
O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) assinou na noite da última terça-feira (3) o requerimento de criação de uma nova CPI da Petrobras. Protocolado com 182 assinaturas, este pedido de investigação é de autoria do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e tem como objetivo fazer uma investigação mais completa e independente. As duas CPIs concluídas no final da legislatura passada não produziram os resultados esperados pela ação articulada da base governista, que conduziu os trabalhos com mão de ferro. Há fatos novos que precisam ser investigados por esta nova Câmara, destacou Jerônimo. O parlamentar já havia se comprometido durante a campanha eleitoral em apoiar uma nova CPI da Petrobras. Os mais de 115 mil eleitores que me reconduziram ao mandato exigem respostas deste escândalo sem precedentes em nossa história recente. O assalto aos cofres públicos impressiona e o dinheiro pode ter sido usado para o financiamento de campanhas políticas, argumentou. Além disso, Jerônimo entende que o rombo provocado por atos de corrupção e má gestão impacta diretamente a vida da população, que está sendo prejudicada pelo aumento abusivo dos combustíveis. A bancada gaúcha, composta por 31 parlamentar, contribuiu com apenas oito assinaturas para a instalação da CPI. Além de Jerônimo, os deputados Darcísio Perondi (PMDB), Heitor Schuch (PSB), José Stédile, Luis Carlos Heinze (PP), Onyx Lorenzoni (DEM), Pompeo de Mattos (PDT) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB) também assinaram o requerimento. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, leu na manhã desta quinta-feira (5), em Plenário, o ato de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Agora, os partidos indicarão os integrantes na próxima semana e a comissão será instalada depois do Carnaval. Segundo o ato de criação, a CPI terá 26 membros titulares e igual número de suplentes, mais um titular e um suplente atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas. Cunha afirmou que a composição obedecerá a formação de blocos partidários, e não a composição dos partidos isolados. O requerimento da nova CPI da Petrobras estabelece um prazo de funcionamento de 120 dias, limitando a investigação entre os anos de 2005 e 2015, relacionando os seguintes atos ilícitos: superfaturamento e gestão temerária na construção de refinarias; constituição e operação irregulares de empresas subsidiárias e sociedades de propósito específico com o fim de praticar atos ilícitos; superfaturamento e a gestão temerária na construção e afretamento de navios de transporte, navios-plataforma e navios-sonda; irregularidades na operação da Sete Brasil; irregularidades na venda de ativos da Petrobras na África.

O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) assinou na noite da última terça-feira (3) o requerimento de criação de uma nova CPI da Petrobras. Protocolado com 182 assinaturas, este pedido de investigação é de autoria do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e tem como objetivo fazer uma investigação mais completa e independente. As duas CPIs concluídas no final da legislatura passada não produziram os resultados esperados pela ação articulada da base governista, que conduziu os trabalhos com mão de ferro. Há fatos novos que precisam ser investigados por esta nova Câmara, destacou Jerônimo. O parlamentar já havia se comprometido durante a campanha eleitoral em apoiar uma nova CPI da Petrobras. Os mais de 115 mil eleitores que me reconduziram ao mandato exigem respostas deste escândalo sem precedentes em nossa história recente. O assalto aos cofres públicos impressiona e o dinheiro pode ter sido usado para o financiamento de campanhas políticas, argumentou. Além disso, Jerônimo entende que o rombo provocado por atos de corrupção e má gestão impacta diretamente a vida da população, que está sendo prejudicada pelo aumento abusivo dos combustíveis. A bancada gaúcha, composta por 31 parlamentar, contribuiu com apenas oito assinaturas para a instalação da CPI. Além de Jerônimo, os deputados Darcísio Perondi (PMDB), Heitor Schuch (PSB), José Stédile, Luis Carlos Heinze (PP), Onyx Lorenzoni (DEM), Pompeo de Mattos (PDT) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB) também assinaram o requerimento. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, leu na manhã desta quinta-feira (5), em Plenário, o ato de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Agora, os partidos indicarão os integrantes na próxima semana e a comissão será instalada depois do Carnaval. Segundo o ato de criação, a CPI terá 26 membros titulares e igual número de suplentes, mais um titular e um suplente atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas. Cunha afirmou que a composição obedecerá a formação de blocos partidários, e não a composição dos partidos isolados. O requerimento da nova CPI da Petrobras estabelece um prazo de funcionamento de 120 dias, limitando a investigação entre os anos de 2005 e 2015, relacionando os seguintes atos ilícitos: superfaturamento e gestão temerária na construção de refinarias; constituição e operação irregulares de empresas subsidiárias e sociedades de propósito específico com o fim de praticar atos ilícitos; superfaturamento e a gestão temerária na construção e afretamento de navios de transporte, navios-plataforma e navios-sonda; irregularidades na operação da Sete Brasil; irregularidades na venda de ativos da Petrobras na África.