
Encerrou no dia 18 de junho, na República Dominicana, a reunião do Comitê Regional da Internacional da Educação - América Latina (IEAL), que acontecia desde o dia 13. Representantes de sindicatos de educadores de todo o continente latino-americano estiveram presentes nas discussões, que visavam a estabelecer diretrizes para as organizações sindicais do continente. A delegação da IEAL fez uma visita de solidariedade ao Haiti, para levar ajuda financeira, que será destinada à reconstrução da organização sindical dos professores do país. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, do Brasil, ofereceu a sua contribuição, que, somada às da Argentina, da Colômbia e de Curaçau, atingiu 30 mil dólares. A Confederação Nacional de Educadores e Educadoras do Haiti prometeu apresentar, no prazo de um mês, um novo terreno para a reconstrução de sua sede (o antigo local se tornou inviável após os terremotos), bem como um plano de reestruturação de suas ações em prol da categoria local. Sindicatos de outros países, além dos quatro que já colaboraram, prometeram enviar ajuda financeira à Confederação haitiana. Para incentivar o aumento nas doações, a IE, que representa os sindicatos de educadores em âmbito internacional, vai promover o Dia Latino-Americano de Solidariedade ao Haiti, previsto para o segundo semestre deste ano. Segundo a educadora gaúcha Juçara Dutra Vieira, que ocupa a vice-presidência da IEAL, a rotina dos haitianos é chocante, após a tragédia que devastou o país em janeiro. Vimos cidades inteiras transformadas em acampamentos, em meio a escombros. Em muitos locais não há banheiros, nem água encanada. A população do Haiti segue vivendo em meio ao caos, sem perspectiva de mudança a curto prazo - afirma Juçara. Outro dado alarmante trazido pela vice-presidente da IEAL trata da evasão escolar no país. A rede pública de ensino básico atende a apenas 10% dos haitianos em idade escolar, enquanto uma parcela ínfima da população frequenta escolas particulares. Isto quer dizer que a maior parte das crianças do Haiti não tem acesso à educação. Durante os trabalhos na República Dominicana, o Comitê Regional para a América Latina decidiu, ainda, indicar o nome de Manuel Zelaya (ex-presidente da República de Honduras, deposto por um golpe de Estado no ano passado) para um prêmio pela defesa dos direitos humanos, promovido pela Internacional da Educação. O prêmio será entregue por ocasião do Congresso Mundial da IE, que ocorre quadrianualmente e será realizado em julho de 2011, na Cidade do Cabo (África do Sul). A escolha do nome de Zelaya como indicação da América Latina ao prêmio mundial pretende ser um emblema pela democracia em todos os países do continente.

Encerrou no dia 18 de junho, na República Dominicana, a reunião do Comitê Regional da Internacional da Educação - América Latina (IEAL), que acontecia desde o dia 13. Representantes de sindicatos de educadores de todo o continente latino-americano estiveram presentes nas discussões, que visavam a estabelecer diretrizes para as organizações sindicais do continente. A delegação da IEAL fez uma visita de solidariedade ao Haiti, para levar ajuda financeira, que será destinada à reconstrução da organização sindical dos professores do país. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, do Brasil, ofereceu a sua contribuição, que, somada às da Argentina, da Colômbia e de Curaçau, atingiu 30 mil dólares. A Confederação Nacional de Educadores e Educadoras do Haiti prometeu apresentar, no prazo de um mês, um novo terreno para a reconstrução de sua sede (o antigo local se tornou inviável após os terremotos), bem como um plano de reestruturação de suas ações em prol da categoria local. Sindicatos de outros países, além dos quatro que já colaboraram, prometeram enviar ajuda financeira à Confederação haitiana. Para incentivar o aumento nas doações, a IE, que representa os sindicatos de educadores em âmbito internacional, vai promover o Dia Latino-Americano de Solidariedade ao Haiti, previsto para o segundo semestre deste ano. Segundo a educadora gaúcha Juçara Dutra Vieira, que ocupa a vice-presidência da IEAL, a rotina dos haitianos é chocante, após a tragédia que devastou o país em janeiro. Vimos cidades inteiras transformadas em acampamentos, em meio a escombros. Em muitos locais não há banheiros, nem água encanada. A população do Haiti segue vivendo em meio ao caos, sem perspectiva de mudança a curto prazo - afirma Juçara. Outro dado alarmante trazido pela vice-presidente da IEAL trata da evasão escolar no país. A rede pública de ensino básico atende a apenas 10% dos haitianos em idade escolar, enquanto uma parcela ínfima da população frequenta escolas particulares. Isto quer dizer que a maior parte das crianças do Haiti não tem acesso à educação. Durante os trabalhos na República Dominicana, o Comitê Regional para a América Latina decidiu, ainda, indicar o nome de Manuel Zelaya (ex-presidente da República de Honduras, deposto por um golpe de Estado no ano passado) para um prêmio pela defesa dos direitos humanos, promovido pela Internacional da Educação. O prêmio será entregue por ocasião do Congresso Mundial da IE, que ocorre quadrianualmente e será realizado em julho de 2011, na Cidade do Cabo (África do Sul). A escolha do nome de Zelaya como indicação da América Latina ao prêmio mundial pretende ser um emblema pela democracia em todos os países do continente.