COLUNISTAS
O nosso carteiro de todos os dias 12/12/2025
Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, carteiro é um funcionário postal encarregado de distribuir correspondências pelas cidades. Em tempos nem tão distantes, ele era muito esperado nas casas, pois era quem entregava cartas escritas a mão por namorados, amigos, e parentes distantes, forma única de matar saudades.
Esse profissional continua sedo importante em nossas vidas, embora a tecnologia tenha mudado a forma como nos comunicamos. O lado nostálgico de quando esperamos cartas da namorada, dos padrinhos e outras cositas, se perderam no tempo e foram substituídas pela Internet e o celular. Sobraram recordações no peito de gerações mais antigas.
O carteiro, esse abnegado profissional, que diariamente traz correspondências boas ou más, é encarregado de fazer com que tudo chegue o mais rápido possível ao destino, não importa como está o tempo, com frio ou calor, com chuva ou seca ele deve entregar a correspondência. Disposto e lépido, ele dá um colorido especial pelas ruas da cidade.
A figura do carteiro no Brasil surgiu em 1663, mas somente em 1835 veio a oficialização da profissão, com regular entrega de cartas e mercadorias nos domicílios. O primeiro carteiro da história do Brasil foi Paulo Bregaro, responsável por entregar a Dom Pedro I as correspondências da Imperatriz Leopoldina e José Bonifácio.
Lembrando que o carteiro era ansiosamente esperado para chorar de alegria ou de raiva, outras vezes, pelo sentimento de não poder estar junto aos nossos queridos. De qualquer forma estamos sempre esperando o nosso carteiro de todos os dias, uma profissão de extraordinária relevância, desempenhada com dignidade e bom humor.
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PAIXÃO NACIONAL - Dizem que o futebol é a maior paixão dos brasileiros. Muitos chegam a afirmar que o futebol vai além de um esporte no Brasil, é uma cultura, uma identidade, porque mexe com a emoção do povo. É uma inegável verdade, entretanto, o recém findado campeonato brasileiro deixou mostras evidentes de que já não se torce mais como antigamente, quando o objetivo era ser campeão. Vice não valia nada, mas agora evitar o rebaixamento para a segundona dá festa como a conquista de um título, assim como o 4º, 5º, 6º... lugar também gera motivo para grande ‘triunfo’. Diante dessas ‘conquistas’, devemos considerar que esses profissionais, muitos deles verdadeiros pernas-de-pau, bem pagos, bem alimentados, hospedados em hotéis 5 estrelas, com direito a badalação na mídia, ainda são saudados como verdadeiros heróis. E, não raras vezes, recebem verba extra apesar de tão medíocre conquista.
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VISITAS - Vejo pessoas visitando o “Lar dos Idosos” com frequência, o que é muito bom. Melhor, ainda, se acompanhados de crianças e jovens. É importante que eles se interessem pelos idosos, afinal um dia todos chegaremos lá, e tomara que tenhamos o aconchego e o carinho de alguém, pois a solidariedade não tem hora nem lugar, ela simplesmente existe. Assim é a vida, que só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente. No fim, depois de uma terça-feira de chuvas intensas, segue o abraço, que hoje vai para os colegas e amigos Maurício e Cassiano Castellano, com a promessa de uma boa conversa brevemente. É gente que lê a Folha.


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