COLUNISTAS

02/10/2026

Marizete Rauta destaca apoio a Gabriel Souza e comenta cenário eleitoral em Capão Bonito do Sul

A dois dias das Eleições 2026, a prefeita de Capão Bonito do Sul, Marizete Rauta (MDB), falou à Folha do Nordeste sobre o cenário eleitoral e a mobilização de seu partido nesta reta final de campanha. A entrevista foi concedida nesta quinta-feira, 1º de outubro, durante a sessão solene “Vereador por um Dia”, realizada pela Câmara Municipal.
Além de comandar o Executivo de Capão Bonito do Sul, Marizete integra a direção da Associação de Prefeitos e Vices do MDB-RS, na condição de vice-presidente. Na entrevista, manifestou apoio à candidatura do atual vice-governador Gabriel Souza (MDB) ao Governo do Rio Grande do Sul.
 
Reta final da campanha
 
Marizete afirmou que o MDB de Capão Bonito do Sul está mobilizado nesta fase decisiva e relacionou seu apoio a Gabriel Souza à atuação do vice-governador junto aos municípios. “Estamos na reta final, somando esforços e fazendo o chamamento para todos os militantes do MDB, não somente do município, mas de toda a nossa região”, declarou.
A prefeita destacou especialmente a participação do Governo do Estado em demandas de Capão Bonito do Sul e citou a RS-461 como uma das obras importantes para o município. Segundo ela, Gabriel manteve diálogo com a administração municipal durante as tratativas relacionadas à rodovia.
 
Cenário estadual
 
Questionada pela Folha do Nordeste sobre levantamentos eleitorais que colocam Gabriel Souza atrás dos dois primeiros colocados na disputa estadual e sobre movimentos de lideranças emedebistas em direção a outras candidaturas, Marizete disse respeitar as decisões individuais, mas reafirmou sua posição.
“Eu, particularmente, acredito muito no trabalho que o Gabriel proporcionou junto ao Eduardo Leite, junto à esfera do Estado e aos municípios, um governo extremamente municipalista, que ajudou muito os municípios do nosso Estado”, afirmou. Para a prefeita, cabe ao eleitor fazer sua avaliação nas urnas. “Vivemos num país democrático e temos que respeitar, sim, o significado da democracia”, acrescentou.
 
Candidatura de Idianesa Gregolon
 
Outro tema da entrevista foi a candidatura de Idianesa de Bispo Godinho Gregolon (MDB) a deputada estadual. Vereadora em Capão Bonito do Sul, Idianesa disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Marizete classificou a candidatura como um momento importante para o MDB local e ressaltou a participação feminina na política. “É uma vereadora atuante aqui no município e também uma mulher representando o MDB de Capão Bonito do Sul e indo em busca de uma vaga como deputada estadual”, declarou.
Ao ser questionada sobre outros candidatos aos cargos proporcionais que recebem apoio no município, a prefeita preferiu não citar nomes. 
Segundo ela, diferentes parlamentares e lideranças contribuíram, ao longo dos anos, com recursos e projetos para Capão Bonito do Sul e deverão ser avaliados pela própria comunidade.
Felippe Rieth
 
A entrevista também abordou a candidatura do exprefeito Felippe Rieth (PDT) a deputado federal. Rieth governou Capão Bonito do Sul por dois mandatos consecutivos, período em que Marizete participou da administração municipal.
Embora pertençam a partidos diferentes, Marizete fez uma avaliação positiva da trajetória administrativa do exprefeito e desejou sucesso ao candidato.
“A gente sabe da visão e do trabalho que o Felippe fez à frente de Capão Bonito do Sul. Estive com ele como vice-prefeita e como secretária de Educação”, lembrou.
Marizete acrescentou acreditar que, caso eleito, Rieth poderá representar Capão Bonito do Sul e a região na Câmara dos Deputados.
Mensagem aos eleitores
 
Ao final, a prefeita voltou a defender a candidatura de Gabriel Souza e pediu aos eleitores que avaliem o trabalho realizado pelo Governo do Estado nos municípios. Ao mesmo tempo, ressaltou o respeito à liberdade de escolha do eleitor.
“Que domingo a gente saiba retribuir, sim. Claro, respeitando a vontade de cada um, da população, neste momento importante de democracia, não somente para o nosso Estado, mas também para o nosso país”, concluiu Marizete Rauta.
Chegando a hora da decisão
 
Faltam poucas horas para o eleitorado brasileiro comparecer às urnas para importante decisões que culminarão com a eleição do futuro presidente da República, governadores de Estados e composição dos colegiados das Assembleias Legislativas e das duas casas do Congresso Nacional
A eleição presidencial no Brasil em 2026 será realizada, neste domingo,  em 4 de outubro para eleger o Presidente e o Vice-presidente da República, e faz parte das eleições gerais desse ano no país. Conforme as regras eleitorais vigentes, caso nenhum candidato obtenha maioria dos votos válidos no primeiro turno, será realizado um segundo turno no domingo dia 25 de outubro. O Presidente e o Vice-presidente eleitos serão empossados em 5 de janeiro de 2027, para um mandato de quatro anos.[a]
Treze candidaturas estão em disputa neste pleito: o atual incumbente, ex-metalúrgico e ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) pela Federação Brasil da Esperança (FE Brasil); o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, empresário e advogado Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL); o ex-governador de Goiás, professor e médico Ronaldo Caiado, do Partido Social Democrático (PSD); o ex-governador de Minas Gerais, o administrador e empresário Romeu Zema, do Partido Novo (NOVO); o ativista político, empresário e músico Renan Santos, do Partido Missão; o psiquiatra e escritor Augusto Cury, do Avante; o economista e professor Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB); o professor e músico Hertz Dias do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU); a ativista política e cirurgiã-dentista Samara Martins do Unidade Popular (UP); o jornalista Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO); o veterinário e empresário Wilson Grassi do Democrata; e a advogada Clariana Barão pelo Democracia Cristã (DC). 
 
Evolução tecnológica e
investimentos asseguram 
eleições rápidas e transparentes
 
Quando os primeiros terminais eletrônicos foram utilizados, em 1996, alcançando cerca de 30% do eleitorado nacional da época, a informatização da eleição tinha como um dos principais objetivos eliminar fraudes associadas ao voto em papel, como o preenchimento mal-intencionado de cédulas e a manipulação nas mesas de apuração.  
Desde então, a urna eletrônica passou por sucessivas transformações. A nove dias do 1º turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, o equipamento reúne recursos de hardware e software desenvolvidos e aperfeiçoados ao longo de três décadas, além de mecanismos de segurança e de auditoria que permitem acompanhar e verificar diferentes etapas do processo de votação. 
A trajetória dessa transformação está detalhada no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disponibiliza à sociedade uma página dedicada à história e ao funcionamento técnico da urna eletrônica. O equipamento passou por mudanças a cada geração, com atualizações de componentes e programas para acompanhar as necessidades do processo eleitoral. Essa trajetória teve como uma de suas bases a informatização do cadastro eleitoral, iniciada na década de 1980.  
 
Para debater
 
Quais seus critérios para a definição de seu voto para presidente da República?

Outras colunas deste Autor