Conflitos de terra no Norte do Estado são discutidos na UPF


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26/09/2015

As dimensões sócio-históricas e antropológicas dos conflitos de terra na região Norte do Estado foram o tema escolhido para mais uma edição do projeto Ciências Sociais em Debate, promovido pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Passo Fundo (IFCH/UPF). A programação reuniu acadêmicos de várias áreas e contou com as explanações do professor da UPF João Carlos Tedesco e do antropólogo da Funai Mauro Silvestrin. O antropólogo da Funai destacou em sua fala um panorama geral dos indígenas no Brasil e no Estado. Hoje, no Brasil, há 305 etnias indígenas e 274 línguas faladas. “Somos o maior país pluriético e plurilinguístico do mundo. Tem muitos países que já reconhecem em suas constituições o plurinacionalismo a plurietnia e o Brasil tem toda essa riqueza e, muitas vezes, essa riqueza é considerada um entrave ao progresso”, pontuou. De acordo com ele, hoje o maior número de áreas indígenas demarcadas está concentrado na região amazônica. No entanto, pelo menos 45% dos indígenas não estão naquela região do país. “Muitos têm a ideia de que não existe indígena no Rio Grande do Sul. Isso acontece porque eles estão muito próximos da gente. Estão muito próximos do cotidiano. Os caingangues são a terceira maior etnia do Brasil”, exemplificou. Ele enfatizou ainda que hoje metade das terras indígenas do RS são áreas de preservação e o que sobra não é suficiente para sustentar uma população de 23 mil pessoas. O que é terra indígena O antropólogo também explicou o conceito de terra indígena como uma porção do território nacional, de propriedade da União, habitada por um ou mais povos indígenas, por eles utilizada para suas atividades produtivas, imprescindível à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e necessária à sua reprodução física e cultural, segundo seus usos costumes e tradições. Trata-se de um tipo específico de posse, da natureza originária e coletiva, que não se confunde com o conceito civilista de propriedade privada.

As dimensões sócio-históricas e antropológicas dos conflitos de terra na região Norte do Estado foram o tema escolhido para mais uma edição do projeto Ciências Sociais em Debate, promovido pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Passo Fundo (IFCH/UPF). A programação reuniu acadêmicos de várias áreas e contou com as explanações do professor da UPF João Carlos Tedesco e do antropólogo da Funai Mauro Silvestrin. O antropólogo da Funai destacou em sua fala um panorama geral dos indígenas no Brasil e no Estado. Hoje, no Brasil, há 305 etnias indígenas e 274 línguas faladas. “Somos o maior país pluriético e plurilinguístico do mundo. Tem muitos países que já reconhecem em suas constituições o plurinacionalismo a plurietnia e o Brasil tem toda essa riqueza e, muitas vezes, essa riqueza é considerada um entrave ao progresso”, pontuou. De acordo com ele, hoje o maior número de áreas indígenas demarcadas está concentrado na região amazônica. No entanto, pelo menos 45% dos indígenas não estão naquela região do país. “Muitos têm a ideia de que não existe indígena no Rio Grande do Sul. Isso acontece porque eles estão muito próximos da gente. Estão muito próximos do cotidiano. Os caingangues são a terceira maior etnia do Brasil”, exemplificou. Ele enfatizou ainda que hoje metade das terras indígenas do RS são áreas de preservação e o que sobra não é suficiente para sustentar uma população de 23 mil pessoas. O que é terra indígena O antropólogo também explicou o conceito de terra indígena como uma porção do território nacional, de propriedade da União, habitada por um ou mais povos indígenas, por eles utilizada para suas atividades produtivas, imprescindível à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e necessária à sua reprodução física e cultural, segundo seus usos costumes e tradições. Trata-se de um tipo específico de posse, da natureza originária e coletiva, que não se confunde com o conceito civilista de propriedade privada.

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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