COLUNISTAS
Os resultados do primeiro turno - 09/10/2026
Os resultados eleitorais de domingo deixaram claro que a população brasileira votou por mudança e contra os políticos esquerdistas e suas ideias populistas e que não conversam com a maior parte do eleitorado. A vantagem de Flávio Bolsonaro, já no primeiro turno, demonstra efetivamente nessa direção. A disputa presidencial, no entanto, ainda será decidida no segundo turno, daqui a poucas semanas.
A população também votou majoritariamente contra a atuação do STF, a hipertrofia de seus poderes e a atuação conjunta de alguns de seus ministros com o governo Lula, como se fizessem uma verdadeira dobradinha, com cada qual buscando a qualquer custo preservar suas posições de poder. Foi eleita uma maioria de senadores que agora se coloca favoravelmente ao impeachment de ministros do STF e que deve eleger o próximo presidente do Senado.
No saldo, na futura composição da Câmara dos Deputados e do Senado, haverá um espaço menor tanto da esquerda quanto do centro, e maior da direita. Para governar, o futuro presidente ainda precisará do chamado Centrão, mas em uma proporção menor. Os eleitores, ao que parece, deram um claro recado que políticas mais clientelistas e focadas unicamente na extração de recursos do orçamento via emendas devem ter menos importância.
E para o governo do estado, nosso governador sagrou-se vitorioso no primeiro turno. Trata-se de mais uma demonstração do desejo de mudança do eleitorado que, aliás, sequer as pesquisas registradas e publicadas conseguiram detectar.
O segundo turno da eleição presidencial ocorrerá no domingo, 25 de outubro. A expectativa é a de quem vencer o faça com uma margem pequena de votos. A depender do vitorioso, no entanto, há maior facilidade ou dificuldade para governar. Se Flávio vencer, terá maioria na Câmara e no Senado, assegurando a governabilidade. Se Lula se reeleger, terá que empreender um esforço enorme para conseguir maioria na Câmara e, no caso do Senado, é praticamente impossível que consiga formar uma base de apoio majoritária. E aí poderemos ter claramente um problema de governabilidade e paralisia decisória nos próximos anos.


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