
A sede da OAB Subseção de Lagoa Vermelha foi palco, na noite de quinta-feira, 9 de outubro, de um encontro que reuniu dezenas de advogados para um diálogo aberto sobre ética e publicidade na advocacia. As palestras foram conduzidas por Regina Soares, secretária-adjunta da OAB/RS, e Roberta Schaun da Silva, conselheira e secretária-geral da Comissão de Fiscalização da seccional gaúcha. Após o evento, os participantes prestigiaram o tradicional churrasco lagoense, em clima de confraternização e integração da classe.
ÉTICA E RESPONSABILIDADE NA COMUNICAÇÃO PROFISSIONAL
Durante a abertura, Regina Soares destacou a importância de esclarecer os limites da publicidade e do marketing jurídico, um tema que tem ganhado relevância com o uso das redes sociais.
“Foi uma noite de extremo proveito para a advocacia. Conversamos sobre o que é possível realizar, quais são os limites e como manter a valorização da profissão”, afirmou. Segundo ela, práticas como o patrocínio de eventos não jurídicos, a participação em premiações pagas e a exposição excessiva nas redes configuram infrações éticas.
“A advocacia não deve ser mercantilizada. O reconhecimento vem pela conduta, pela entrega ao cliente e à sociedade, e não por troféus ou autopromoção”, enfatizou.
SITUAÇÕES COMUNS E INFRAÇÕES RECORRENTES
A advogada Roberta Schaun da Silva complementou a explanação com exemplos práticos, abordando casos que chegam frequentemente à Comissão de Fiscalização da OAB.
Entre as irregularidades, mencionou o uso de adesivos em veículos com o nome do escritório, a divulgação de resultados de processos nas redes sociais e postagens que incentivam a captação de clientela.
“Há muitos equívocos que acabam sendo cometidos por falta de informação. Não é permitido, por exemplo, o advogado divulgar que conseguiu a liberdade de um cliente ou que obteve êxito em determinada ação. Isso é expressamente vedado pelo provimento”, explicou.
Ela lembrou ainda um caso inusitado em que um advogado precisou comprovar a retirada de um adesivo irregular com um secador de cabelo, após ser notificado. “A fiscalização existe para orientar, e não punir de imediato. Sempre há um trabalho educativo antes de qualquer representação”, completou.
ORIENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA ADVOCACIA
O presidente da OAB Lagoa Vermelha, Dr. Aldemar Braghirolli, destacou que a presença das palestrantes foi um importante momento de troca e aprendizado.
“Esses encontros trazem segurança ao advogado sobre o que pode e o que não pode ser feito em matéria de publicidade. Foi uma conversa produtiva e muito próxima da realidade dos profissionais”, observou.
Braghirolli adiantou que novas atividades já estão sendo planejadas para 2026, entre elas uma palestra voltada à aplicação da inteligência artificial no meio jurídico, com foco na atualização tecnológica da advocacia.


A sede da OAB Subseção de Lagoa Vermelha foi palco, na noite de quinta-feira, 9 de outubro, de um encontro que reuniu dezenas de advogados para um diálogo aberto sobre ética e publicidade na advocacia. As palestras foram conduzidas por Regina Soares, secretária-adjunta da OAB/RS, e Roberta Schaun da Silva, conselheira e secretária-geral da Comissão de Fiscalização da seccional gaúcha. Após o evento, os participantes prestigiaram o tradicional churrasco lagoense, em clima de confraternização e integração da classe.
ÉTICA E RESPONSABILIDADE NA COMUNICAÇÃO PROFISSIONAL
Durante a abertura, Regina Soares destacou a importância de esclarecer os limites da publicidade e do marketing jurídico, um tema que tem ganhado relevância com o uso das redes sociais.
“Foi uma noite de extremo proveito para a advocacia. Conversamos sobre o que é possível realizar, quais são os limites e como manter a valorização da profissão”, afirmou. Segundo ela, práticas como o patrocínio de eventos não jurídicos, a participação em premiações pagas e a exposição excessiva nas redes configuram infrações éticas.
“A advocacia não deve ser mercantilizada. O reconhecimento vem pela conduta, pela entrega ao cliente e à sociedade, e não por troféus ou autopromoção”, enfatizou.
SITUAÇÕES COMUNS E INFRAÇÕES RECORRENTES
A advogada Roberta Schaun da Silva complementou a explanação com exemplos práticos, abordando casos que chegam frequentemente à Comissão de Fiscalização da OAB.
Entre as irregularidades, mencionou o uso de adesivos em veículos com o nome do escritório, a divulgação de resultados de processos nas redes sociais e postagens que incentivam a captação de clientela.
“Há muitos equívocos que acabam sendo cometidos por falta de informação. Não é permitido, por exemplo, o advogado divulgar que conseguiu a liberdade de um cliente ou que obteve êxito em determinada ação. Isso é expressamente vedado pelo provimento”, explicou.
Ela lembrou ainda um caso inusitado em que um advogado precisou comprovar a retirada de um adesivo irregular com um secador de cabelo, após ser notificado. “A fiscalização existe para orientar, e não punir de imediato. Sempre há um trabalho educativo antes de qualquer representação”, completou.
ORIENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA ADVOCACIA
O presidente da OAB Lagoa Vermelha, Dr. Aldemar Braghirolli, destacou que a presença das palestrantes foi um importante momento de troca e aprendizado.
“Esses encontros trazem segurança ao advogado sobre o que pode e o que não pode ser feito em matéria de publicidade. Foi uma conversa produtiva e muito próxima da realidade dos profissionais”, observou.
Braghirolli adiantou que novas atividades já estão sendo planejadas para 2026, entre elas uma palestra voltada à aplicação da inteligência artificial no meio jurídico, com foco na atualização tecnológica da advocacia.
