COLUNISTAS
Deixe o celular no silencioso! 19/12/2025
Final de ano é sempre um momento de reflexão. Dentre elas, me deparei com um texto que resolvi compartilhá-lo, na íntegra.
Deixar o celular no modo silencioso, ou no "não pertube", algo cada vez mais comum entre pessoas que buscam mais qualidade de vida, pode dizer muito mais sobre a personalidade do que se imagina. Ou até revelar a intenção de fugir do excesso de ligações de telemarketing, mensagens sobre empréstimos duvidosos, falsos brindes e outras abordagens fraudulentas que se multiplicam diariamente.
Segundo a psicologia, esse simples ajuste nas configurações do aparelho está associado a benefícios emocionais, profissionais e até sociais, como apontam pesquisas recentes. O Purepeople explica melhor a relação desse botãozinho, que parece operar verdadeiros milagres em um mundo dominado por aplicativos e uma avalanche de notificações.
Uma pesquisa conduzida pela Universidade Kyung Hee, na Coreia do Sul, analisou como o uso consciente do celular pode contribuir para uma mente mais saudável no ambiente de trabalho. De acordo com os pesquisadores, um programa de treinamento de atenção plena via celular, conhecido como MMT, foi capaz de reduzir o estresse, diminuir o esgotamento emocional e melhorar o engajamento profissional entre trabalhadores de escritório, segundo dados divulgados pela própria universidade.
Após oito semanas de acompanhamento, os resultados foram claros: os participantes apresentaram menos estresse e maior capacidade de concentração. Alguns decidiram ir além e adotaram uma mudança simples, porém transformadora, no dia a dia: manter o celular sempre no silencioso, um hábito que, para muitos, virou um verdadeiro divisor de águas.
O que a psicologia diz sobre quem não suporta barulho no celular
Há pessoas que não toleram sons no celular. Tudo fica silenciado, e qualquer toque ou vibração causa incômodo imediato. Estudos em psicologia apontam que essa escolha revela traços importantes da personalidade. Segundo os pesquisadores, quem opta pelo silêncio costuma valorizar mais o próprio tempo e a saúde mental. Além disso, essas pessoas tendem a manter o aparelho fora do campo de visão, o que ajuda a recuperar a capacidade cognitiva e a preservar um ambiente mais tranquilo, especialmente no trabalho. Sem alertas sonoros, desaparece a pressão da resposta imediata. Isso demonstra respeito aos próprios limites, já que a pessoa decide quando e como será interrompida, em vez de permitir que um toque dite o ritmo do dia.
Menos ansiedade e mais controle emocional
Outro ponto destacado pela pesquisa é a redução da ansiedade. Manter o celular sem som protege o sistema nervoso do fluxo constante de notificações, permitindo que a frequência cardíaca e os níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, permaneçam mais baixos por períodos mais longos. Esse detalhe faz diferença especialmente para mulheres acima dos 40 anos, que já lidam com múltiplas demandas emocionais e profissionais.
Com o tempo, amigos e familiares aprendem a mandar mensagem antes e aguardar uma resposta. Esse comportamento reforça a autonomia de quem escolhe o silêncio. Nesse contexto, o celular silencioso deixa de ser visto como descaso e passa a representar uma forma de educação digital e respeito ao tempo pessoal.
O custo invisível das interrupções constantes
O estudo também chama atenção para um dado que surpreende: após uma interrupção, uma pessoa pode levar 23 minutos e 15 segundos para recuperar totalmente a concentração. Ao longo da semana, isso representa horas perdidas. É justamente esse custo invisível que quem mantém o celular no silencioso prefere evitar, segundo os pesquisadores.
Essa conclusão dialoga com outras pesquisas internacionais. “Nossos estudos mostram que a distração constante da atenção pode levar a mais estresse, pior humor e queda na produtividade”, escreveu Gloria Mark, professora de informática da Universidade da Califórnia, em Irvine, em análise citada por veículos internacionais.
No fim das contas, silenciar o celular não é apenas uma escolha prática. É um gesto de autocuidado, maturidade emocional e, como aponta a psicologia, um sinal claro de quem aprendeu a colocar limites em um mundo cada vez mais barulhento. História de Pedro Henrique Cabo - www.msn.com/pt-br/saude/medicina


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