COLUNISTAS
Festejos Farroupilha - 18/09/2026
O vigésimo sexto ano do século XXI está passando rápido, muito rápido, afirmamos todos. Janeiro foi ontem e já estamos quase em 2027. Será verdade? Há controvérsia, afinal, não é o tempo que se consome velozmente, até porque ele continua igual desde a criação do universo. Somos nós, com nossas atribuladas tarefas cotidianas, impostas pelo mundo moderno e consumista, que absorvem nossos espaços. Já disseram que vivemos mais tempo fisicamente do que no passado, mas a percepção desse tempo é muito mais rápida.
Os meses correm, os anos voam. É assim que chegamos em setembro, mês que marca o início da mais festejada estação do ano, que, por tradição, deixa todos com ânimo renovado. Para a gauchada nem se fala, pois se trata de data muito especial envolvendo as comemorações da Semana Farroupilha, onde está inserido o dia 20, Dia do Gaúcho.
É feriado no Estado, exatamente para homenagear o “gaúcho”, que no dizer de Jarbas Lima, é uma raça de bravos e livres, nascidos no Rio Grande do Sul e os aquerenciados aqui, que fizeram deste Estado o centro de suas feições. Todos têm a consciência profunda do que significa, significou e deverá sempre significar este nome étnico, pampeano, revolucionário, libertário e libertador.
O tempo vem demonstrando que estas abençoadas palavras teimam em sobreviver, como vem acontecendo nos últimos dias, e que culminará domingo, Dia do Gaúcho. Fica fácil concluir que a cada ano aumenta o espírito de conservação da tradição e dos temas ligados à cultura gaúcha e à Revolução Farroupilha.
Em todos os cantos do Rio Grande e fora dele, persistem fortes manifestações alusivas à data, com desfiles, alegorias, tertúlias, cavalgas e fandangos. E o mais importante nessa trajetória é o efetivo engajamento de jovens e mulheres no movimento, numa extraordinária manifestação de união e amor ao torrão gaúcho. É essa união em torno da tradição e dos ideais farroupilhas que faz com que sejamos seus dignos herdeiros.
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ACONTECEU - Certa amiga que não é muito chegada aos hábitos gauchescos (não é contra, apenas não morre de amores) se apresentava inconformada durante a semana, quando dizia que a Semana Farroupilha atrai o movimento dos gaúchos, contrastando com a apatia da Semana da Pátria. Ponto de vista que não é bem assim, amamos nossa Pátria e demonstramos esse amor. Acontece que o gaúcho tem hábitos e costumes centenários, calcados numa história que se mantém presente. É a nossa cultura que é assim, totalmente divorciada do resto do país. Mesmo os cidadãos em centros urbanos e populosos gostam de curtir essa demonstração de amor ao Rio Grande do Sul, pois trata-se de um elo muito forte, sem imposição, uma grande mobilização que se confunde com patriotismo.
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BRASIL - Esse meu Brasil trigueiro, terra de Nosso Senhor, o que estão fazendo com você gigante? O que se viu terça-feira no Supremo foi um espetáculo degradante, que deixou a mais alta corte de justiça do país desmoralizada internacionalmente. Não bastasse essa vergonha, vivemos em momento de farra política, de corrupção, de violência em sentido lato e de desconformo social. Isso tem que ter um fim, e a única saída está nas mãos dos brasileiros. Quem sabe! No fim um abraço para Rafaela, da elegante “Boutique Raffa Fashion”. É gente que lê a Folha.


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