Porca Véia: Com a reverência dos amigos


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Jornal Pioneiro 26/12/2013

Depois do show do próximo sábado, Porca Véia vai descansar. Quer ir a casamentos de amigos e apadrinhá-los, parar em rodeios e jogar conversa fora sem consultar o relógio, dedicar-se à mulher, decidir o que fazer nos finais de semana de folga. Os desejos prosaicos do músico de 61 anos são resultado de 33 anos de carreira animando bailes pelo país, com a agenda e os salões lotados, bem como as quintas, sextas, sábados e domingos cheios de compromissos de trabalho. A apresentação nos Pavilhões marca o encerramento deste ciclo. – Meu pai dizia que o homem é como uma bicicleta: se parar, cai. Deus me permitiu ser artista e não vou parar de fazer música, ainda vou gravar e cuidar do grupo Cordiona. Só vou deixar de tocar em bailes – explica. Além dos 19 discos e dois DVDs gravados – com dois discos de ouro –, Porca Véia conquistou um séquito de fãs e amigos famosos do meio artístico. Alguns deles irão participar do show de encerramento. O violonista Yamandu Costa, por exemplo, convidou-se para integrar o time. – Soube pelo Renato (Borghetti) que haveria esse show, me encontrei com o Porca no Festival da Música em Canela e disse que queria participar. Nem faço ideia de como será minha participação musical, porque quero mesmo é celebrar a amizade e o carinho. É a coroação de uma carreira de uma pessoa que há tantos anos abrilhanta nosso Estado com sua música – completa. Borghettinho, por sua vez, lembra que as únicas duas ou três vezes em que se apresentou em bailes, o fez na companhia de Porca Véia. Imagina que fará uma curta apresentação no início do show, tocando as próprias músicas, para preparar o clima para receber o anfitrião que, segundo ele, é querido por todos. Esse encontro musical, com talentos regionais aparentemente distantes do estilo de Porca, mostrará no palco a mesma convergência que teve na vida. O acordeonista Luiz Carlos Borges afirma que a presença nos Pavilhões transcende à questão musical. – Ele é do mundo do baile e eu do show, a gente chegou a ficar cinco anos sem se cruzar por causa disso, mas sempre se atualizando sobre os trabalhos. Estou contente e emocionado em poder participar. Essa despedida vai deixar o público triste, mas a gente entende, porque ele fez sua parte e deixou uma obra maravilhosa para a música gaúcha – afirma. – Esse abraço no Porca vai além da música – completa Yamandu. Borges diz que apesar das diferenças, encontra semelhanças entre a obra de Porca Véia e a dele na primeira metade da carreira. – Toquei em bailes durante 25 anos, seguindo a escola dos Irmãos Bertussi, que é a mesma do Porca. Então, embora tenhamos seguido caminhos diferentes, eu atuando mais na música nativista, podemos convergir para um mesmo estilo – avalia. Diz, ainda, que pretende homenagear o amigo tocando 30% do repertório de bailes e até canções do Porca. E, segundo o complemento de Borghetti, será uma tarefa fácil: – Todo mundo gosta do Porca. Matéria publicada, neste dia 26, no jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul.

Depois do show do próximo sábado, Porca Véia vai descansar. Quer ir a casamentos de amigos e apadrinhá-los, parar em rodeios e jogar conversa fora sem consultar o relógio, dedicar-se à mulher, decidir o que fazer nos finais de semana de folga. Os desejos prosaicos do músico de 61 anos são resultado de 33 anos de carreira animando bailes pelo país, com a agenda e os salões lotados, bem como as quintas, sextas, sábados e domingos cheios de compromissos de trabalho. A apresentação nos Pavilhões marca o encerramento deste ciclo. – Meu pai dizia que o homem é como uma bicicleta: se parar, cai. Deus me permitiu ser artista e não vou parar de fazer música, ainda vou gravar e cuidar do grupo Cordiona. Só vou deixar de tocar em bailes – explica. Além dos 19 discos e dois DVDs gravados – com dois discos de ouro –, Porca Véia conquistou um séquito de fãs e amigos famosos do meio artístico. Alguns deles irão participar do show de encerramento. O violonista Yamandu Costa, por exemplo, convidou-se para integrar o time. – Soube pelo Renato (Borghetti) que haveria esse show, me encontrei com o Porca no Festival da Música em Canela e disse que queria participar. Nem faço ideia de como será minha participação musical, porque quero mesmo é celebrar a amizade e o carinho. É a coroação de uma carreira de uma pessoa que há tantos anos abrilhanta nosso Estado com sua música – completa. Borghettinho, por sua vez, lembra que as únicas duas ou três vezes em que se apresentou em bailes, o fez na companhia de Porca Véia. Imagina que fará uma curta apresentação no início do show, tocando as próprias músicas, para preparar o clima para receber o anfitrião que, segundo ele, é querido por todos. Esse encontro musical, com talentos regionais aparentemente distantes do estilo de Porca, mostrará no palco a mesma convergência que teve na vida. O acordeonista Luiz Carlos Borges afirma que a presença nos Pavilhões transcende à questão musical. – Ele é do mundo do baile e eu do show, a gente chegou a ficar cinco anos sem se cruzar por causa disso, mas sempre se atualizando sobre os trabalhos. Estou contente e emocionado em poder participar. Essa despedida vai deixar o público triste, mas a gente entende, porque ele fez sua parte e deixou uma obra maravilhosa para a música gaúcha – afirma. – Esse abraço no Porca vai além da música – completa Yamandu. Borges diz que apesar das diferenças, encontra semelhanças entre a obra de Porca Véia e a dele na primeira metade da carreira. – Toquei em bailes durante 25 anos, seguindo a escola dos Irmãos Bertussi, que é a mesma do Porca. Então, embora tenhamos seguido caminhos diferentes, eu atuando mais na música nativista, podemos convergir para um mesmo estilo – avalia. Diz, ainda, que pretende homenagear o amigo tocando 30% do repertório de bailes e até canções do Porca. E, segundo o complemento de Borghetti, será uma tarefa fácil: – Todo mundo gosta do Porca. Matéria publicada, neste dia 26, no jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul.

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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