Santini revela entraves na hemodiálise e cobra prestação de contas de recurso de R$ 1,8 milhão


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Foto: Divulgação 06/10/2026 Em entrevista ao jornalista Ademar Fagundes, deputado afirmou que falta de comprovação da execução da primeira etapa impediu avanço para aquisição dos equipamentos e credenciamento do serviço em Lagoa Vermelha

O deputado estadual Ronaldo Santini (Podemos) fez declarações contundentes sobre a implantação do serviço de hemodiálise em Lagoa Vermelha. Em entrevista concedida ao jornalista Ademar Fagundes, do jornal Folha do Nordeste, durante programa na Rádio Lagoa FM, o parlamentar afirmou que a ausência de comprovação da execução dos recursos destinados à construção da unidade impediu o avanço das etapas seguintes do projeto.

Santini reafirmou que considera a implantação da hemodiálise uma prioridade e garantiu que continuará trabalhando para que o serviço entre efetivamente em funcionamento.

“Eu não vou abrir mão desta condição, eu não vou abrir mão desse processo. Eu vou lutar até o último instante, até o último minuto”, declarou.

 

Mais de R$ 1,8 milhão para a estrutura física

Questionado por Ademar Fagundes sobre o valor destinado pelo Estado para a obra física da unidade, Santini informou que o investimento supera R$ 1,8 milhão, aproximando-se de R$ 2 milhões.

O valor de R$ 1,8 milhão destinado pelo Governo do Estado à construção da unidade havia sido anunciado oficialmente quando da assinatura do convênio com o Hospital São Paulo.

Segundo Santini, a liberação de novos recursos para aquisição das cadeiras e demais equipamentos necessários à hemodiálise não avançou porque ainda seria necessária a comprovação da correta execução financeira da primeira etapa.

O deputado fez questão de diferenciar a atual gestão do Hospital São Paulo da administração anterior.

“Não estou falando dos novos gestores agora, os que chegaram agora. Estou falando dos anteriores, que saíram”, ressaltou.

De acordo com o parlamentar, assim que houver a comprovação da execução dos recursos utilizados na construção, será possível avançar para a aquisição dos equipamentos e, posteriormente, para o credenciamento do serviço.

 

Santini relata retirada e posterior retorno de recursos à conta

Um dos pontos de maior repercussão da entrevista ocorreu quando Santini relatou uma movimentação financeira que, segundo ele, teria sido identificada no final do ano passado.

Conforme afirmou, os recursos destinados à obra teriam sido retirados da conta específica. Após o assunto ser levado ao conhecimento de instituições e órgãos públicos, segundo seu relato, o dinheiro teria retornado à conta.

Santini disse que foram mantidos contatos com entidades e órgãos como Ministério Público, Polícia Federal e Tribunal de Justiça diante da situação identificada.

O deputado argumentou que recursos públicos vinculados a um convênio devem ser utilizados exclusivamente para o pagamento das despesas correspondentes à finalidade prevista.

As declarações representam a versão apresentada por Santini durante a entrevista e envolvem fatos que, segundo o próprio parlamentar, foram levados ao conhecimento de órgãos competentes.

 

Falta de comprovação teria bloqueado etapas seguintes

Santini explicou ainda como, segundo ele, estava estruturado o convênio para implantação da hemodiálise.

O processo previa inicialmente a construção da estrutura física. Depois da comprovação da execução dessa etapa, haveria o avanço para aquisição dos equipamentos e, posteriormente, o credenciamento do serviço.

Segundo o deputado, como não teria ocorrido a comprovação necessária da primeira fase, as etapas seguintes ficaram automaticamente impedidas de avançar.

“Quando não houve a comprovação da execução da primeira fase, tranca automaticamente as outras duas. E foi isso que aconteceu”, afirmou.

 

Deputado fala em “revolta” e “mágoa”

Ao ser questionado sobre sua reação diante dos problemas encontrados, Santini afirmou que a situação provocou mais do que desapontamento.

“Foi um sentimento de revolta, de mágoa”, declarou.

O parlamentar relacionou sua manifestação principalmente à situação enfrentada pelos pacientes renais crônicos de Lagoa Vermelha e região, que precisam se deslocar regularmente para outros municípios, especialmente Passo Fundo, para realizar o tratamento.

Santini afirmou que há pacientes que fazem o deslocamento várias vezes por semana e destacou o impacto físico e emocional dessa rotina para pacientes e familiares.

 

Suposta orientação para atrasar obra também é citada

Outro trecho forte da entrevista ocorreu quando Santini afirmou ter tomado conhecimento de um depoimento segundo o qual teria existido orientação, dentro do hospital, para atrasar a execução da obra por razões relacionadas ao período eleitoral.

O deputado ressaltou que não teria presenciado diretamente o fato. Segundo ele, a informação teria sido apresentada em depoimento de um servidor do hospital, no âmbito da Secretaria da Saúde.

Santini afirmou ainda que órgãos competentes teriam conhecimento do relato e estariam adotando providências para apuração.

Por se tratar de uma acusação ainda sujeita a investigação e esclarecimentos, a Folha do Nordeste registra que as afirmações foram feitas pelo deputado durante a entrevista e não representam, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade de pessoas ou instituições.

 

Apelo às entidades de Lagoa Vermelha

Além das revelações envolvendo o projeto, Santini fez um apelo para que entidades representativas de Lagoa Vermelha participem mais diretamente do acompanhamento do Hospital São Paulo e da implantação da hemodiálise.

Ele citou exemplos de instituições hospitalares e serviços de saúde de outros municípios que contam com participação de organizações comunitárias, religiosas e entidades sociais em sua administração ou acompanhamento.

“Será que é tão difícil assim as nossas entidades sociais se juntarem e ajudarem a fiscalizar isso?”, questionou.

Santini afirmou que pretende continuar destinando recursos para Lagoa Vermelha, mas defendeu maior participação da comunidade no acompanhamento da estrutura hospitalar e, especialmente, das condições oferecidas aos pacientes atendidos pelo SUS.

“Eu vou mandar dinheiro pra cá, eu vou ajudar, vou seguir investindo aqui. Mas eu preciso que vocês ajudem nesse processo”, declarou.

 

Hemodiálise segue como objetivo

A primeira etapa da Unidade de Hemodiálise de Lagoa Vermelha foi entregue em abril deste ano, junto ao Hospital São Paulo. O projeto é considerado estratégico para reduzir os deslocamentos enfrentados por pacientes renais crônicos da região.

Agora, conforme as declarações de Santini, o avanço depende da regularização e comprovação da execução da etapa já financiada para que sejam viabilizadas as fases seguintes, envolvendo equipamentos e credenciamento.

Apesar dos problemas relatados, o deputado assegurou que não pretende abandonar o projeto.

A entrevista concedida a Ademar Fagundes coloca novamente a implantação da hemodiálise no centro do debate sobre o futuro do Hospital São Paulo e amplia a cobrança por esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos públicos e os próximos passos necessários para que o serviço finalmente seja disponibilizado à população de Lagoa Vermelha e região.

 

O deputado estadual Ronaldo Santini (Podemos) fez declarações contundentes sobre a implantação do serviço de hemodiálise em Lagoa Vermelha. Em entrevista concedida ao jornalista Ademar Fagundes, do jornal Folha do Nordeste, durante programa na Rádio Lagoa FM, o parlamentar afirmou que a ausência de comprovação da execução dos recursos destinados à construção da unidade impediu o avanço das etapas seguintes do projeto.

Santini reafirmou que considera a implantação da hemodiálise uma prioridade e garantiu que continuará trabalhando para que o serviço entre efetivamente em funcionamento.

“Eu não vou abrir mão desta condição, eu não vou abrir mão desse processo. Eu vou lutar até o último instante, até o último minuto”, declarou.

 

Mais de R$ 1,8 milhão para a estrutura física

Questionado por Ademar Fagundes sobre o valor destinado pelo Estado para a obra física da unidade, Santini informou que o investimento supera R$ 1,8 milhão, aproximando-se de R$ 2 milhões.

O valor de R$ 1,8 milhão destinado pelo Governo do Estado à construção da unidade havia sido anunciado oficialmente quando da assinatura do convênio com o Hospital São Paulo.

Segundo Santini, a liberação de novos recursos para aquisição das cadeiras e demais equipamentos necessários à hemodiálise não avançou porque ainda seria necessária a comprovação da correta execução financeira da primeira etapa.

O deputado fez questão de diferenciar a atual gestão do Hospital São Paulo da administração anterior.

“Não estou falando dos novos gestores agora, os que chegaram agora. Estou falando dos anteriores, que saíram”, ressaltou.

De acordo com o parlamentar, assim que houver a comprovação da execução dos recursos utilizados na construção, será possível avançar para a aquisição dos equipamentos e, posteriormente, para o credenciamento do serviço.

 

Santini relata retirada e posterior retorno de recursos à conta

Um dos pontos de maior repercussão da entrevista ocorreu quando Santini relatou uma movimentação financeira que, segundo ele, teria sido identificada no final do ano passado.

Conforme afirmou, os recursos destinados à obra teriam sido retirados da conta específica. Após o assunto ser levado ao conhecimento de instituições e órgãos públicos, segundo seu relato, o dinheiro teria retornado à conta.

Santini disse que foram mantidos contatos com entidades e órgãos como Ministério Público, Polícia Federal e Tribunal de Justiça diante da situação identificada.

O deputado argumentou que recursos públicos vinculados a um convênio devem ser utilizados exclusivamente para o pagamento das despesas correspondentes à finalidade prevista.

As declarações representam a versão apresentada por Santini durante a entrevista e envolvem fatos que, segundo o próprio parlamentar, foram levados ao conhecimento de órgãos competentes.

 

Falta de comprovação teria bloqueado etapas seguintes

Santini explicou ainda como, segundo ele, estava estruturado o convênio para implantação da hemodiálise.

O processo previa inicialmente a construção da estrutura física. Depois da comprovação da execução dessa etapa, haveria o avanço para aquisição dos equipamentos e, posteriormente, o credenciamento do serviço.

Segundo o deputado, como não teria ocorrido a comprovação necessária da primeira fase, as etapas seguintes ficaram automaticamente impedidas de avançar.

“Quando não houve a comprovação da execução da primeira fase, tranca automaticamente as outras duas. E foi isso que aconteceu”, afirmou.

 

Deputado fala em “revolta” e “mágoa”

Ao ser questionado sobre sua reação diante dos problemas encontrados, Santini afirmou que a situação provocou mais do que desapontamento.

“Foi um sentimento de revolta, de mágoa”, declarou.

O parlamentar relacionou sua manifestação principalmente à situação enfrentada pelos pacientes renais crônicos de Lagoa Vermelha e região, que precisam se deslocar regularmente para outros municípios, especialmente Passo Fundo, para realizar o tratamento.

Santini afirmou que há pacientes que fazem o deslocamento várias vezes por semana e destacou o impacto físico e emocional dessa rotina para pacientes e familiares.

 

Suposta orientação para atrasar obra também é citada

Outro trecho forte da entrevista ocorreu quando Santini afirmou ter tomado conhecimento de um depoimento segundo o qual teria existido orientação, dentro do hospital, para atrasar a execução da obra por razões relacionadas ao período eleitoral.

O deputado ressaltou que não teria presenciado diretamente o fato. Segundo ele, a informação teria sido apresentada em depoimento de um servidor do hospital, no âmbito da Secretaria da Saúde.

Santini afirmou ainda que órgãos competentes teriam conhecimento do relato e estariam adotando providências para apuração.

Por se tratar de uma acusação ainda sujeita a investigação e esclarecimentos, a Folha do Nordeste registra que as afirmações foram feitas pelo deputado durante a entrevista e não representam, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade de pessoas ou instituições.

 

Apelo às entidades de Lagoa Vermelha

Além das revelações envolvendo o projeto, Santini fez um apelo para que entidades representativas de Lagoa Vermelha participem mais diretamente do acompanhamento do Hospital São Paulo e da implantação da hemodiálise.

Ele citou exemplos de instituições hospitalares e serviços de saúde de outros municípios que contam com participação de organizações comunitárias, religiosas e entidades sociais em sua administração ou acompanhamento.

“Será que é tão difícil assim as nossas entidades sociais se juntarem e ajudarem a fiscalizar isso?”, questionou.

Santini afirmou que pretende continuar destinando recursos para Lagoa Vermelha, mas defendeu maior participação da comunidade no acompanhamento da estrutura hospitalar e, especialmente, das condições oferecidas aos pacientes atendidos pelo SUS.

“Eu vou mandar dinheiro pra cá, eu vou ajudar, vou seguir investindo aqui. Mas eu preciso que vocês ajudem nesse processo”, declarou.

 

Hemodiálise segue como objetivo

A primeira etapa da Unidade de Hemodiálise de Lagoa Vermelha foi entregue em abril deste ano, junto ao Hospital São Paulo. O projeto é considerado estratégico para reduzir os deslocamentos enfrentados por pacientes renais crônicos da região.

Agora, conforme as declarações de Santini, o avanço depende da regularização e comprovação da execução da etapa já financiada para que sejam viabilizadas as fases seguintes, envolvendo equipamentos e credenciamento.

Apesar dos problemas relatados, o deputado assegurou que não pretende abandonar o projeto.

A entrevista concedida a Ademar Fagundes coloca novamente a implantação da hemodiálise no centro do debate sobre o futuro do Hospital São Paulo e amplia a cobrança por esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos públicos e os próximos passos necessários para que o serviço finalmente seja disponibilizado à população de Lagoa Vermelha e região.

 

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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