
O caso envolvendo a servidora Roselaine de Lima Cordeiro ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira, 14 de agosto. A Prefeitura de Capão Bonito do Sul publicou a Portaria nº 405/2026, determinando sua exoneração do cargo em comissão de Diretora Administrativa do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
O ato é assinado pela prefeita Marizete Vargas Pereira Rauta e produz efeitos a contar de 14 de agosto de 2026. Roselaine ocupava o cargo de Diretora Administrativa do CRAS, CC III, junto à Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social, para o qual havia sido nomeada pela Portaria nº 114/2025, de 28 de janeiro de 2025.
A portaria não apresenta, em seu texto, a motivação para a exoneração.
EXONERAÇÃO OCORRE EM MEIO À REPERCUSSÃO DO CASO
A decisão ocorre em meio à repercussão envolvendo a cedência de Roselaine, servidora efetiva da Prefeitura de Lagoa Vermelha, para atuar na Administração de Capão Bonito do Sul.
O episódio tornou-se público após vereadores da oposição em Lagoa Vermelha levantarem questionamentos sobre uma suposta “funcionária fantasma”. Posteriormente, as manifestações das duas prefeituras e da própria servidora demonstraram que Roselaine efetivamente exercia atividades em Capão Bonito do Sul. A controvérsia passou, então, a concentrar-se na forma como ocorreram os pagamentos durante a cedência.
Roselaine confirmou ao Folha News que recebeu remuneração dos dois municípios durante determinado período. Em sua manifestação, sustentou que, ao perceber o primeiro pagamento de Lagoa Vermelha, comunicou o setor de Recursos Humanos e teria sido orientada a continuar recebendo. A servidora também afirmou acreditar que houve um erro administrativo e negou ter agido de má-fé.
PREFEITURAS DIVERGEM SOBRE PAGAMENTOS
A Prefeitura de Lagoa Vermelha sustenta que, por manter o vínculo funcional com Roselaine, caberia ao município de origem processar sua folha de pagamento e posteriormente receber de Capão Bonito do Sul o ressarcimento dos valores.
Já a prefeita Marizete Rauta havia declarado ao Folha News que Capão Bonito do Sul entende ter cumprido o termo de cedência ao realizar diretamente o pagamento da servidora, rejeitando, naquele momento, a interpretação de que o município deveria ressarcir Lagoa Vermelha.
Nesta semana, o procurador jurídico de Lagoa Vermelha, Carlos Magno Dondé de Oliveira, informou que existe uma divergência de interpretação entre as duas administrações e que o município busca uma solução administrativa para o impasse. Também confirmou a abertura de sindicância em Lagoa Vermelha para apurar a falha relacionada à ausência da cobrança do ressarcimento.
MARIZETE HAVIA CONFIRMADO PERMANÊNCIA
Em entrevista anterior ao Folha News, Marizete Rauta havia confirmado que Roselaine continuava exercendo normalmente suas atividades em Capão Bonito do Sul e que, naquele momento, a Administração não identificava irregularidade na prestação do serviço da diretora.
Roselaine também havia afirmado que pretendia permanecer trabalhando no município e chegou a declarar que, caso fosse necessário, poderia pedir exoneração de seu cargo efetivo em Lagoa Vermelha para continuar em Capão Bonito do Sul.
Agora, a Portaria nº 405/2026 altera esse cenário ao determinar sua exoneração do cargo em comissão no CRAS.
É importante ressaltar, entretanto, que o documento publicado nesta sexta-feira não relaciona expressamente a exoneração à controvérsia envolvendo a cedência e os pagamentos. Portanto, neste momento, não é possível atribuir oficialmente o desligamento ao episódio sem manifestação da Administração Municipal.
A Folha do Nordeste acompanha o caso e buscará novos esclarecimentos sobre os motivos da exoneração e seus possíveis reflexos no convênio de cedência entre Capão Bonito do Sul e Lagoa Vermelha.


O caso envolvendo a servidora Roselaine de Lima Cordeiro ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira, 14 de agosto. A Prefeitura de Capão Bonito do Sul publicou a Portaria nº 405/2026, determinando sua exoneração do cargo em comissão de Diretora Administrativa do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
O ato é assinado pela prefeita Marizete Vargas Pereira Rauta e produz efeitos a contar de 14 de agosto de 2026. Roselaine ocupava o cargo de Diretora Administrativa do CRAS, CC III, junto à Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social, para o qual havia sido nomeada pela Portaria nº 114/2025, de 28 de janeiro de 2025.
A portaria não apresenta, em seu texto, a motivação para a exoneração.
EXONERAÇÃO OCORRE EM MEIO À REPERCUSSÃO DO CASO
A decisão ocorre em meio à repercussão envolvendo a cedência de Roselaine, servidora efetiva da Prefeitura de Lagoa Vermelha, para atuar na Administração de Capão Bonito do Sul.
O episódio tornou-se público após vereadores da oposição em Lagoa Vermelha levantarem questionamentos sobre uma suposta “funcionária fantasma”. Posteriormente, as manifestações das duas prefeituras e da própria servidora demonstraram que Roselaine efetivamente exercia atividades em Capão Bonito do Sul. A controvérsia passou, então, a concentrar-se na forma como ocorreram os pagamentos durante a cedência.
Roselaine confirmou ao Folha News que recebeu remuneração dos dois municípios durante determinado período. Em sua manifestação, sustentou que, ao perceber o primeiro pagamento de Lagoa Vermelha, comunicou o setor de Recursos Humanos e teria sido orientada a continuar recebendo. A servidora também afirmou acreditar que houve um erro administrativo e negou ter agido de má-fé.
PREFEITURAS DIVERGEM SOBRE PAGAMENTOS
A Prefeitura de Lagoa Vermelha sustenta que, por manter o vínculo funcional com Roselaine, caberia ao município de origem processar sua folha de pagamento e posteriormente receber de Capão Bonito do Sul o ressarcimento dos valores.
Já a prefeita Marizete Rauta havia declarado ao Folha News que Capão Bonito do Sul entende ter cumprido o termo de cedência ao realizar diretamente o pagamento da servidora, rejeitando, naquele momento, a interpretação de que o município deveria ressarcir Lagoa Vermelha.
Nesta semana, o procurador jurídico de Lagoa Vermelha, Carlos Magno Dondé de Oliveira, informou que existe uma divergência de interpretação entre as duas administrações e que o município busca uma solução administrativa para o impasse. Também confirmou a abertura de sindicância em Lagoa Vermelha para apurar a falha relacionada à ausência da cobrança do ressarcimento.
MARIZETE HAVIA CONFIRMADO PERMANÊNCIA
Em entrevista anterior ao Folha News, Marizete Rauta havia confirmado que Roselaine continuava exercendo normalmente suas atividades em Capão Bonito do Sul e que, naquele momento, a Administração não identificava irregularidade na prestação do serviço da diretora.
Roselaine também havia afirmado que pretendia permanecer trabalhando no município e chegou a declarar que, caso fosse necessário, poderia pedir exoneração de seu cargo efetivo em Lagoa Vermelha para continuar em Capão Bonito do Sul.
Agora, a Portaria nº 405/2026 altera esse cenário ao determinar sua exoneração do cargo em comissão no CRAS.
É importante ressaltar, entretanto, que o documento publicado nesta sexta-feira não relaciona expressamente a exoneração à controvérsia envolvendo a cedência e os pagamentos. Portanto, neste momento, não é possível atribuir oficialmente o desligamento ao episódio sem manifestação da Administração Municipal.
A Folha do Nordeste acompanha o caso e buscará novos esclarecimentos sobre os motivos da exoneração e seus possíveis reflexos no convênio de cedência entre Capão Bonito do Sul e Lagoa Vermelha.
