Empoderamento das mulheres na política é debatido em seminário


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07/06/2014

Foi realizado nesta quinta-feira (5), na Câmara dos Deputados, o seminário "Empoderamento das Mulheres na Política". A senadora Ana Amélia (PP-RS), indicada como a parlamentar mais atuante do Congresso Nacional, participou do evento e falou sobre as conquistas e os desafios das mulheres na política. O seminário foi promovido pelo grupo de mulheres líderes de partidos, coordenado por Margarida Chaulet, e pelo deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Contou ainda com a presença de parlamentares da Procuradoria Especial da Mulher e de representantes das embaixadas de países como México, Cabo Verde, Angola, Honduras, Guatemala, Perú, Colômbia, Suécia, Eslovênia e dos Estados Unidos (EUA). Entre as lideranças, o senador democrata Rodger Randle, dos EUA. — É sempre gratificante esse tipo de reconhecimento. Trabalho muito, mas isso não é nada de extraordinário. Sempre trabalhei bastante, como jornalista. O trabalho nos engrandece, nos aprimora — disse a senadora, ao comentar a indicação que recebeu. Ana Amélia também falou sobre sua trajetória até entrar na política. Contou sobre a infância em Lagoa Vermelha, onde morava com a sua família e era a mais velha entre nove irmãos e da época em que foi bolsista. Ao comentar que, quando começou a faculdade de jornalismo, na PUC, em Porto Alegre, até concluir o curso, o número de mulheres na sua turma foi aumentando de forma rápida, até chegar a maioria, passou a exemplificar o aumento da presença feminina em várias áreas. — Esse cenário foi se alterando em muitas outras profissões, na medicina, no direito — disse. Ana Amélia destacou que as mulheres hoje possuem espaços de destaque no mundo inteiro. Citou como exemplos a diretora do Fundo Monetário Interacional (FMI), Christine Lagarde e a chanceler alemã chanceler, Angela Merkel. Apesar disso, ressaltou que, no Brasil, os partidos políticos deveriam ampliar os espaços e o estímulo às mulheres para que elas não participem das eleições somente para preencher a cota de 30% exigida por lei. O interesse menor das mulheres talvez seja resultado desses fatores, combinado com a instabilidade da carreira política, enquanto um concurso público ou a atuação como profissional liberal, por exemplo, podem garantir maior segurança às carreiras, observou a senadora. O envolvimento maior do público feminino, no entanto, seria benéfico para a política, acrescentou. — As mulheres têm capacidade, sensibilidade e generosidade. Também são intuitivas e isso ajuda muito na política. Apesar de haver um aumento nas filiações de lideranças femininas, ainda há um caminho árduo para ser trilhado com o objetivo de empoderar as mulheres na política — completou Ações No fim da palestra, a senadora destacou uma das leis que contribuiu como relatora no Senado e de extrema relevância para as mulheres. A Lei 12.802/2013 estabelece a cirurgia imediata reparadora para as mulheres vítimas de câncer de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, enfatizou a senadora, é importante também para recuperar a autoestima das pacientes.

Foi realizado nesta quinta-feira (5), na Câmara dos Deputados, o seminário "Empoderamento das Mulheres na Política". A senadora Ana Amélia (PP-RS), indicada como a parlamentar mais atuante do Congresso Nacional, participou do evento e falou sobre as conquistas e os desafios das mulheres na política. O seminário foi promovido pelo grupo de mulheres líderes de partidos, coordenado por Margarida Chaulet, e pelo deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Contou ainda com a presença de parlamentares da Procuradoria Especial da Mulher e de representantes das embaixadas de países como México, Cabo Verde, Angola, Honduras, Guatemala, Perú, Colômbia, Suécia, Eslovênia e dos Estados Unidos (EUA). Entre as lideranças, o senador democrata Rodger Randle, dos EUA. — É sempre gratificante esse tipo de reconhecimento. Trabalho muito, mas isso não é nada de extraordinário. Sempre trabalhei bastante, como jornalista. O trabalho nos engrandece, nos aprimora — disse a senadora, ao comentar a indicação que recebeu. Ana Amélia também falou sobre sua trajetória até entrar na política. Contou sobre a infância em Lagoa Vermelha, onde morava com a sua família e era a mais velha entre nove irmãos e da época em que foi bolsista. Ao comentar que, quando começou a faculdade de jornalismo, na PUC, em Porto Alegre, até concluir o curso, o número de mulheres na sua turma foi aumentando de forma rápida, até chegar a maioria, passou a exemplificar o aumento da presença feminina em várias áreas. — Esse cenário foi se alterando em muitas outras profissões, na medicina, no direito — disse. Ana Amélia destacou que as mulheres hoje possuem espaços de destaque no mundo inteiro. Citou como exemplos a diretora do Fundo Monetário Interacional (FMI), Christine Lagarde e a chanceler alemã chanceler, Angela Merkel. Apesar disso, ressaltou que, no Brasil, os partidos políticos deveriam ampliar os espaços e o estímulo às mulheres para que elas não participem das eleições somente para preencher a cota de 30% exigida por lei. O interesse menor das mulheres talvez seja resultado desses fatores, combinado com a instabilidade da carreira política, enquanto um concurso público ou a atuação como profissional liberal, por exemplo, podem garantir maior segurança às carreiras, observou a senadora. O envolvimento maior do público feminino, no entanto, seria benéfico para a política, acrescentou. — As mulheres têm capacidade, sensibilidade e generosidade. Também são intuitivas e isso ajuda muito na política. Apesar de haver um aumento nas filiações de lideranças femininas, ainda há um caminho árduo para ser trilhado com o objetivo de empoderar as mulheres na política — completou Ações No fim da palestra, a senadora destacou uma das leis que contribuiu como relatora no Senado e de extrema relevância para as mulheres. A Lei 12.802/2013 estabelece a cirurgia imediata reparadora para as mulheres vítimas de câncer de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, enfatizou a senadora, é importante também para recuperar a autoestima das pacientes.

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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