COLUNISTAS
26/07/2026
VEM COISA BOA POR AÍ
Estou encerrando a coluna, recebo, via WhatsApp, informação da vereadora Paula Castilhos de que três conquistas importantes estão chegando à Lagoa Vermelha.
a) 1 milhão de reais para a saúde do município. Recursos para investimentos chegam para ampliar a estrutura e qualificar ainda mais o atendimento à população.
b) Unidade Avançada do Samu garantindo mais agilidade e segurança nos atendimentos de urgência e emergência.
c) 1 novo micro-ônibus para a secretaria da Saúde para transporte de pacientes, oferecendo mais conforto, acessibilidade e dignidade para quem precisa se deslocar para consultas e tratamentos.
SAMU AVANÇADA
Para que as pessoas possam entender do que se trata Unidade Avançada do SAMU
- A Unidade de Suporte Avançado (USA) do SAMU é uma Unidade de Terapia Intensiva - (UTI) móvel - destinada a emergências de altíssimo risco e pacientes em estado crítico. Equipada com tecnologia de ponta, a unidade atua para salvar vidas antes mesmo da chegada ao hospital.
Diferenciais da USA: equipe especializada composta por um médico, um enfermeiro e um condutor socorrista.
Estrutura Avançada: possui respiradores mecânicos, monitores cardíacos, desfibriladores e medicamentos pesados que exigem prescrição médica imediata.
Procedimentos realizados: permite intubação, acesso venoso central, drenagem torácica e cardioversão no local do atendimento.
A USA é enviada pela Central de Regulação Médica em situações onde o tempo-resposta é crucial para evitar óbito ou sequelas graves, tais como:
Paradas cardiorrespiratórias,
Acidentes graves (traumas, politraumatismos),
Acidente Vascular Cerebral (AVC) em estágio agudo
Insuficiência respiratória grave
Infarto agudo do miocárdio.
MOTIVO PARA COMEMORAR
Secretário Municipal da Educação, Cultura e Desporto, Carlos Henrique Bombassaro Júnior, e Daiane Foscarini, assessora pedagógica e coordenadora do Programa Alfabetiza Tchê, transmitiram uma boa notícia ao transcurso da semana. Diz respeito ao novo índice alcançado pelo município de Lagoa Vermelha no Programa Alfabetiza Tchê que acusou crescimento em relação aos anos anteriores. Motivo para comemoração.
CRESCENTE
Secretário Carlos Bombassaro Júnior relata.
- Já vínhamos numa crescente. São provas de entrada que a gente faz com os alunos. São testes que são feitos através de plataformas. Nosso índice melhorou significativamente. Fomos para 6.1. Tínhamos 5 em 2025. Equivale a quase 75% de nossas crianças de segundo ano que conseguem ler. Quase que dobramos desde 2022 quando houve adesão ao programa para iniciar em 2023. Fiquei muito feliz quando recebemos a notícia. Pra mim foi muito gratificante enquanto secretário da Educação.
MAIS UM ÔNIBUS
Município de Lagoa Vermelha adquiriu mais um ônibus para a frota do transporte escolar. Segundo o secretário da Educação, Carlos Henrique Bombassaro Júnior, trata-se de um ônibus dos mais modernos. Investimento de aproximadamente meio milhão de reais.
FUMACINHA BRANCA
Foi estabelecido um acordo entre o Sindilojas e o Sindicomerciários de Lagoa Vermelha na questão do dissídio da categoria. Saiu a fumacinha branca. O reajuste ficou 5,35%. “Um ganho real de quase 2%”, frisou Jaciele Klaus, presidente do Sindicomerciários. Piso ficou R$ 1.977,55. Em cima disso, vem triênio, quinquênio, quebra de caixa etc.
PROBLEMA DA FILANTROPIA
- Ainda está tomando o pé da situação, mas muita coisa já chegou às suas mãos - colocamos, em entrevista, ao futuro diretor do Hospital São Paulo de Lagoa Vermelha, Sergio Antônio Lunardi.
- Hoje o que a gente tem que entender é que a situação de todos os hospitais filantrópicos - e o hospital de Lagoa Vermelha é um hospital filantrópico, que atende, basicamente, SUS - é difícil. E pelo que percebi aqui, pelas poucas informações que tenho ainda, o atendimento pelo SUS e de 90% - disse.
- E o SUS paga muito mal - emendamos.
- Exato. Então, a maioria dos hospitais filantrópicos tem uma dificuldade financeira bastante grande, de recursos financeiros, e eles todos trabalham nessa dificuldade. Quando assumi o hospital de Marau, nós também tínhamos uma situação muito parecida com o hospital daqui - pontuou Sergio Antônio Lunardi.
DÉFICIT FINANCEIRO
- Havia déficit financeiro no Hospital de Marau? - perguntamos.
- Havia um déficit financeiro muito grande, havia um problema muito grande com falta de profissionais, com falta de especialidades, com falta de diagnóstico. É a realidade, mais ou menos parecida, com a de todos os hospitais filantrópicos que a gente conhece. Então, não é muito diferente do que acontece aqui. Quando você pega uma realidade de uma linha de hospitais, que é a linha do hospital filantrópico, eles são todos muito parecidos. A gente, mais ou menos, trabalhou nessa linha no hospital de Marau, e, graças a Deus, conseguimos recuperar ele financeiramente. Conseguimos fazer uma reestruturação financeira, uma organização, e, a partir dali, então, começar a colocar as coisas em dia. Quando você organiza financeiramente, você começa a fazer um planejamento a longo prazo.
PÉS NO CHÃO
Assim se mostra Sergio Lunardi. Quer se despir da condição de salvador da pátria.
- Eu não quero trazer falsas expectativas. É importante saber que a gente está numa situação no hospital, pelo que percebo, parecida com o que tínhamos em Marau. Tem todo um trabalho a ser feito. Não é um trabalho de curto prazo, é um trabalho que vai demandar bastante trabalho. A gente vai fazer uma reorganização financeira, adequar os custos e fazer um projeto todo para que o hospital possa se viabilizar economicamente e estruturalmente na comunidade.
REALIDADES DISTINTAS
- Quanto tempo o senhor levou para colocar o hospital de Marau nos trilhos? - questionamos.
- Olha, eu sempre costumo falar o seguinte: não gosto de usar modelos e trazer modelos para não criar falsas expectativas.
- Até porque são realidades distintas - interviemos.
- Exatamente, são realidades distintas e eu sempre costumo colocar da seguinte forma: são realidades distintas, são comunidades distintas, são culturas distintas. Você vai pegar, por exemplo, a cultura de uma cidade que é totalmente diferente da cultura de outra cidade. Então, a gente não pode fazer comparações. Lá a gente conseguiu em 4/5 anos dar uma recuperada boa - informou Sergio Lunardi.
AGLUTINAR
Futuro diretor do Hospital São Paulo preconiza
- O principal que a gente precisa, agora no início, é o envolvimento da comunidade. Temos que aproximar a comunidade junto à gestão do hospital. Temos que convergir, não divergir. Temos que convergir em torno do hospital, fazer um trabalho junto. É importantíssimo que se consiga aglutinar a comunidade, trazer a comunidade para junto do hospital.
FÓRMULA MÁGICA
Sergio Lunardi mostrou-se racional em suas ponderações.
- Às vezes, as pessoas criam expectativas. Está vindo um gestor novo para o hospital. Vai resolver o problema. Não é o Sérgio que vai resolver o problema, porque não existe uma fórmula mágica. Existe você fazer um trabalho sério de gestão, um trabalho sério de transparência e você trazer a comunidade junto. Assim, vamos resolver juntos, porque o importante disso tudo é que nós não estamos falando de uma empresa particular, nós estamos falando de um hospital filantrópico que presta serviço para o usuário, principalmente do Sistema Único de Saúde, que tem dificuldade para acesso. E nós precisamos ter um olhar voltado para essas pessoas.


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