Sem acordo, Hospital São Paulo caminha para o fechamento


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Aldoir Nepomuceno 14/04/2017

Na reunião de sexta-feira passada, 7, entre prefeitos e direção da Fundação Araucária, não houve avanço significativo nas negociações para aumento de valores de repasses dos municípios para o Hospital São Paulo de Lagoa Vermelha. Lagoa Vermelha manteve sua proposta de aumentar de R$ 215 mil para R$ 252 mil; Ibiraiaras se dispôs a elevar o valor em R$ 9 mil passando de R$ 16 mil para R$ 25 mil. Caseiros e Capão Bonito do Sul não formularam contra propostas. Esses números são definitivos. Caseiros, cujo convênio vence esta semana, deverá prorrogá-lo por 45 dias. O aditamento do convênio com Lagoa Vermelha prorrogou sua vigência por 60 dias a partir de 01 de abril. Até hoje, 13, não estavam previstas novas reuniões entre prefeitos e Fundação Araucária, não existindo, no momento, qualquer perspectiva de entendimento entre as partes. Enquanto isso a direção do Hospital São Paulo segue emitindo avisos prévios de demissão de seus funcionários, todos com prazos de vencimento em 31 de maio. Naquela data, se não for encontrada solução para o déficit mensal, os funcionários serão dispensados e o hospital encerrará suas atividades. Embora o convênio celebrado entre Fundação Araucária e o Estado do Rio Grande do Sul tenha validade até 30 de setembro, nada impede que a instituição interrompa o convênio antes daquela data e encerre suas atividades em 31 de maio. Eventual descumprimento de cláusulas nele previstas suas consequências serão discutidas em âmbito judicial, esclareceu o diretor Valdir Gelain. “Outros hospitais já fizeram isso”, disse. Embora muitos considerem ser apenas um jogo de pressão da Fundação Araucária com o fim de alcançar aumento de receitas, a instituição tem assegurado que, se não houver maior aporte financeiro, a continuidade das atividades do hospital estará inviabilizada. Fato curioso acontece no HSP. Sempre houve intenso fluxo de pessoas na urgência e emergência. A grande procura causa, muitas vezes, demora no atendimento, gerando reclamações. No entanto, nos últimos dias, a busca por atendimentos diminuiu consideravelmente. “A urgência e emergência está vazia”, afirmou Valdir Gelain mostrando-se surpreso e sem explicações para o fato. A situação do Hospital São Paulo de Lagoa Vermelha foi avaliada hoje,13, em reunião do prefeito Gustavo Bonotto e do vice Clóvis Neckel, com Marco Aurélio Ferreira, chefe de gabinete da senadora Ana Amélia, vereadora Ruth Bussolotto, e diretores do Hospital Bom Pastor de Ijui e do HSP.

Na reunião de sexta-feira passada, 7, entre prefeitos e direção da Fundação Araucária, não houve avanço significativo nas negociações para aumento de valores de repasses dos municípios para o Hospital São Paulo de Lagoa Vermelha. Lagoa Vermelha manteve sua proposta de aumentar de R$ 215 mil para R$ 252 mil; Ibiraiaras se dispôs a elevar o valor em R$ 9 mil passando de R$ 16 mil para R$ 25 mil. Caseiros e Capão Bonito do Sul não formularam contra propostas. Esses números são definitivos. Caseiros, cujo convênio vence esta semana, deverá prorrogá-lo por 45 dias. O aditamento do convênio com Lagoa Vermelha prorrogou sua vigência por 60 dias a partir de 01 de abril. Até hoje, 13, não estavam previstas novas reuniões entre prefeitos e Fundação Araucária, não existindo, no momento, qualquer perspectiva de entendimento entre as partes. Enquanto isso a direção do Hospital São Paulo segue emitindo avisos prévios de demissão de seus funcionários, todos com prazos de vencimento em 31 de maio. Naquela data, se não for encontrada solução para o déficit mensal, os funcionários serão dispensados e o hospital encerrará suas atividades. Embora o convênio celebrado entre Fundação Araucária e o Estado do Rio Grande do Sul tenha validade até 30 de setembro, nada impede que a instituição interrompa o convênio antes daquela data e encerre suas atividades em 31 de maio. Eventual descumprimento de cláusulas nele previstas suas consequências serão discutidas em âmbito judicial, esclareceu o diretor Valdir Gelain. “Outros hospitais já fizeram isso”, disse. Embora muitos considerem ser apenas um jogo de pressão da Fundação Araucária com o fim de alcançar aumento de receitas, a instituição tem assegurado que, se não houver maior aporte financeiro, a continuidade das atividades do hospital estará inviabilizada. Fato curioso acontece no HSP. Sempre houve intenso fluxo de pessoas na urgência e emergência. A grande procura causa, muitas vezes, demora no atendimento, gerando reclamações. No entanto, nos últimos dias, a busca por atendimentos diminuiu consideravelmente. “A urgência e emergência está vazia”, afirmou Valdir Gelain mostrando-se surpreso e sem explicações para o fato. A situação do Hospital São Paulo de Lagoa Vermelha foi avaliada hoje,13, em reunião do prefeito Gustavo Bonotto e do vice Clóvis Neckel, com Marco Aurélio Ferreira, chefe de gabinete da senadora Ana Amélia, vereadora Ruth Bussolotto, e diretores do Hospital Bom Pastor de Ijui e do HSP.

Fonte: Folha do Nordeste

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