenciaram a tentativa de reconstruir pontes em um cenário de polarização crescente.
Instituições como a OAB, o Legislativo municipal e entidades representativas reforçaram, ao longo do ano, a defesa do equilíbrio institucional, da democracia e do respeito às regras do jogo público.
 
O valor do serviço ao próximo e a dimensão humana
Em meio a debates técnicos e políticos, a coluna também destacou exemplos de dedicação humana. As homenagens à Irmã Italvina e ao médico Rodrigo Baggio simbolizaram a força do serviço silencioso e do compromisso comunitário.
Essas trajetórias lembraram que a vida pública só encontra sentido quando se traduz em cuidado, empatia e responsabilidade social.
 
Um ano de transição que projeta escolhas futuras
O conjunto das reflexões registradas ao longo de 2025 revela um ano de transição. Um período que expôs fragilidades, testou lideranças e amadureceu o debate público regional.
O futuro deixou de ser promessa abstrata. Passou a ser consequência direta das escolhas feitas agora - no município, no Estado e no país. 

Outras colunas deste Autor