Falta de recursos para o crédito rural e caso Pronaf serão abordados em audiência na CRA


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15/04/2015

A possível falta de recursos para o crédito rural decorrente da diminuição de depósitos à vista nas instituições financeiras será tema de debate na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado (CRA) nesta quinta-feira (16). A reunião ocorre por iniciativa da presidente da CRA, senadora Ana Amélia (PP-RS). Conforme argumenta a parlamentar gaúcha, cálculos da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) apontam para um déficit de R$ 10 bilhões em relação ao montante utilizado em 2014/2015, o que pode impactar pré-custeios, custeio e até o apoio a comercialização. Um dos convidados será o vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Osmar Dias, que deverá falar, além da questão do crédito rural, sobre a auditoria interna realizada pela instituição em relação às denúncias de desvio de dinheiro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Ele havia sido convidado para participar de audiência pública sobre o tema ocorrida em novembro do ano passado no Senado, porém justificou a ausência argumentando que o Banco do Brasil estava iniciando sindicância interna e um pronunciamento após a conclusão dos trabalhos seria mais adequado. Conforme as denúncias sobre o caso, divulgadas pela imprensa no fim de outubro, teriam sido movimentados R$ 80 milhões e cerca de 6,3 mil agricultores gaúchos teriam sido lesados, a maioria em Santa Cruz do Sul e Sinimbu. Segundo os denunciantes, conforme revelações da imprensa, uma entidade intermediava os contratos dos associados com o Banco do Brasil para obter os financiamentos. Porém, após a liberação, o dinheiro não chegava aos agricultores, mas era desviado para contas da entidade ou de terceiros. A senadora Ana Amélia reforçou que o objetivo dos parlamentares é preservar o Pronaf, principal programa de fortalecimento da agricultura familiar, que auxilia milhares de produtores em todo o País em um setor vital para a economia nacional, além de garantir a transparência das ações das instituições ligadas a essa iniciativa. Além de Osmar Dias, para falar sobre o crédito rural foram convidados o diretor da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Ademiro Vian, o presidente da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, o coordenador de Assuntos de Política Agrícola da Aprosoja Brasil, Adolfo Betri, e representantes do Banco Central e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). O debate começa às 8h. Ana Amélia defende novas regras para pesquisas clínicas em seres humanos Em discurso no plenário nesta terça-feira (14), a senadora Ana Amélia (PP-RS), defendeu a aprovação do projeto (PLS 200/2015) que estabelece regras para a condução de pesquisas clínicas em seres humanos por instituições públicas ou privadas. A proposta, apresentada pela parlamentar gaúcha, em conjunto com os senadores Waldemir Moka (PMDB-MS) e Walter Pinheiro (PT-BA), será tema do 1º Seminário Aliança Pesquisa Clínica Brasil, nesta quarta-feira (15), no Interlegis. Conforme destacou a senadora, um ordenamento sem burocracia e com limites éticos e respeito aos pacientes propiciaria pesquisas com resultados benéficos à sociedade em doenças como o câncer, o lúpus e o Alzheimer. E ainda estimularia a permanência de cientistas no país, que acabam buscando outros países onde são mais valorizados e respeitados para trabalhar, acrescentou Ana Amélia. — Lamentavelmente, nosso país está entre os mais atrasados do mundo na aprovação regulatória de protocolos de pesquisa clínica. No caso brasileiro, acreditem, demora-se de 10 a 15 meses para aprovar um projeto de pesquisa clínica, enquanto no restante do mundo esse prazo varia de 3 a, no máximo, 6 meses — enfatizou a senadora. O assunto começou a ser debatido no Legislativo em março de 2014, quando foi realizada no Senado audiência pública para discutir o sistema regulatório da pesquisa clínica de medicamentos no país. Ana Amélia propôs o debate na Comissão de Assuntos Sociais após receber relato da demora na liberação dos testes, impedindo o acesso de pacientes a novos tratamentos. Lutando contra um câncer de pulmão, Afonso Hass, da cidade gaúcha de Ijuí, contou à senadora sobre a importância de receber um novo medicamento em busca da cura. Durante a audiência, a 42ª posição no ranking mundial de pesquisas clínicas foi atribuída à burocracia excessiva de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), vinculada ao Conselho Nacional de Saúde. A partir do debate no Senado, um grupo de trabalho com representantes de órgãos governamentais e da iniciativa privada buscou alternativas para reduzir o período de espera para a liberação dos testes de medicamentos com pacientes. Hoje, o Brasil tem registrados apenas 4.336 estudos clínicos – 2,3% dos 187.040 estudos no mundo –, enquanto que somente os Estados Unidos registram 83.893 (44%) e a Europa 52.198 (28%), segundo dados do Clinical Trials.

A possível falta de recursos para o crédito rural decorrente da diminuição de depósitos à vista nas instituições financeiras será tema de debate na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado (CRA) nesta quinta-feira (16). A reunião ocorre por iniciativa da presidente da CRA, senadora Ana Amélia (PP-RS). Conforme argumenta a parlamentar gaúcha, cálculos da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) apontam para um déficit de R$ 10 bilhões em relação ao montante utilizado em 2014/2015, o que pode impactar pré-custeios, custeio e até o apoio a comercialização. Um dos convidados será o vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Osmar Dias, que deverá falar, além da questão do crédito rural, sobre a auditoria interna realizada pela instituição em relação às denúncias de desvio de dinheiro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Ele havia sido convidado para participar de audiência pública sobre o tema ocorrida em novembro do ano passado no Senado, porém justificou a ausência argumentando que o Banco do Brasil estava iniciando sindicância interna e um pronunciamento após a conclusão dos trabalhos seria mais adequado. Conforme as denúncias sobre o caso, divulgadas pela imprensa no fim de outubro, teriam sido movimentados R$ 80 milhões e cerca de 6,3 mil agricultores gaúchos teriam sido lesados, a maioria em Santa Cruz do Sul e Sinimbu. Segundo os denunciantes, conforme revelações da imprensa, uma entidade intermediava os contratos dos associados com o Banco do Brasil para obter os financiamentos. Porém, após a liberação, o dinheiro não chegava aos agricultores, mas era desviado para contas da entidade ou de terceiros. A senadora Ana Amélia reforçou que o objetivo dos parlamentares é preservar o Pronaf, principal programa de fortalecimento da agricultura familiar, que auxilia milhares de produtores em todo o País em um setor vital para a economia nacional, além de garantir a transparência das ações das instituições ligadas a essa iniciativa. Além de Osmar Dias, para falar sobre o crédito rural foram convidados o diretor da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Ademiro Vian, o presidente da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, o coordenador de Assuntos de Política Agrícola da Aprosoja Brasil, Adolfo Betri, e representantes do Banco Central e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). O debate começa às 8h. Ana Amélia defende novas regras para pesquisas clínicas em seres humanos Em discurso no plenário nesta terça-feira (14), a senadora Ana Amélia (PP-RS), defendeu a aprovação do projeto (PLS 200/2015) que estabelece regras para a condução de pesquisas clínicas em seres humanos por instituições públicas ou privadas. A proposta, apresentada pela parlamentar gaúcha, em conjunto com os senadores Waldemir Moka (PMDB-MS) e Walter Pinheiro (PT-BA), será tema do 1º Seminário Aliança Pesquisa Clínica Brasil, nesta quarta-feira (15), no Interlegis. Conforme destacou a senadora, um ordenamento sem burocracia e com limites éticos e respeito aos pacientes propiciaria pesquisas com resultados benéficos à sociedade em doenças como o câncer, o lúpus e o Alzheimer. E ainda estimularia a permanência de cientistas no país, que acabam buscando outros países onde são mais valorizados e respeitados para trabalhar, acrescentou Ana Amélia. — Lamentavelmente, nosso país está entre os mais atrasados do mundo na aprovação regulatória de protocolos de pesquisa clínica. No caso brasileiro, acreditem, demora-se de 10 a 15 meses para aprovar um projeto de pesquisa clínica, enquanto no restante do mundo esse prazo varia de 3 a, no máximo, 6 meses — enfatizou a senadora. O assunto começou a ser debatido no Legislativo em março de 2014, quando foi realizada no Senado audiência pública para discutir o sistema regulatório da pesquisa clínica de medicamentos no país. Ana Amélia propôs o debate na Comissão de Assuntos Sociais após receber relato da demora na liberação dos testes, impedindo o acesso de pacientes a novos tratamentos. Lutando contra um câncer de pulmão, Afonso Hass, da cidade gaúcha de Ijuí, contou à senadora sobre a importância de receber um novo medicamento em busca da cura. Durante a audiência, a 42ª posição no ranking mundial de pesquisas clínicas foi atribuída à burocracia excessiva de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), vinculada ao Conselho Nacional de Saúde. A partir do debate no Senado, um grupo de trabalho com representantes de órgãos governamentais e da iniciativa privada buscou alternativas para reduzir o período de espera para a liberação dos testes de medicamentos com pacientes. Hoje, o Brasil tem registrados apenas 4.336 estudos clínicos – 2,3% dos 187.040 estudos no mundo –, enquanto que somente os Estados Unidos registram 83.893 (44%) e a Europa 52.198 (28%), segundo dados do Clinical Trials.

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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