
Depois do show do próximo sábado, Porca Véia vai descansar. Quer ir a casamentos de amigos e apadrinhá-los, parar em rodeios e jogar conversa fora sem consultar o relógio, dedicar-se à mulher, decidir o que fazer nos finais de semana de folga. Os desejos prosaicos do músico de 61 anos são resultado de 33 anos de carreira animando bailes pelo país, com a agenda e os salões lotados, bem como as quintas, sextas, sábados e domingos cheios de compromissos de trabalho. A apresentação nos Pavilhões marca o encerramento deste ciclo. Meu pai dizia que o homem é como uma bicicleta: se parar, cai. Deus me permitiu ser artista e não vou parar de fazer música, ainda vou gravar e cuidar do grupo Cordiona. Só vou deixar de tocar em bailes explica. Além dos 19 discos e dois DVDs gravados com dois discos de ouro , Porca Véia conquistou um séquito de fãs e amigos famosos do meio artístico. Alguns deles irão participar do show de encerramento. O violonista Yamandu Costa, por exemplo, convidou-se para integrar o time. Soube pelo Renato (Borghetti) que haveria esse show, me encontrei com o Porca no Festival da Música em Canela e disse que queria participar. Nem faço ideia de como será minha participação musical, porque quero mesmo é celebrar a amizade e o carinho. É a coroação de uma carreira de uma pessoa que há tantos anos abrilhanta nosso Estado com sua música completa. Borghettinho, por sua vez, lembra que as únicas duas ou três vezes em que se apresentou em bailes, o fez na companhia de Porca Véia. Imagina que fará uma curta apresentação no início do show, tocando as próprias músicas, para preparar o clima para receber o anfitrião que, segundo ele, é querido por todos. Esse encontro musical, com talentos regionais aparentemente distantes do estilo de Porca, mostrará no palco a mesma convergência que teve na vida. O acordeonista Luiz Carlos Borges afirma que a presença nos Pavilhões transcende à questão musical. Ele é do mundo do baile e eu do show, a gente chegou a ficar cinco anos sem se cruzar por causa disso, mas sempre se atualizando sobre os trabalhos. Estou contente e emocionado em poder participar. Essa despedida vai deixar o público triste, mas a gente entende, porque ele fez sua parte e deixou uma obra maravilhosa para a música gaúcha afirma. Esse abraço no Porca vai além da música completa Yamandu. Borges diz que apesar das diferenças, encontra semelhanças entre a obra de Porca Véia e a dele na primeira metade da carreira. Toquei em bailes durante 25 anos, seguindo a escola dos Irmãos Bertussi, que é a mesma do Porca. Então, embora tenhamos seguido caminhos diferentes, eu atuando mais na música nativista, podemos convergir para um mesmo estilo avalia. Diz, ainda, que pretende homenagear o amigo tocando 30% do repertório de bailes e até canções do Porca. E, segundo o complemento de Borghetti, será uma tarefa fácil: Todo mundo gosta do Porca. Matéria publicada, neste dia 26, no jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul.

Depois do show do próximo sábado, Porca Véia vai descansar. Quer ir a casamentos de amigos e apadrinhá-los, parar em rodeios e jogar conversa fora sem consultar o relógio, dedicar-se à mulher, decidir o que fazer nos finais de semana de folga. Os desejos prosaicos do músico de 61 anos são resultado de 33 anos de carreira animando bailes pelo país, com a agenda e os salões lotados, bem como as quintas, sextas, sábados e domingos cheios de compromissos de trabalho. A apresentação nos Pavilhões marca o encerramento deste ciclo. Meu pai dizia que o homem é como uma bicicleta: se parar, cai. Deus me permitiu ser artista e não vou parar de fazer música, ainda vou gravar e cuidar do grupo Cordiona. Só vou deixar de tocar em bailes explica. Além dos 19 discos e dois DVDs gravados com dois discos de ouro , Porca Véia conquistou um séquito de fãs e amigos famosos do meio artístico. Alguns deles irão participar do show de encerramento. O violonista Yamandu Costa, por exemplo, convidou-se para integrar o time. Soube pelo Renato (Borghetti) que haveria esse show, me encontrei com o Porca no Festival da Música em Canela e disse que queria participar. Nem faço ideia de como será minha participação musical, porque quero mesmo é celebrar a amizade e o carinho. É a coroação de uma carreira de uma pessoa que há tantos anos abrilhanta nosso Estado com sua música completa. Borghettinho, por sua vez, lembra que as únicas duas ou três vezes em que se apresentou em bailes, o fez na companhia de Porca Véia. Imagina que fará uma curta apresentação no início do show, tocando as próprias músicas, para preparar o clima para receber o anfitrião que, segundo ele, é querido por todos. Esse encontro musical, com talentos regionais aparentemente distantes do estilo de Porca, mostrará no palco a mesma convergência que teve na vida. O acordeonista Luiz Carlos Borges afirma que a presença nos Pavilhões transcende à questão musical. Ele é do mundo do baile e eu do show, a gente chegou a ficar cinco anos sem se cruzar por causa disso, mas sempre se atualizando sobre os trabalhos. Estou contente e emocionado em poder participar. Essa despedida vai deixar o público triste, mas a gente entende, porque ele fez sua parte e deixou uma obra maravilhosa para a música gaúcha afirma. Esse abraço no Porca vai além da música completa Yamandu. Borges diz que apesar das diferenças, encontra semelhanças entre a obra de Porca Véia e a dele na primeira metade da carreira. Toquei em bailes durante 25 anos, seguindo a escola dos Irmãos Bertussi, que é a mesma do Porca. Então, embora tenhamos seguido caminhos diferentes, eu atuando mais na música nativista, podemos convergir para um mesmo estilo avalia. Diz, ainda, que pretende homenagear o amigo tocando 30% do repertório de bailes e até canções do Porca. E, segundo o complemento de Borghetti, será uma tarefa fácil: Todo mundo gosta do Porca. Matéria publicada, neste dia 26, no jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul.