COLUNISTAS
A prisão 28/11/2025
A prisão, em regime fechado, do ex-presidente Jair Bolsonaro, era completamente previsível. E realmente aconteceu. O ministro Alexandre de Moraes determinou, na terça-feira, o início do cumprimento da pena em uma cela da Polícia Federal no Distrito Federal. Agora ele se encontra em cárcere, sem qualquer direito a recurso judicial de revisão. E mais: Alexandre de Moraes declarou concluso todo o processo judicial. Talvez, como um ato de benevolência, se decida por uma prisão domiciliar de Bolsonaro.
Este é o ato final da perseguição. Bolsonaro foi reduzido à condição de presidiário, e alega ser vítima de uma grande injustiça. O grande objetivo de seus inimigos foi cumprido e ele está evidentemente fora da disputa presidencial de 2026. Mais que isso: não pode articular qualquer candidatura de direita porque certamente o ministro Moraes será muito rígido quanto a visitas ao ex-presidente. A prisão, ao que parece, não é o limite.
Bolsonaro está doente, e deve ficar ainda mais adoecido se não for colocado em prisão domiciliar. Ao perder a eleição de 2022, ele já entrou em uma espécie de depressão, e tem ainda a saúde sempre em perigo em razão do atentado à faca que sofreu na campanha eleitoral, vitimado por um militante da esquerda radical. Não precisa ser médico para saber que as perspectivas de saúde de Bolsonaro não são nada boas.
Infelizmente há uma realidade que precisa ser dita: ele corre o risco de morrer na prisão. E se isso acontecer, quem se responsabilizará?


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