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Origem das festas juninas - 26/06/2026

Para conhecer a origem da Festa Junina, precisamos voltar à França do século XII. Naquela época, a passagem da primavera para o verão - conhecida como solstício - era celebrada com festividades destinadas a afastar os maus espíritos e garantir uma colheita abundante. A fogueira, símbolo marcante da festa, já fazia parte desses rituais.
Inicialmente, as celebrações eram consideradas pagãs. Com a expansão do Cristianismo pela Europa, esses festivais foram incorporados ao calendário católico, passando a homenagear Santo Antônio, São João Batista e São Pedro.
Os padres jesuítas trouxeram a tradição para o Brasil durante o período colonial. Conhecida inicialmente como "Festa Joanina", em homenagem a São João, a celebração passou, com o tempo, a ser chamada de Festa Junina, em referência ao mês de junho.
A mistura das tradições europeias com costumes indígenas e africanos transformou a festividade em uma das mais autênticas expressões da cultura brasileira.
 
O SUCESSO DAS FESTAS NO NORDESTE
Foi no Nordeste que a Festa Junina encontrou sua maior expressão popular. Atualmente, as maiores celebrações do país acontecem em Campina Grande (PB) e Caruaru (PE), atraindo milhões de visitantes e movimentando significativamente a economia regional.
Além do aspecto religioso, a festa representa agradecimento pelas chuvas e pelas boas colheitas.
 
SANTO ANTÔNIO: O SANTO CASAMENTEIRO
Santo Antônio é celebrado em 13 de junho e ganhou fama como santo casamenteiro devido a diversas histórias populares.
Uma das mais conhecidas relata que uma jovem sem condições de pagar o dote necessário para se casar teria pedido ajuda ao santo. Segundo a tradição, moedas de ouro surgiram milagrosamente, permitindo a realização do casamento.
Desde então, Santo Antônio tornou-se símbolo de esperança para aqueles que buscam encontrar um companheiro ou companheira.
 
SÃO JOÃO BATISTA E O "SANTO FESTEIRO"
O Dia de São João é comemorado em 24 de junho e celebra o nascimento de João Batista, o profeta que anunciou a chegada de Jesus Cristo.
Filho de Zacarias e Santa Isabel, João nasceu em Aim Karim, próximo a Jerusalém. Sua história é cercada por acontecimentos considerados milagrosos, já que sua mãe era idosa e considerada estéril.
São João é conhecido como o "Santo Festeiro" e sua data é a mais popular entre as comemorações juninas.
 
A ORIGEM DA FOGUEIRA DE SÃO JOÃO
Segundo a tradição cristã, Santa Isabel teria combinado com Maria que acenderia uma grande fogueira quando seu filho João nascesse.
Dessa forma, Maria poderia ver de longe o sinal anunciando o nascimento da criança.
Por esse motivo, a fogueira tornou-se o principal símbolo das festas de São João.
 
SÃO PEDRO E SÃO PAULO
Celebrado em 29 de junho, o Dia de São Pedro e São Paulo recorda dois dos principais líderes do Cristianismo. Uma das hipóteses para a escolha da data é que ambos teriam sido martirizados durante as perseguições promovidas pelo imperador romano Nero, por volta do ano 64 d.C.
Outra teoria aponta que a Igreja substituiu uma antiga celebração pagã dedicada aos irmãos Rômulo e Remo por uma festividade cristã em homenagem aos dois apóstolos.
No Brasil, porém, a tradição popular destaca principalmente São Pedro, considerado o guardião das chaves do céu e protetor dos pescadores.
 
OS DIFERENTES FORMATOS DAS FOGUEIRAS
Pouca gente sabe, mas cada santo junino possui um formato tradicional de fogueira:
Santo Antônio (13 de junho):
• Base quadrada, conhecida popularmente como "chiqueirinho". 
São João (24 de junho):
• Base redonda, formando um desenho cônico quando acesa. 
São Pedro (29 de junho):
• Base triangular. 
Essas diferenças fazem parte das tradições preservadas ao longo dos séculos e reforçam o simbolismo de cada celebração.
 
UMA TRADIÇÃO QUE ATRAVESSA GERAÇÕES
Mais do que uma festa religiosa, a Festa Junina tornou-se um patrimônio cultural brasileiro. Entre quadrilhas, comidas típicas, fogueiras e manifestações de fé, ela preserva costumes trazidos da Europa e reinventados pelo povo brasileiro, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações. Fonte: pesquisas em sites de cultura popular, tradição oral brasileira e obra "São João na Tradição", de Paixão Côrtes.

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