Café Campeiro une instituições e marca anúncio das músicas da Lagoa da Canção Nativista


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Foto: Marcos Roberto Nepomuceno 18/09/2026 Encontro na sede da OAB reuniu autoridades, tradicionalistas e comunidade durante a Semana Farroupilha e marcou a divulgação das dez composições da fase local do festival, que retorna após 33 anos

A manhã desta sexta-feira, 18 de setembro, foi marcada por tradição, integração institucional e valorização da cultura gaúcha em Lagoa Vermelha. A sede da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil recebeu o Café Campeiro, atividade integrante da programação da Semana Farroupilha 2026 e promovida em parceria pela OAB, Poder Judiciário e Grupo Folclórico Bombacha Preta.

Além de reunir representantes de diferentes segmentos da comunidade, o encontro ganhou importância especial ao servir de palco para a divulgação das dez músicas classificadas para a fase local da 4ª Lagoa da Canção Nativista, festival que retorna ao calendário cultural de Lagoa Vermelha depois de 33 anos.

Participaram do evento o prefeito Eloir Jorge Morona; o vice-prefeito Alessandro Muliterno; o presidente da OAB Subseção Lagoa Vermelha, Aldemar Ottone Iglesias Braghirolli; o diretor do Foro da Comarca, juiz Gleisson Sartori; o patrão do Grupo Folclórico Bombacha Preta, Argeu José Rodrigues; o presidente da Comissão da Semana Farroupilha, Alvício José Telles; e o homenageado dos festejos farroupilhas do município, Hil Josino Cunha.

Também estiveram presentes representantes do Poder Judiciário, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, entidades tradicionalistas, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, advocacia, servidores do sistema de Justiça, imprensa e lideranças da comunidade.

TRADIÇÃO COMO ELO ENTRE AS INSTITUIÇÕES

Na abertura, o protocolo ressaltou que o Café Campeiro foi pensado não apenas como uma confraternização, mas como uma oportunidade de aproximar instituições e comunidade através de elementos que fazem parte da identidade do povo gaúcho.

Homenageado da Semana Farroupilha, Hil Josino Cunha agradeceu a distinção e recordou sua relação de longa data com a OAB, inclusive através da participação em atividades promovidas pela instituição. Destacou ainda a presença da advocacia nas celebrações tradicionalistas e desejou uma boa Semana Farroupilha à comunidade.

Presidente da Comissão da Semana Farroupilha, Alvício José Telles enfatizou principalmente o trabalho desenvolvido com crianças e estudantes. Para ele, a preservação da cultura depende diretamente da transmissão dos conhecimentos às novas gerações.

“Quem é que nós temos que salvar? As crianças”, afirmou, ao lembrar das atividades realizadas em escolas e espaços tradicionalistas e da importância de quem possui experiência transmitir às novas gerações aquilo que aprendeu.

O patrão do Grupo Folclórico Bombacha Preta, Argeu José Rodrigues, agradeceu à OAB pela parceria e destacou a oportunidade de apresentar durante o encontro as músicas classificadas para a etapa local do festival.

JUDICIÁRIO DESTACA APROXIMAÇÃO COM A COMUNIDADE

Representando o Poder Judiciário, o juiz Gleisson Sartori agradeceu a acolhida da comunidade de Lagoa Vermelha e ressaltou a parceria construída entre o Foro e a OAB.

Sartori destacou que atividades como o Café Campeiro permitem uma maior integração dos servidores e magistrados com a sociedade, além de representarem uma homenagem às tradições do Rio Grande do Sul.

O magistrado reafirmou que o Judiciário de Lagoa Vermelha busca manter uma atuação próxima da população, respeitando as características e tradições da comunidade onde está inserido.

MORONA DEFENDE PRESERVAÇÃO DAS RAÍZES

Em sua manifestação, o prefeito Eloir Morona destacou a extensa programação farroupilha realizada no município e afirmou que a preservação das tradições depende de um trabalho permanente de resgate.

Segundo Morona, manifestações hoje consideradas tradicionais somente permaneceram vivas porque, em determinados momentos, pessoas e grupos decidiram recuperar danças, costumes, competições e manifestações culturais.

O prefeito relacionou esse trabalho ao movimento de recuperação de eventos históricos do município, citando a ExpoLagoa e o próprio Festival Lagoa da Canção Nativista.

Morona também enfatizou a necessidade de valorização dos vínculos familiares, da educação e dos ensinamentos transmitidos pelas gerações anteriores. Encerrou sua manifestação lembrando um dos versos mais conhecidos do Hino Rio-Grandense: “Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

OAB DESTACA CIDADANIA, CULTURA E INTEGRAÇÃO

O presidente da OAB Subseção Lagoa Vermelha, Aldemar Ottone Iglesias Braghirolli, destacou o tema dos festejos de 2026, “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”, e lembrou a contribuição de diferentes povos para a formação histórica do Estado.

Segundo Braghirolli, a participação da OAB e do Judiciário na Semana Farroupilha também representa uma forma de aproximação com a sociedade.

O presidente recordou ações conjuntas desenvolvidas nos últimos anos, incluindo a primeira Audiência Crioula realizada em 2025, e classificou o Café Campeiro como mais um passo na consolidação dessa integração.

Braghirolli também destacou o simbolismo da retomada da Lagoa da Canção Nativista e a parceria com o Grupo Folclórico Bombacha Preta.

“Isso é motivo de orgulho. Orgulho em poder contribuir para que a cultura de nossa terra seja referenciada”, afirmou.

520 MÚSICAS INSCRITAS

Um dos momentos mais aguardados ocorreu com a manifestação do coordenador-geral do Festival Lagoa da Canção Nativista, Gláucio Lemos Vieira.

Ele anunciou que a quarta edição recebeu 520 composições. Entre elas, 16 foram inscritas para a fase local, exigindo uma seleção prévia para definir as dez que terão direito de subir ao palco.

Gláucio destacou que a etapa municipal foi criada justamente para valorizar compositores, músicos e intérpretes de Lagoa Vermelha.

“A nossa terra é um manancial de talentos espalhados pelos grupos de arte nativa, pelos CTGs e pelas escolas de música. Essas pessoas precisavam de um palco, e o palco é o Festival Lagoa da Canção”, ressaltou.

Durante o Café Campeiro foram anunciadas as dez composições classificadas para a fase local, além de duas suplentes. Os trabalhos selecionados agora deverão cumprir as exigências previstas no regulamento para confirmação da participação no festival.

Entre as regras está a necessidade de comprovação de que pelo menos um dos autores da letra ou da melodia tenha nascido ou resida em Lagoa Vermelha. Também está prevista a participação mínima de músicos locais nas apresentações da fase municipal.

RETORNO APÓS 33 ANOS

A 4ª Lagoa da Canção Nativista será realizada nos dias 5, 6 e 7 de novembro e representa a retomada de um dos eventos culturais mais marcantes da história do município.

Mais do que anunciar as músicas que estarão no palco, o Café Campeiro desta sexta-feira marcou um novo capítulo no processo de recuperação e valorização da cultura nativista de Lagoa Vermelha.

Depois de 33 anos, a Lagoa da Canção volta a reunir compositores, músicos, intérpretes e comunidade, abrindo espaço para uma nova geração de talentos sem perder de vista aqueles que ajudaram a construir a história cultural e tradicionalista do município.

 

A manhã desta sexta-feira, 18 de setembro, foi marcada por tradição, integração institucional e valorização da cultura gaúcha em Lagoa Vermelha. A sede da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil recebeu o Café Campeiro, atividade integrante da programação da Semana Farroupilha 2026 e promovida em parceria pela OAB, Poder Judiciário e Grupo Folclórico Bombacha Preta.

Além de reunir representantes de diferentes segmentos da comunidade, o encontro ganhou importância especial ao servir de palco para a divulgação das dez músicas classificadas para a fase local da 4ª Lagoa da Canção Nativista, festival que retorna ao calendário cultural de Lagoa Vermelha depois de 33 anos.

Participaram do evento o prefeito Eloir Jorge Morona; o vice-prefeito Alessandro Muliterno; o presidente da OAB Subseção Lagoa Vermelha, Aldemar Ottone Iglesias Braghirolli; o diretor do Foro da Comarca, juiz Gleisson Sartori; o patrão do Grupo Folclórico Bombacha Preta, Argeu José Rodrigues; o presidente da Comissão da Semana Farroupilha, Alvício José Telles; e o homenageado dos festejos farroupilhas do município, Hil Josino Cunha.

Também estiveram presentes representantes do Poder Judiciário, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, entidades tradicionalistas, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, advocacia, servidores do sistema de Justiça, imprensa e lideranças da comunidade.

TRADIÇÃO COMO ELO ENTRE AS INSTITUIÇÕES

Na abertura, o protocolo ressaltou que o Café Campeiro foi pensado não apenas como uma confraternização, mas como uma oportunidade de aproximar instituições e comunidade através de elementos que fazem parte da identidade do povo gaúcho.

Homenageado da Semana Farroupilha, Hil Josino Cunha agradeceu a distinção e recordou sua relação de longa data com a OAB, inclusive através da participação em atividades promovidas pela instituição. Destacou ainda a presença da advocacia nas celebrações tradicionalistas e desejou uma boa Semana Farroupilha à comunidade.

Presidente da Comissão da Semana Farroupilha, Alvício José Telles enfatizou principalmente o trabalho desenvolvido com crianças e estudantes. Para ele, a preservação da cultura depende diretamente da transmissão dos conhecimentos às novas gerações.

“Quem é que nós temos que salvar? As crianças”, afirmou, ao lembrar das atividades realizadas em escolas e espaços tradicionalistas e da importância de quem possui experiência transmitir às novas gerações aquilo que aprendeu.

O patrão do Grupo Folclórico Bombacha Preta, Argeu José Rodrigues, agradeceu à OAB pela parceria e destacou a oportunidade de apresentar durante o encontro as músicas classificadas para a etapa local do festival.

JUDICIÁRIO DESTACA APROXIMAÇÃO COM A COMUNIDADE

Representando o Poder Judiciário, o juiz Gleisson Sartori agradeceu a acolhida da comunidade de Lagoa Vermelha e ressaltou a parceria construída entre o Foro e a OAB.

Sartori destacou que atividades como o Café Campeiro permitem uma maior integração dos servidores e magistrados com a sociedade, além de representarem uma homenagem às tradições do Rio Grande do Sul.

O magistrado reafirmou que o Judiciário de Lagoa Vermelha busca manter uma atuação próxima da população, respeitando as características e tradições da comunidade onde está inserido.

MORONA DEFENDE PRESERVAÇÃO DAS RAÍZES

Em sua manifestação, o prefeito Eloir Morona destacou a extensa programação farroupilha realizada no município e afirmou que a preservação das tradições depende de um trabalho permanente de resgate.

Segundo Morona, manifestações hoje consideradas tradicionais somente permaneceram vivas porque, em determinados momentos, pessoas e grupos decidiram recuperar danças, costumes, competições e manifestações culturais.

O prefeito relacionou esse trabalho ao movimento de recuperação de eventos históricos do município, citando a ExpoLagoa e o próprio Festival Lagoa da Canção Nativista.

Morona também enfatizou a necessidade de valorização dos vínculos familiares, da educação e dos ensinamentos transmitidos pelas gerações anteriores. Encerrou sua manifestação lembrando um dos versos mais conhecidos do Hino Rio-Grandense: “Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

OAB DESTACA CIDADANIA, CULTURA E INTEGRAÇÃO

O presidente da OAB Subseção Lagoa Vermelha, Aldemar Ottone Iglesias Braghirolli, destacou o tema dos festejos de 2026, “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”, e lembrou a contribuição de diferentes povos para a formação histórica do Estado.

Segundo Braghirolli, a participação da OAB e do Judiciário na Semana Farroupilha também representa uma forma de aproximação com a sociedade.

O presidente recordou ações conjuntas desenvolvidas nos últimos anos, incluindo a primeira Audiência Crioula realizada em 2025, e classificou o Café Campeiro como mais um passo na consolidação dessa integração.

Braghirolli também destacou o simbolismo da retomada da Lagoa da Canção Nativista e a parceria com o Grupo Folclórico Bombacha Preta.

“Isso é motivo de orgulho. Orgulho em poder contribuir para que a cultura de nossa terra seja referenciada”, afirmou.

520 MÚSICAS INSCRITAS

Um dos momentos mais aguardados ocorreu com a manifestação do coordenador-geral do Festival Lagoa da Canção Nativista, Gláucio Lemos Vieira.

Ele anunciou que a quarta edição recebeu 520 composições. Entre elas, 16 foram inscritas para a fase local, exigindo uma seleção prévia para definir as dez que terão direito de subir ao palco.

Gláucio destacou que a etapa municipal foi criada justamente para valorizar compositores, músicos e intérpretes de Lagoa Vermelha.

“A nossa terra é um manancial de talentos espalhados pelos grupos de arte nativa, pelos CTGs e pelas escolas de música. Essas pessoas precisavam de um palco, e o palco é o Festival Lagoa da Canção”, ressaltou.

Durante o Café Campeiro foram anunciadas as dez composições classificadas para a fase local, além de duas suplentes. Os trabalhos selecionados agora deverão cumprir as exigências previstas no regulamento para confirmação da participação no festival.

Entre as regras está a necessidade de comprovação de que pelo menos um dos autores da letra ou da melodia tenha nascido ou resida em Lagoa Vermelha. Também está prevista a participação mínima de músicos locais nas apresentações da fase municipal.

RETORNO APÓS 33 ANOS

A 4ª Lagoa da Canção Nativista será realizada nos dias 5, 6 e 7 de novembro e representa a retomada de um dos eventos culturais mais marcantes da história do município.

Mais do que anunciar as músicas que estarão no palco, o Café Campeiro desta sexta-feira marcou um novo capítulo no processo de recuperação e valorização da cultura nativista de Lagoa Vermelha.

Depois de 33 anos, a Lagoa da Canção volta a reunir compositores, músicos, intérpretes e comunidade, abrindo espaço para uma nova geração de talentos sem perder de vista aqueles que ajudaram a construir a história cultural e tradicionalista do município.

 

Fonte: Jornalismo - Folha do Nordeste

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