Saúde mental, um desafio do isolamento: “ Estamos mais fragilizados”


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Foto: Divulgação 09/09/2020

“A pandemia do novo coronavírus trouxe, além da doença em si, uma série de consequências psicológicas e ansiedades sobre o isolamento social, a quarentena e condições de vulnerabilidade. E quem não consegue ficar no isolamento, seja por motivos profissionais e até mesmo como sobrevivência, já não consegue definir o bem-estar emocional dentro das razões.”

A psicóloga Caroline Dalle Molle Bonotto (foto), ouvida em recente reportagem da Folha do Nordeste, publicada ainda na edição impressa do dia 21 de agosto, emitiu sua opinião: “A pandemia do Covid 19, com certeza afetou e ainda está afetando a vida de todos nós, seja para quem pode seguir o #fiqueemcasa, para quem precisa sair devido a questão profissional ou para quem necessita buscar a própria sobrevivência.

Todos estávamos de uma maneira ou outra organizados em nossas rotinas de família, trabalho, escola, passeios, esportes, enfim vários objetivos, sonhos, metas que abruptamente foram interrompidos de maneira drástica, sem muita explicação, simplesmente o vírus nos impôs uma nova realidade, sem nos perguntar se estávamos preparados ou não.

As angústias, ansiedades, preocupações e cuidados necessários tomaram conta da maioria de nossos dias, sem tempo para adaptação ou mudanças, simplesmente ficamos cheios de dúvidas, com um turbilhão de informações que dificulta até os dias de hoje identificarmos quais são as que devemos acreditar e compartilhar.

Após praticamente cinco meses do início das mudanças que o isolamento social nos impôs, ainda estamos buscando alívio para nossas dores, esclarecimento para nossas dúvidas, amparo e apoio para nossas ansiedades e angústias, conforto para o entendimento das perdas, portanto à exigência com nossa saúde mental tem sido grande. Isso com certeza tem contribuído para o aumento da fragilidade psicológica”.

Caroline recomenda: “É preciso manter a saúde emocional nesse período, como estamos mais fragilizados a busca pelo atendimento psicológico, por cuidar da mente e não somente do corpo tem sido fundamental. Estamos vivendo um momento ao qual não houve uma preparação prévia, então naturalmente teremos necessidades diferenciadas e em muitas situações a ajuda de um profissional da área será a alternativa para enfrentar esse desafio.

A certeza de que essa etapa passará e conforme for acontecendo estaremos preparados para acolher com alegria e esperança a nova rotina, adaptada depois de meses de muito esforço em que todos os dias buscamos a nossa melhor versão, com novos conhecimentos, hábitos e habilidades, mas acima de tudo com confiança de voltarmos a conviver com quem amamos de maneira saudável e feliz”.

 

“A pandemia do novo coronavírus trouxe, além da doença em si, uma série de consequências psicológicas e ansiedades sobre o isolamento social, a quarentena e condições de vulnerabilidade. E quem não consegue ficar no isolamento, seja por motivos profissionais e até mesmo como sobrevivência, já não consegue definir o bem-estar emocional dentro das razões.”

A psicóloga Caroline Dalle Molle Bonotto (foto), ouvida em recente reportagem da Folha do Nordeste, publicada ainda na edição impressa do dia 21 de agosto, emitiu sua opinião: “A pandemia do Covid 19, com certeza afetou e ainda está afetando a vida de todos nós, seja para quem pode seguir o #fiqueemcasa, para quem precisa sair devido a questão profissional ou para quem necessita buscar a própria sobrevivência.

Todos estávamos de uma maneira ou outra organizados em nossas rotinas de família, trabalho, escola, passeios, esportes, enfim vários objetivos, sonhos, metas que abruptamente foram interrompidos de maneira drástica, sem muita explicação, simplesmente o vírus nos impôs uma nova realidade, sem nos perguntar se estávamos preparados ou não.

As angústias, ansiedades, preocupações e cuidados necessários tomaram conta da maioria de nossos dias, sem tempo para adaptação ou mudanças, simplesmente ficamos cheios de dúvidas, com um turbilhão de informações que dificulta até os dias de hoje identificarmos quais são as que devemos acreditar e compartilhar.

Após praticamente cinco meses do início das mudanças que o isolamento social nos impôs, ainda estamos buscando alívio para nossas dores, esclarecimento para nossas dúvidas, amparo e apoio para nossas ansiedades e angústias, conforto para o entendimento das perdas, portanto à exigência com nossa saúde mental tem sido grande. Isso com certeza tem contribuído para o aumento da fragilidade psicológica”.

Caroline recomenda: “É preciso manter a saúde emocional nesse período, como estamos mais fragilizados a busca pelo atendimento psicológico, por cuidar da mente e não somente do corpo tem sido fundamental. Estamos vivendo um momento ao qual não houve uma preparação prévia, então naturalmente teremos necessidades diferenciadas e em muitas situações a ajuda de um profissional da área será a alternativa para enfrentar esse desafio.

A certeza de que essa etapa passará e conforme for acontecendo estaremos preparados para acolher com alegria e esperança a nova rotina, adaptada depois de meses de muito esforço em que todos os dias buscamos a nossa melhor versão, com novos conhecimentos, hábitos e habilidades, mas acima de tudo com confiança de voltarmos a conviver com quem amamos de maneira saudável e feliz”.

 

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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