
A vocação foi o que motivou Celestin Kabasele Kalala a desistir do curso de Economia, já em fase de conclusão, para se dedicar a outra área de atuação, voltada para o campo da saúde. Além disso, a coragem para dedicar-se à busca de novos conhecimentos fez com que deixasse sua família e amigos na República Democrática do Congo e desembarcasse no Brasil em busca de sonhos e conquistas. Aos 25 anos, com o sonho de cursar Farmácia, Celestin escolheu a Universidade de Passo Fundo (UPF) para realizar sua formação e tem na Instituição a sua segunda casa. O curso de graduação se dá por meio do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), oferecido pelos Ministérios das Relações Exteriores e da Educação. Focado em conhecer outras culturas e desenvolver conhecimento, Celestin deixou o país de origem, no centro-sul da África, em janeiro de 2014. Porto Alegre foi sua primeira parada, onde foi acolhido por amigos e realizou um curso de oito meses para saber mais sobre a língua portuguesa. Em fevereiro de 2015, chegou em Passo Fundo, para iniciar a graduação. A mudança de cidade, segundo ele, tem um lado bom e um lado ruim: Estou com saudade da família, da comida, do meu país, mas isso me ajuda a poder lutar para conseguir os meus objetivos, a alcançá-los. Ficar perto da família é bom, mas, em algum momento, o homem precisa sair e procurar sobreviver sozinho, afirma. Sem familiares em Passo Fundo, aos poucos, Celestin faz novos amigos e concentra seus esforços na busca pelo conhecimento. Gostei muito da recepção, a UPF virou a minha segunda família aqui no Brasil. É difícil ficar sozinho, sem ninguém por perto, mas a UPF me acolheu e está ajudando e eu estou aproveitando as oportunidades que a Instituição oferece, esclarece, reiterando a receptividade recebida. Eu gosto dos professores, que estão se dedicando e ministrando boas aulas, e gosto da minha turma, que é cheia de pessoas queridas que me acolheram muito bem, pontua. Conhecimento além das fronteiras Sobre o curso de Farmácia, o acadêmico se diz encantado com as possiblidades oferecidas. No início, não sabia nada de Farmácia e achei que o farmacêutico apenas vendia na drogaria. Não sabia que tem outros ramos para se especializar e estudar. Com a ajuda dos professores, comecei a entender um pouquinho de cada área da Farmácia e acabei gostando, comenta Celestin, que pretende seguir carreira em pesquisa em toxicologia e em análises clínicas. É difícil escolher, porque estou no primeiro nível, mas gostei muito de fazer análises clínicas, trabalhar no laboratório, fazer pesquisa. Não sou bom em falar, o Português não é minha língua, e, na pesquisa, a pessoa não fala muito, mas tenta procurar repostas, avalia ele. Natural da capital congolesa Kinshasa, o acadêmico comenta que a intenção é buscar conhecimento e formação para poder retornar ao seu país. Eu gostaria de um dia voltar para poder, com minha mão de obra, contribuir para o desenvolvimento do meu país. Estou aqui como um embaixador, estou lutando, aproveitando o conhecimento e quero desenvolver isso, um dia, no meu país, declara Celestin. Segundo ele, a área de Farmácia é deficitária no país, especialmente porque apenas duas universidades oferecem o curso de graduação para essa formação e, além disso, a maioria dos formados acabam saindo do país para realizar especialização. Celestin cursou Economia na Universidade Católica do Congo e, há oito meses da conclusão do curso, decidiu dedicar-se a novos sonhos. Vivenciando as grandes diferenças do sistema de ensino brasileiro ao congolês, ele destaca que a divisão de um ano de graduação em dois semestres facilita ao aluno o aprendizado. Lá no Congo, temos todas as matérias durante o ano todo e as provas são feitas ao final do ano. Estou gostando desse novo formato, com a divisão por semestre, considera o acadêmico, que revela grande adoração ao país de origem: O Congo tem tudo de bom, a cultura, o turismo, as pessoas, define o jovem. PEC-G Desenvolvido em parceria com universidades públicas federais e estaduais e particulares, o programa oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais. O PEC-G seleciona estrangeiros, entre 18 e preferencialmente até 23 anos, com ensino médio completo, para realizar estudos de graduação no país. O aluno estrangeiro selecionado cursa gratuitamente a graduação. Em contrapartida, deve atender a alguns critérios; entre eles, provar que é capaz de custear suas despesas no Brasil, ter certificado de conclusão do ensino médio ou curso equivalente e proficiência em língua portuguesa. Os acordos determinam a adoção pelo aluno do compromisso de regressar ao seu país e contribuir com a área na qual se graduou.

A vocação foi o que motivou Celestin Kabasele Kalala a desistir do curso de Economia, já em fase de conclusão, para se dedicar a outra área de atuação, voltada para o campo da saúde. Além disso, a coragem para dedicar-se à busca de novos conhecimentos fez com que deixasse sua família e amigos na República Democrática do Congo e desembarcasse no Brasil em busca de sonhos e conquistas. Aos 25 anos, com o sonho de cursar Farmácia, Celestin escolheu a Universidade de Passo Fundo (UPF) para realizar sua formação e tem na Instituição a sua segunda casa. O curso de graduação se dá por meio do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), oferecido pelos Ministérios das Relações Exteriores e da Educação. Focado em conhecer outras culturas e desenvolver conhecimento, Celestin deixou o país de origem, no centro-sul da África, em janeiro de 2014. Porto Alegre foi sua primeira parada, onde foi acolhido por amigos e realizou um curso de oito meses para saber mais sobre a língua portuguesa. Em fevereiro de 2015, chegou em Passo Fundo, para iniciar a graduação. A mudança de cidade, segundo ele, tem um lado bom e um lado ruim: Estou com saudade da família, da comida, do meu país, mas isso me ajuda a poder lutar para conseguir os meus objetivos, a alcançá-los. Ficar perto da família é bom, mas, em algum momento, o homem precisa sair e procurar sobreviver sozinho, afirma. Sem familiares em Passo Fundo, aos poucos, Celestin faz novos amigos e concentra seus esforços na busca pelo conhecimento. Gostei muito da recepção, a UPF virou a minha segunda família aqui no Brasil. É difícil ficar sozinho, sem ninguém por perto, mas a UPF me acolheu e está ajudando e eu estou aproveitando as oportunidades que a Instituição oferece, esclarece, reiterando a receptividade recebida. Eu gosto dos professores, que estão se dedicando e ministrando boas aulas, e gosto da minha turma, que é cheia de pessoas queridas que me acolheram muito bem, pontua. Conhecimento além das fronteiras Sobre o curso de Farmácia, o acadêmico se diz encantado com as possiblidades oferecidas. No início, não sabia nada de Farmácia e achei que o farmacêutico apenas vendia na drogaria. Não sabia que tem outros ramos para se especializar e estudar. Com a ajuda dos professores, comecei a entender um pouquinho de cada área da Farmácia e acabei gostando, comenta Celestin, que pretende seguir carreira em pesquisa em toxicologia e em análises clínicas. É difícil escolher, porque estou no primeiro nível, mas gostei muito de fazer análises clínicas, trabalhar no laboratório, fazer pesquisa. Não sou bom em falar, o Português não é minha língua, e, na pesquisa, a pessoa não fala muito, mas tenta procurar repostas, avalia ele. Natural da capital congolesa Kinshasa, o acadêmico comenta que a intenção é buscar conhecimento e formação para poder retornar ao seu país. Eu gostaria de um dia voltar para poder, com minha mão de obra, contribuir para o desenvolvimento do meu país. Estou aqui como um embaixador, estou lutando, aproveitando o conhecimento e quero desenvolver isso, um dia, no meu país, declara Celestin. Segundo ele, a área de Farmácia é deficitária no país, especialmente porque apenas duas universidades oferecem o curso de graduação para essa formação e, além disso, a maioria dos formados acabam saindo do país para realizar especialização. Celestin cursou Economia na Universidade Católica do Congo e, há oito meses da conclusão do curso, decidiu dedicar-se a novos sonhos. Vivenciando as grandes diferenças do sistema de ensino brasileiro ao congolês, ele destaca que a divisão de um ano de graduação em dois semestres facilita ao aluno o aprendizado. Lá no Congo, temos todas as matérias durante o ano todo e as provas são feitas ao final do ano. Estou gostando desse novo formato, com a divisão por semestre, considera o acadêmico, que revela grande adoração ao país de origem: O Congo tem tudo de bom, a cultura, o turismo, as pessoas, define o jovem. PEC-G Desenvolvido em parceria com universidades públicas federais e estaduais e particulares, o programa oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais. O PEC-G seleciona estrangeiros, entre 18 e preferencialmente até 23 anos, com ensino médio completo, para realizar estudos de graduação no país. O aluno estrangeiro selecionado cursa gratuitamente a graduação. Em contrapartida, deve atender a alguns critérios; entre eles, provar que é capaz de custear suas despesas no Brasil, ter certificado de conclusão do ensino médio ou curso equivalente e proficiência em língua portuguesa. Os acordos determinam a adoção pelo aluno do compromisso de regressar ao seu país e contribuir com a área na qual se graduou.