COLUNISTAS
Vote Bem - 02/10/2026
Podemos entender a democracia como um enorme e gostoso bolo recheado de guloseimas, que nos dá a oportunidade de melhorarmos como cidadãos, de assegurarmos a liberdade de expressão, respeito às minorias e direito ao voto. Sobretudo, ela nos garante eleições livres, frequentes e idôneas. Analisando todo esse conjunto, podemos afirmar que a eleição é a cereja, é o toque final desse bolo.
Positivamente a eleição possibilita ao cidadão exercer a soberania popular através do voto secreto na escolha de governantes. É um direito sagrado que o eleitor tem em suas mãos desde que esse voto seja consciente, fator preponderante para que se alcance um resultado satisfatório no pleito.
Antes de votar, o eleitor deve procurar se informar a respeito da ideia e do projeto do candidato de sua preferência, ficar atento aos seus passos e isolar candidatos que compram votos ou oferecem alguma vantagem em troca de votos. E, fundamentalmente, não esquecer que a nação é nossa, é do povo. Em face disso, temos o dever de zelar pelo bem público, acompanhar e fiscalizar a atuação estatal.
Os orçamentos públicos são oriundos da atividade produtiva da sociedade, por isso mesmo devem ser empregados com lisura, efetividade e transparência, em nosso favor. Logo, fiscalizar é nosso dever. E nessa condição um dos meios de trilhar esse caminho é exatamente através do voto consciente. Somente assim podemos expressar o nosso sagrado direito de cidadania.
Para trilhar esse caminho do voto consciente mostre civismo, que é a atitude moral, o procedimento honesto do verdadeiro patriota em manter a ordem, concorrer para a disciplina e boa e saudável harmonia social. Muitas vezes votamos como quem torce, não como quem administra as consequências futuras das próprias decisões.
Lembre que a democracia somente amadurece quando o eleitor consegue separar paixão de responsabilidade. E isso exige entender que o voto não é apenas uma manifestação emocional, mas um instrumento concreto que molda leis, prioridades e ambiente econômico e institucional do país.
Vote bem, o voto é o maior instrumento que o eleitor tem em suas mãos. E lembre-se: todo poder emana do povo.
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É O FIM DA PICADA - Em uma eleição como essa que acontecerá domingo, guerreada, perigosa e sofrida, o eleitor tem que mostrar certo grau de entendimento no sentido de absorver tudo o que viu e ouviu, para, desapaixonadamente, praticar o sagrado exercício do voto. Parece difícil, mas não é. Basta usar o bom senso e um pouco de cultura. A cultura é escassa no Brasil. Veja, tenho a mania de conversar muito quando ando pelas ruas da cidade, faço muitas perguntas, especialmente para os jovens, se eles têm hábito de ler, ao menos o jornal. A resposta é negativa, infelizmente. Quando o indivíduo não lê, não se coloca a par de notícias, anda desligado daquilo que lhe interessa como cidadão, é o fim da picada.
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OS VELHOS DO BRASIL - Somam 17 milhões de pessoas que não estão obrigadas a votar. Desses a metade vota, segundo a pesquisa. Veja, somados os velhos que não votarem aos votos brancos e nulos, teremos milhões de votos desperdiçados por eleitores desanimados com os presidenciáveis e os políticos em geral. É o retrato de um país dominado pela corrupção e pela violência. Mas vamos adiante, porque o segredo desta vida é beleza e paciência... Se der certo, beleza. Se der errado paciência. E “la nave vá”. Vote bem.


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